Servindo na igreja

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por Suellen Emery

Às vezes nós pensamos que o ministério é só pastor, mestre, os profetas, os evangelistas, aqueles que estão pregando aqui no púlpito, mas existe uma forma de nós pregarmos que não é só no púlpito. Existe a forma de pregarmos com a nossa própria vida e com o nosso serviço ao Senhor.

Quando você trabalha em um departamento ou em outra coisa no reino de Deus, você está servindo ao Senhor e esse serviço nós chamamos de ministério de Socorros. Nós estamos servindo ao corpo de Cristo e todos nós estamos inseridos no ministério de Socorros usando os cincos dons ministeriais.

Os dons ministeriais foram dados ao corpo de Cristo para servir, para que o corpo seja edificado através de tais dons que são: os apóstolos, os pastores, mestres, profetas e evangelistas. Então quando você vê os cincos dons ministeriais funcionando é porque Deus concedeu esse dom para que a igreja seja edificada e juntamente com eles foi dado o ministério de Socorros que é esse que vemos em funcionamento através do grupo de louvor, dos diáconos, dos professores do departamento de Crianças, dos irmãos que estão lá no trânsito e das pessoas que limpam a igreja, todos eles estão servindo no ministério de socorros.  

O ministério de Socorros é muito importante no corpo de Cristo e nós devemos valorizá-lo, porque sem ele a igreja não estaria funcionando tão bem como funciona.

Existe um serviço por trás, nos bastidores, nos departamentos nos quais nós nem estamos vendo. Talvez você que não tem criança não saiba que existe professores ensinando a Palavra de Deus da mesma forma, num departamento para elas.

Enquanto o culto está acontecendo, nós temos pessoas que são como formiguinhas, trabalhando nos bastidores por trás dessas paredes aqui. Nós precisamos valorizar as pessoas que estão trabalhando no ministério de Socorros, porque nós precisamos desse dom atuando. Eu não sei se você está inserido em algum departamento da igreja, mas esse ensinamento é justamente para incentivar você a se envolver em alguma coisa na igreja local.

É saudável para nossa vida espiritual estarmos atuando em alguma coisa.

É muito saudável você vir para a igreja, mas não é muito saudável você só frequentá-la sem fazer nada. Eu sei que em algumas situações existem pessoas que realmente não podem se envolver em um departamento, mas eu não acredito que seja o caso dos 90% das pessoas que não estão. Eu acredito que nós não estamos em algum departamento por descuido mesmo, às vezes chateados com alguma coisa e não nos envolvemos. Quando estamos fazendo isso, nós estamos roubando do corpo de Cristo, estamos desprezando o dom que Deus nos deu. Com certeza você tem um dom, pode não ser um dom ministerial como um pastor, mestre, evangelista, você pode não estar inserido em um dom ministerial, mas com certeza cada um de nós tem um dom, uma habilidade que Deus nos deu para servir no Reino d’Ele. Nós precisamos fazer isso. Estamos dando nosso tempo ao mundo e desperdiçando, desprezando o serviço que nós podemos dar ao Reino de Deus.

Quando recebi Jesus, eu tinha uns 15 anos e não foi no Verbo da Vida, foi em outro ministério. O Verbo da Vida ainda nem existia aqui em Campina Grande (PB). Mas assim que nós conhecemos essa Palavra, assim que nós conhecemos o pastor Bud e Jan, o Senhor falou comigo e com Guto. Na época, nós só namorávamos e o Senhor tratou em nosso coração para servi-los, no início da igreja.

Eles estavam chegando em Campina Grande, para iniciar o Verbo da Vida, e nós eramos novos convertidos, não sabíamos o que era um chamado, o que era Deus falando, mas nós tínhamos aquela inclinação em nosso coração, um desejo de servir naquele começo. Nós já tínhamos lido dois livros do irmão Kenneth Hagin, que ganhamos na outra igreja que frequentávamos. Quando nós conhecemos o pastor Bud, quando vimos ele ministrando a primeira vez, fiquei pensando se não era o mesmo homem dos livros que tínhamos lido, por causa da forma de ensinar a Palavra. Depois eu descobri que o pastor Bud era um graduado do Rhema, que o irmão Hagin tinha fundado. 

O Verbo da Vida começou em uma escolinha aqui na cidade, Educandário Crianças do Brasil, e depois o espaço ficou pequeno. Fomos para a casa do pastor Bud, onde ele fazia as reuniões e começamos a estudar a Palavra. Depois que juntou um grupo grande nós alugamos nosso primeiro prédio ali na, Irineu Joffily, um prédio bem pequeno. E começamos ali naquele prédio e um ano depois o pastor Bud abriu o Centro de Treinamento Verbo da Vida, que hoje é o Rhema, escola que temos funcionando aqui na igreja e em várias igrejas no Brasil e fora do Brasil.  

Começamos a estudar a Palavra e a crescer espiritualmente. Muitas dúvidas foram saindo da minha mente, porque eu fui renovando-a com a Palavra de Deus. Logo cedo eu comecei a ter responsabilidades na igreja, mas nossas responsabilidades eram de acordo com nossa idade espiritual. Nós éramos novos convertidos e nosso dever era abrir, fechar, limpar a igreja, organizar o bebedouro, no qual não podia faltar água. Todos os dias a igreja estava aberta, então nós fazíamos esse serviço junto com outras pessoas no horário do almoço, deixando tudo pronto para a noite. Nessa época, era tudo manual, não existia nada digitalizado como é hoje.

