Responsabilidade e Zelo Ministerial – Parte I

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por Sylvia Lima

Considero como as bases do que aprendi com o pastor Bud e Jan aquilo que  aconselho a todo líder: Seja constante na comunhão com o Senhor, mantenha o fervor, guarde o seu coração e nunca deixe de ser guiado pelo Espírito. Escute dEle cada passo e avance apenas com o aval dEle.

A primeira posição de liderança que ocupei na igreja foi no louvor. Se você me conhece, deve saber que foi por causa de uma necessidade e não de uma habilidade (risos). A gente estava em uma reunião na casa do pastor Bud, não tinha ninguém para cantar e ele virou para mim e disse: “Ei, você aí, canta alguma coisa”. Começou assim. Então, todas as reuniões, quando o encarregado pelo louvor não estava, o pastor me perguntava se eu podia cantar alguma coisa. Por isso, quando a igreja começou realmente, fiquei responsável pelo Departamento. Em seguida, liderei a cantina e, depois, o que chamávamos de Departamento de Artes, que era o coral e teatro. Posteriormente, vieram muitas outras responsabilidades e desafios que precisei enfrentar.

Eu nunca olhei e disse: “Gosto de fazer isso”, mas havia a necessidade. Muitas habilidades nasceram por causa das necessidades e porque oramos ao Senhor por graça para cumprir aquela tarefa. A gente sempre se dispunha de coração para fazer o melhor, então, as habilidades chegavam por causa da disposição para servir. Muitas vezes, víamos o pastor Bud e Jan com tantas incumbências que, qualquer coisa que a gente pudesse fazer para aliviá-los, seria muito útil.

Esse serviço de coração, essa disponibilidade para simplesmente servir ao Senhor no que Ele precisa, vai nos guardar de cometer erros que podem custar caro. Pois, quando o nosso coração está envolvido, fazemos com excelência, mesmo que não tenhamos nascido para determinada tarefa. Pode ser por um tempo, para suprir uma necessidade, mas que façamos direito, dando tudo de nós, contando com a graça do Senhor e fazendo as devidas manutenções, para que não venhamos a causar danos para nenhuma vida.

As pessoas são o que existe de mais caro, em valor e importância para Deus. Por isso, preparação e capacitação espiritual, moral e doutrinária de ministros deve ser cercada de zelo e muito temor. O que recebemos de Deus para cumprir o chamado pede uma preparação, manutenção e reciclagem. Precisamos ouvir as mesmas coisas e nos mantermos avivados, assim como vigilantes, para que possamos ter uma vida constante e equilibrada, que nos levará a um nível maior de amadurecimento.

A capacitação que nós recebemos de Deus para cumprir o chamado é sobrenatural. A unção que Deus depositou sobre nós é o que nos tornará mais aptos para o cumprimento dessa tarefa. Também precisamos depreender fé para cumprir muitas habilidades sobrenaturais que nós recebemos. Talvez, nunca vamos nos sentir preparados para cumprir esta função, mas a fé vai extrair dos nossos depósitos as medidas que Deus depositou para que a gente possa exercer essas tarefas; para que essas habilidades entrem em operação e possam cumprir o propósito, alcançar a vida das pessoas como realmente é o plano de Deus.

Existe uma preparação, uma manutenção e uma reciclagem. Devemos ouvir sempre as mesmas coisas, avivar os princípios e propósitos, as expectativas; para que o foco nunca se perca e você possa guardar esse bom depósito até a volta de Jesus, que é o que realmente Deus requer de nós pela Palavra. A vida mantida, constante e equilibrada nos leva a níveis de amadurecimento que consequentemente vão estar abençoando a vida de muitas pessoas e transmitindo para elas o que realmente Deus quer que façamos.

 

*Texto retirado da Revista Conexões Edição 2018.1, Seção Liderança.

1 COMENTÁRIO

  1. Eu gostei muito desta mensagem, eu desde que me converti estou numa igreja em fase de recomeço, então faço tarefas como louvar que é pela necessidade mesmo e muitas vezes me sentia culpada por não ter o dom necessário, ou por causa das diversas coisas que tinha que fazer pela necessidade do ministério mas não me sentia capacitada para fazer. mas nunca neguei sempre me lancei para fazer o que fosse preciso. e saber que um ministério tão grande e abençoado como este passou pelas mesmas coisas me motiva a continuar.

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