Jesus veio para reconciliar

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por Manoel Dias

Tenho um filho ainda pequeno e quando olho para ele fico imaginando Deus olhando para mim. Às vezes, imaginamos Ele com um cajado na mão, mas Ele veio como um Pai. Jesus veio para reconciliar.

A Bíblia diz que quando o filho pródigo estava voltando para sua casa, indo em direção ao seu pai, não foi o filho que correu, mas o pai correu de encontro com ele e o beijou. A palavra adoração em João 4, que fala que o Pai procura adoradores, também significa “beijar” e nós o beijamos com a nossa adoração, porque Ele nos beijou primeiro com o Seu amor.

Nesse novo tempo eu creio que a paixão dos filhos será o Pai. A paixão adormecida dentro de você, vai lhe sacudir.

“E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre. Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus” (João 20.11-17)

Naquele momento Jesus transmitiu algo para Maria para dizer a todos os discípulos e Ele diz: “Eu vou para o meu Pai, vosso Pai“. Todo o tempo em que Jesus esteve aqui na terra, ele dizia “Aba pai”.

Deus quer que todos os homens se tornem filhos. Isso aconteceu comigo e com você, nós nos tornamos filhos. Ele é chamado de Pai da Glória, Pai da Ressurreição, Pai da Consolação, Pai das Luzes…

Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, A esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Efésios 3.14-21)

Chegamos nesse mundo com uma família natural, na qual crescemos, nos desenvolvemos, mas chega o dia em que nascemos de novo e conhecemos uma nova família.

Se você está em Cristo Jesus, Deus lhe aceita como filho tal qual Ele aceita a Jesus. Eu estou lhe falando de algo legal. Mas, como experimentamos isso? Pela perseverança, por buscar a Deus, por renovar a mente.

Nós seremos tomados pela plenitude dEle através do relacionamento com Ele. Estão chegando dias em que por onde passarmos iremos refletir a Paternidade de Deus.

A razão de crescermos espiritualmente é para sermos tomados da plenitude de Deus. Se pais naturais não deixam de amar os seus filhos por causa de um crime que tenham cometido, quanto mais Deus. A paternidade dEle não muda. Deus quer revelar toda a plenitude da paternidade dEle na sua vida.

Conhecer a Deus nos leva a uma intrepidez incomum. Por isso, Jesus fazia o que fazia. Não era uma questão de temperamento, era uma questão de intimidade.

“Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo; Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gálatas 4.1-6)

O filho pródigo passou tanto tempo fora, gastando. Quando ele voltou, o pai deu uma festa, colocou um anel no seu dedo, porém ele precisou aprender novamente a ser filho. Nós nascemos de novo, mas estamos aprendendo ainda a andar de acordo com essa filiação, porque se já soubéssemos estaríamos andando como Jesus andou aqui na Terra.

O Espírito do filho que clama Aba Pai, esse amor, essa liberdade, foram plantados em cada filho que nasceu de novo. A intimidade e comunhão que Jesus teve potencialmente está dentro de cada um de nós. Uns se entregam a isso, outros continuam vivendo uma vida limitada.

A razão de estarmos juntos na igreja é por causa de um primeiro motivo: ter comunhão com Ele. Por causa da comunhão com Ele, temos comunhão uns com outros.

Nós recebemos o Espírito que clama Aba Pai. Sabe o porque não tem muita gente sendo guiado pelo Espírito como deveria ser? Porque as pessoas querem o produto final “o ser guiado”, mas esquecem que para isso precisa ter comunhão com Ele. Deus é Deus para o mundo mas, para nós Ele é Pai.

Enquanto no Velho Testamento havia muita cerimônia e pouca intimidade, Jesus removeu a cerimônia e colocou a intimidade de pai para filho, o conhecer como Ele é.

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8.14-17)

O medo de ter comunhão com Ele, por causa de uma imagem errada dEle, não pode existir mais.

Imagina alguém que, ao nascer, seu pai se separa da mãe e então fica uma lacuna. Ele pode ver o pai semanalmente, mas a criança cresce sem a imagem do pai presente como deveria ser. Eu tenho muito zelo pelos meus filhos, porque eu sou a primeira representação de Deus que eles vão ter e, eu não quero macular isso.

Por mais que o seu pai não tenha sido perfeito, tenha falhado, Deus é o Pai Eterno e Perfeito que vai fazer tudo aquilo que o seu pai natural não poderia ser.

*Trechos da mensagem do dia 17 de fevereiro de 2019 na Igreja Sede em Campina Grande-PB

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