Dispositivo de segurança

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“E nisto conhecemos que somos da verdade, e diante dele asseguraremos nossos corações; Sabendo que, se o nosso coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas. Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus; “
  (I João 3. 19- 21)

Quando nascemos de novo recebemos um novo coração, um coração recriado, um espírito recriado. Deus passa a habitar dentro de nós através do Espírito Santo.  Portanto, a comunicação entre o homem e Deus passa a fluir diretamente.

Quando João fala a respeito dessa percepção, da maneira que o nosso coração se comporta, na verdade ele está trazendo luz para nós a respeito de um dispositivo que existe em mim e em você para nos frear diante de algumas coisas. O nosso coração, nosso espírito pode aprovar ou reprovar algumas coisas. Estou falando da nossa consciência. Ela é a voz do nosso espírito falando conosco.

Se a nossa consciência nos acusa, isso significa que existe alguma coisa errada acontecendo. Ainda que não tenhamos clareza de saber exatamente o que é, eu acredito que esse dispositivo de segurança funciona com você também.

É quando você está fazendo alguma coisa e percebe por dentro que não deveria estar fazendo, mesmo que ninguém te fale isso. Ou o contrário, estar fazendo alguma coisa e ter paz, percebendo assim que pode ir adiante, porque está no caminho certo.

Se o teu coração não te acusa, você tem aprovação diante de Deus. Se o teu coração te acusa, Deus é maior do que o teu coração, mas com certeza existe uma sinalização negativa a respeito do que você está fazendo. Se o teu coração não te acusa existe uma sinalização positiva diante de Deus a respeito daquilo.

O nosso coração serve como esse dispositivo de segurança a respeito de algumas coisas que a gente deve fazer ou não. Dispositivo de segurança, a voz do teu coração, a tua consciência. Te orientando, te guiando, te aprovando quando você faz algumas coisas e te reprovando quando você faz outras.

Isso passa a funcionar bem depois do novo nascimento. Tem pessoas que contam experiências antes do novo nascimento de perceber algumas coisas, mas essa comunicação efetiva e segura nós temos depois do novo nascimento.

É importante respeitar a voz da sua consciência.

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;”  (I Timóteo 4.1-2)

Existe um dispositivo criado por Deus para nos frear diante de algumas situações, mas nós podemos danificar esse dispositivo. É possível que algumas coisas aconteçam e aconteçam tantas vezes que nos tornem insensíveis, algo que a gente esteja fazendo de errado e a consciência não consiga mais produzir uma voz que nos condene ou que nos constranja a não fazer aquilo que a gente talvez tenha feito.

De que forma eu posso corromper a minha consciência? Pela prática constante de uma atitude. Assim como Paulo disse a Timóteo no texto citado acima. Existe um ditado no mundo que diz que uma mentira contada cem vezes se torna verdade. Talvez esse ditado tenha sido inspirado nesse versículo.

O principio é o mesmo. Tantas vezes fazendo a mesma coisa para mim aquilo não incomoda mais. E portanto, algo que eu fazia de errado, para mim não passa a ser errado mais. Porque eu não consigo mais perceber o meu coração me repreendendo, condenando ou acusando.

É possível que isso aconteça? É possível. Por causa de um comportamento errado recorrente é possível que eu perca a ação desse dispositivo do coração, da consciência, que normalmente me frearia diante de situações de erro e de perigo.

Esse é um processo muito perigoso, porque quando esse processo se inicia a tendência se agrave cada vez mais.

Falaremos mais sobre isso posteriormente.

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