Quanto mais você conhece uma pessoa, o  seu caráter,  mais o amor vai aumentando, a confiança aumentando, o relacionamento cresce. Se você não ama mais o Senhor do que quando se converteu, tem alguma coisa errada. Você deveria estar amando e tendo mais comunhão com Deus hoje, que já faz mais tempo que você O conhece. Quando eu recebi Jesus, eu não O amava tanto quanto eu amo hoje, porque eu não conhecia tanto do Senhor quanto conheço hoje.

Naquela época, o que me segurava na igreja e o que me ajudou a não me desviar do Senhor foram as responsabilidades que me foram dadas. Eu ainda jovem, tinha como referência o pastor Bud e isso me impediu de fazer muitas coisas erradas. Ele sempre corrigia quando era necessário, então quando eu pensava em fazer alguma coisa que não estava de acordo com a Palavra, eu logo lembrava dele. Mas depois quando eu comecei a conhecer a Palavra de Deus, me firmar mais no conhecimento da doutrina bíblica na confiança ao Senhor, eu cresci espiritualmente e comecei a amar ao Senhor pelo que Ele é, e não pelo que Ele pode me dar. Hoje eu posso dizer com segurança que amo o Senhor, porque conheço o caráter d’Ele pela pessoa que Ele é, pela salvação que Ele me deu, pelo que Ele fez por mim.

O que me ajudou a ficar firme na igreja foi o serviço.

Eu aconselho a vocês, pais que têm filhos adolescentes e crianças, nessa fase, se nós não investirmos em nossos filhos, provavelmente, vamos ter problemas com eles lá na frente, quando eles estiverem na fase de que realmente podem escolher o que querem fazer. Eu incentivo a vocês, pais, a investirem em seus filhos e sempre trazerem eles para os eventos nas programações que a igreja tem, porque assim como é saudável para nós, é para eles também.

“Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Efésios 4.1-3).

Qual é a sua vocação? Eu não conheço todos que estão aqui, não conheço sua vida e talvez os que eu conheço eu nem sei da sua vocação, mas qual é a vocação que Deus tem lhe chamado para fazer? Eu não estou falando dos cincos dons ministeriais que são pastor, evangelista, apóstolo, mestre, profeta. Eu não estou falando desses, estou falando do dom que Deus lhe deu.

Qual o seu chamado?

A palavra “digno” significa aquilo que está em conformidade, que é apropriado, que é conveniente e adequado. Será que nós, que recebemos esse chamado do Senhor, estamos nessa qualificação de adequados, apropriados? Será que somos dignos para vocação que Ele tem nos chamado. Temos nos preparado para exercer essa habilidade, para pôr em prática no corpo de Cristo, porque todos nós temos e podemos utilizar no reino de Deus e você está desprezando essa oportunidade.

Às vezes, crescemos em um lar, no qual discordamos da nossa própria família, mas nós aturamos por obrigação, por serem da nossa família. Porém, quando se trata da igreja, onde eu não tenho obrigação de suportar uma pessoa que me desagradar, como lidar com essa situação? E onde eu estou trabalhando como voluntário, servindo ao Senhor dando meu trabalho? Como podemos suportar?

Tem uma palavra que nós escutamos muito nas pregações na igreja, que não temos dado a importância que ela tem e não sabemos agir. Essa palavra é “amor”.

O que é andar em amor? É você agir em amor mesmo que sua carne não esteja gostando, se agradando. A nossa alma tem uma voz que são os nossos sentimentos, pensamentos. Tudo está inserido dentro da nossa alma e ela nem sempre vai querer fazer o que ela não quer fazer. Então, quando nós estamos trabalhando com pessoas, temos que andar em amor e isso eu aprendi logo cedo. Quando andamos em amor, a carne não vai gostar, mas ela tem que ser subjugada ao nosso espírito, porque antes estávamos acostumados a seguir os costumes do mundo o que ele determinava, mas quando você nasceu de novo, você mudou de reino, mudou de Senhor.

Temos que nos esforçar para andar em amor com as pessoas que são “difíceis”, cuja personalidade é diferente da nossa, porque não podemos escolher quem vai trabalhar conosco em um departamento. Mas o andar em amor vai me ajudar a permanecer firme naquilo que Deus me colocou para fazer e conseguir fazer aquilo que eu não quero por determinada pessoa, suportando a fraqueza do meu irmão .

“O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12.9-10).

Outra coisa que nós precisamos é permanecer fazendo aquilo que começamos, independente de se estamos gostando ou não  de algo naquele departamento. Se você sabe que tem um dom e Deus tem lhe dado a oportunidade de desenvolvê-lo, não desista. Quando entramos em um departamento, precisamos ser fiéis naquele trabalho. Parece ser cansativo, mas você vai estar ali desenvolvendo o dom que Deus lhe deu. A fidelidade e o amor devem estar em nosso coração e serem expostos às pessoas. Devemos praticar estas verdades, sendo fiéis, permanecendo mesmo sem querer. Assim, eu vou me aperfeiçoar de tanto fazer aquilo. 

Texto retirado do site da Igreja Verbo da Vida Sede

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