O missionário Bud Wright

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Dedico esse texto ao apóstolo Bud Wright, mais conhecido como pastor Bud. Ele foi um exemplo de missionário.

Chamado por Deus para o Brasil, chegou com 38 anos de idade juntamente com a sua esposa, Jan Sue Wright. Vieram para o Brasil sem falar português, não tiveram oportunidade de estudar o idioma em nenhuma escola e nem de ter professor particular, aprenderam sozinhos com ajuda de algumas gramáticas e assistindo a TV. Vemos o poder de Deus operando em favor deles, dando uma habilidade sobrenatural para aprenderem o idioma brasileiro.

O pastor Bud foi um homem cheio da Palavra. Desde quando os conhecemos, ele sempre foi aquele homem que amava ao Senhor acima de tudo, nada o tiraria do seu foco principal: agradar ao Senhor com a sua obediência. Ainda antes de estudar no Centro de Treinamento Bíblico Rhema, nos Estados Unidos, o Senhor falou com ele sobre o Brasil. Segundo os seus relatos, ele nem sabia aonde estava localizado o Brasil, então, começou a pesquisar sobre o país para o qual Deus os estava chamando. Começou então a falar para seus amigos e colegas de sala que quando terminasse os dois anos do Rhema, eles iriam para o Brasil. Alguns ficavam admirados por eles já saberem o país para onde iriam quando se formassem.

Impressionante a determinação dele, sempre muito certo do que queria. Admirava-me a confiança que ele tinha em Deus e a forma como falava sobre e com Ele. O pastor contava que, certa vez quando chegaram no Brasil, o dinheiro que tinham trazido já estava acabando, e algumas  pessoas que tinham se comprometido com eles para enviarem ofertas não estavam cumprindo, então, orou dizendo ao Senhor que se Ele não suprisse suas necessidades financeiras ele iria voltar para os EUA e trabalhar de caminhoneiro como antes. Então, ele contava que na mesma semana o dinheiro começou a chegar na conta deles. Eu fiquei pensando: Deus conhecia bem o pastor Bud e sabia que ele era um homem de palavra e iria cumprir o que dizia.

O que também me chamava a atenção no missionário Bud Wright era a graça que ele teve para se aculturar à uma cultura diferente da que ele nasceu. A começar pela comida. Como ele amava a comida brasileira! E cuscuz paraibano que ele tanto gostava!? No período em que ele teve que se submeter à uma dieta bem rigorosa, uma das coisas que ele mais sentia falta era de comer o cuscuz. Certa vez, ele foi para uma nutricionista que perguntou o que ele gostava de comer, e em meio a outras coisas, estava o cuscuz, então, ela falou: “vou liberar o senhor para comer cuscuz misturado com aveia”. Ao ouvir isso, ele falou: “você é a melhor médica do mundo!”. Ele era muito divertido, muitas vezes parecia uma criança.

Outro ponto de aculturação foi no trânsito brasileiro. Todos os americanos que vinham visitá-los não queriam dirigir no Brasil. Mas, ele aprendeu a dirigir como brasileiro, era muito desenrolado na direção, sabia se sair bem no trânsito das grandes cidades e dirigir nas estradas desse Brasil, que são bem diferentes das do seu país de origem.

Sem falar da adaptação aos carros que rodavam no nosso país. Quando eles chegaram no Brasil, ele não tinha o conforto de ter carro com câmbio automático, dentre outros.

Chegaram ao Nordeste em uma Kombi, com câmbio manual, sem ar-condicionado, direção duríssima, etc. E eles viajaram de São Paulo para Campina Grande, na Paraíba, nesta Kombi. Sei que ele não foi a primeira pessoa a fazer isso, mas vindo do país que veio e acostumado com os carros que dirigia lá, mesmo naquela época, já automáticos e mais confortáveis, ele e Jan se submeteram a viverem o resto de suas vidas aqui por amor ao Senhor e a um povo que não conheciam… eu e vocês.

E o que falar da aculturação ao tipo de moradia? Acostumado com as casas todas equipadas com água quentes nas torneiras, máquinas para tudo dentro de casa, piso da casa todo de carpete, etc. Já no Brasil teve que se adaptar as casas nordestinas que alugou. Mas, Deus é fiel e um bom pagador, ao longo da sua caminhada no chamado, deu para o missionário todo conforto de uma casa boa que ele desejava. Um casa grande e própria com uma boa área externa para ele plantar, ter seus animais, piscina, e tantas frutas que ele gostava. Assim deve ser a vida dos missionários, suprida por Deus em tudo.

Como um excelente missionário, ele sempre teve um coração aberto para acolher pessoas em sua casa, algo que em sua cultura original não é muito comum. Geralmente, lá, as pessoas não moram na casa das outras se não são da família, e nisso também ele foi exemplo como missionário, sempre hospedando pessoas e tendo outras vivendo na casa com eles, sempre ajudando outros a crescerem nos seus chamados, na Palavra e a serem pessoas íntegras, ensinando não somente com palavras, mas com o exemplo de vida durante a convivência.

O que mais posso falar desse grande homem de Deus é que ele cumpriu um dos principais mandamento de Deus: “ide por todo o mundo e fazei discípulos de todas as nações”.

O missionário Bud Wright chegou ao Brasil com uma Palavra simples, mas profunda ao ponto de causar um avivamento na nação brasileira até os dias hoje. E esse avivamento não irá parar, porque ele ensinou e formou discípulos nesta nação, implantando nos corações a visão de Deus em cada um de nós. O pastor Bud nunca será esquecido por nós!

Gostaria de finalizar repetindo as palavras dos missionários Simon e Adriana Potter sobre o missionário Bud Wright: “Eu já presenciei muitas pessoas organizadas planejarem seu futuro ministerial para elas mesmas executá-lo. Mas, com o apóstolo Bud Wright foi diferente, ele também planejou como o seu ministério iria funcionar depois da sua morte. Só vi isso acontecer com Jesus e agora com ele. Meu Deus! Que lição de vida… Até na morte ele nos ensina”

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