Livre-se da fofoca

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por Luana Mayara

Quando falamos em fofoca é possível que a imagem que venha a nossa mente seja um grupo de senhoras reunidas na calçada atualizando os assuntos da vizinhança. E quando falo senhoras, sem nenhum preconceito, é apenas uma cena costumeira aqui no interior do Nordeste. Mas, nem sempre pensamos que fofoca é contar algo sobre alguém que sofreu uma situação negativa, da qual não temos nenhuma certeza e, ainda que tivéssemos, não diz respeito a nós. Se pensamos que isso é fofoca, porque ainda assim nos enredamos nesse pecado?

Fofoca é espalhar boatos, aumentar situações inverídicas, ou até verdadeiras, mas que recebeu o tempero da malícia.  Pode ser divulgar uma informação que foi confiado a você. Outros sinônimos para essa obra da carne é mexerico, maledicência, tagarelice.  

O problema da fofoca é que além de ser um pecado contra Deus é também um assassino de influência. Chamados, vocações não florescem no ambiente da fofoca. Com certeza, em algum momento da nossa vida eu e você já fomos vítimas de situações como essa.

Como também, já participamos de conversas assim que, a curto prazo, não parecem nada demais, apenas que estamos “confiando em alguém, em nossos amigos”. Mas pelas nossas Palavras a vida ou a morte é liberada. Com certeza, a fofoca não libera a vida, apenas a morte de sonhos, projetos, da reputação das pessoas.

Todos nós estamos construindo uma reputação, aquilo que as pessoas veem em nós, que pode ser, diretamente, de um contato conosco. Mas pode ser, unicamente, uma percepção do resultado de fofocas.

Sabe irmãos uma experiência negativa que tivemos com alguém não nos dá o direito de sermos mensageiros de más notícias. Até mesmo porque eu e você fomos chamados para propagar o Evangelho da Paz e não os infortúnios relacionados às pessoas.

A fofoca gera intrigas e também rotula pessoas, pois é, alguém pode ficar marcado porque eu e você permitimos que palavras tolas saíssem da nossa boca, ou emprestamos os nossos ouvidos ao que não edifica. Eis algumas coisas que a Palavra de Deus fala sobre esse assunto:

“Além disso, aprenderão a se tornar ociosas e a andar de casa em casa, fazendo fofoca, intrometendo-se em assuntos alheios e falando do que não devem” (1 Timóteo 5.13 NVT).

A fofoca é atitude de quem não tem o que fazer irmãos, de pessoas desocupadas.

“A vida deles se encheu de toda espécie de perversidade, pecado, ganância, ódio, inveja, homicídio, discórdia, engano, malícia e fofocas” (Romanos 1.29 NVT).

É típico de pessoas do mundo, sem aliança com Deus. Não faz parte da natureza de nascidos de novo.

“O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre. (Provérbios 11:13 ARA) O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios” (Provérbios 20.19 ARA).

O fofoqueiro não tem compromisso com a vida das pessoas, é infiel e desleal.

“O perverso semeia discórdia; o difamador separa até os melhores amigos”(Provérbios 16.28).

O difamador e a fofoca destroem relacionamentos, quebram a confiança construída.  

O irmão Kenneth Hagin relata no seu livro, “Amor, caminho para vitória!”, que Deus o corrigiu porque, ao ter conhecimento que certo ministro tinha errado, ele comentou “qualquer pessoa com um mínimo de bom senso saberia que esse homem não deveria agir assim”. Em virtude disso o irmão Hagin adoeceu, fez as confissões de fé, ao perceber que não melhorava, orou ao Senhor sobre o que estava errado.

O Pai lhe disse que ele tinha feito um certo comentário sobre uma situação, da qual ele não tinha nenhum conhecimento sobre as pressões que a pessoa estava vivendo. Deus lhe disse “Se você estivesse na mesma situação, talvez não se teria saído tão bem quanto ele” (página 108).

Deus não está justificando pecado pela pressão, mas fica a lição – através desse grande homem de Deus – que eu e você não temos que fazer qualquer comentário que seja a respeito de uma situação de erro ou falha de outras pessoas. Afinal, poderíamos agir de modo semelhante ou pior. O fato é que não sabemos, exatamente, o que se passa no coração e na mente dos homens. E não diz respeito a nós o que alguém viveu ou está passando.

Além disso, devemos observar bem o que estamos plantando, se você não quer ser vítima de comentário depreciativos, críticos, não faça sobre outras pessoas. Não autorize o diabo a criar situações de vergonha na sua vida.

Um episódio interessante na Palavra de Deus é quando Miriam e Arão falam contra Moisés porque este tinha casado com uma cusita, visto que o ensino é que os hebreus deviam casar-se com pessoas dentro da mesma parentela, não especificamente família, mas, sim, etnia judaica. Moisés casou com uma mulher de outro povo, mas o que Arão e Miriam tinham a ver com isso não era da conta deles, mas eles ficaram falando um para outro, para outras pessoas contra Moisés, fofocando, criticando.

E Deus assistindo aquela cena, respondeu-lhesBoca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do Senhor; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” (Números 12.8). O foco da correção de Deus foi “Vocês não tiveram nenhum temor de falar contra Moisés?”.

Temor significa reverência, respeito, honra pela presença, legado, feitos. Quem era Moisés? O libertador dos hebreus da escravidão do Egito, um homem que se comunicava com Deus face a face. Agora, ele não era perfeito, mas Miriam e Arão não tiveram nenhuma consideração por Moisés. Sabe, queridos, se não temos consideração pelas pessoas que estamos vendo, certamente, não temos pelo próprio Deus (I João 4.20).

É possível que a pessoa difamada de fato e verdade tenha incorrido em erros, mas a expectativa de Deus é que andemos em amor. Sejamos restauradores de pessoas, e não destruidores, proclamando o bem. Outro ponto, podemos ter temor da presença de Deus que carregamos, essa presença nos constrange a não falar contra quem quer que seja.

Quando você souber algo sobre a vida de alguém no lugar de falar, guarde sua língua, e decida orar por essa pessoa. Ainda mais, não empreste seus ouvidos para o que não serve. Não diz respeito a nós, e sim a Deus.

“Porque quem quer amar a vida, E ver os dias bons, refreie a sua língua do mal. E os seus lábios não falem engano. Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a” (1 Pedro 3.10,11).

Pedro marcado por um temperamento forte no tempo que andou com Jesus, falava além do que convinha, cresceu e agora nessa carta está ensinando “Refreie a sua língua!” se você quiser ver dias bons.

“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1 Pedro 2.1,2).

“Portanto, livrem-se de toda maldade, todo engano, toda hipocrisia, toda inveja e todo tipo de difamação” (1 Pedro 2:1 Versão NVT).

Maledicências, fofocas e mexericos, de acordo com dicionário bíblico JD Douglas, podem ser entendidos como tagarelice, malícia. São expressões que no antigo testamento significam novidades caluniosas, usar a língua de forma errônea. Quanto ao novo testamento é a ideia de acusação, o mesmo termo usado para diabolos, falando do diabo, maldizentes, falar mal contra alguém.

A fofoca é o instrumento que o diabo usa para acusar pessoas, paralisar seu chamado, e vocação. A oração é a forma que Deus usa para restaurar pessoas, ao invés de fofocar, devemos orar, abençoar e não maldizer. Porque nascemos de novo devemos julgar a nós mesmos e verificarmos se estamos andando em amor, o que está saindo da nossa boca.

A forma de livrar-se da fofoca, de um espírito julgador é desejando ardentemente o genuíno leite espiritual; ou seja, é priorizar a Palavra de Deus, gravando-a em nossas mentes e corações, iremos proclamar o bem sobre todas as pessoas e não boatos, histórias quem em nada edificam.

Um conselho precioso: atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem (1 Timóteo 4.16). Em outras palavras, “cuide da sua vida” e você salvará a você, bem como, aqueles que o ouvem serão influenciados pelo nosso procedimento.

 

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