Domingo da Igreja Perseguida (DIP) 2018

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Recentemente, enquanto eu lia o livro “Sangue, Sofrimento e Fé”, a vida e morte do missionário Graham Staines me ensinou um grande lição. Ele dedicou aproximadamente 30 anos para ajudar leprosos em uma comunidade da Índia. Perseguido por sua religião, foi morto queimado vivo no seu carro  junto ao filho. A esposa que não estava presente na hora do assassinato e segue viva, perdoou os terroristas e continua ajudando a comunidade em Orissa; alvo do amor do seu marido e, também, do seu próprio. A morte de Staines fortaleceu a comunidade cristã indiana e seu testemunho tornou-se conhecido até mesmo para as pessoas de outras religiões. Estas, falam do missionário como um bom cristão e lamentam até hoje sua morte.

Através disso, mais uma vez, as palavras de Paulo ecoaram em meu coração:

“Em nada tenho a minha vida por preciosa”.

Quando falamos sobre o contexto missionário em países de Acesso Criativo, a morte mais comum é de fato a física, como aconteceu com Staines. Contudo, quando olhamos para a Palavra de Deus e os aspectos da Nova Aliança que nos alcançou, não ter a vida por preciosa significa morrer para si mesmo. Essa morte que não é física, muitas vezes pode ser mais difícil. Afinal, se você morre fisicamente, a vida aqui na Terra, as dificuldades, as dores, tudo passou, mas, morrer em vida significa constantemente lidar com sentimentos contrários ao seu propósito de vida.

Jesus passou por isso no Getsêmani, parece ser romântico quando falamos que ele chorou lágrimas de sangue. Mas a verdade é que ele estava desesperado, sua vontade gritava contra seu propósito e ele precisava morrer para si mesmo. Não é tão romântico quando somos nós que precisamos renunciar a nós mesmos. É esse contexto de pressão que muitos missionários e cristãos vivem em alguns países. Lutando contra tudo o que lhes diz que poderiam descansar em um conforto e ter uma vida mais leve, para viver para algo maior e melhor. A verdade é que, apesar das pressões, do sofrimento, ou da angústia que se instala às vezes, se não estivéssemos vivendo os planos de Deus, o sentimento de falta de propósito nos consumiriam muitos mais. Contraditório não? Talvez.

Como um Ministério iniciado por missionários, temos grandes exemplos de pessoas que não tiveram suas vidas por preciosas. Em destaque está, claro, nossos queridos fundadores Bud e Jan Wright. Você já parou para pensar que o pastor Bud deu toda sua vida para viver a vontade de Deus? Ele de fato morreu para si mesmo e não teve sua vida por preciosa. Morreu em uma nação que não era a sua, com um povo que se tornou o seu. Parece doloroso, mas pastor Bud era feliz seguindo os planos do Senhor.

No próximo Domingo, o Corpo de Cristo em todo o mundo estará orando pelos  mesmos propósitos: Pela Igreja em contexto de Perseguição. Pelos missionários, cristãos nativos de outros países e todos que se encontram em contextos que exigem criatividade e cuidados para a expansão do Evangelho. Onde as pressões gritam para que desistam ou retrocedam. Oraremos por muitos “Staines” e “Buds” que estão deixando legados que permanecerão por gerações até a volta de Jesus. Oraremos também pelas vidas, mais de 8 mil povos que não conhecem a Jesus, algumas destes nunca ouviram falar nEle. Vamos interceder pelos que estão na escuridão, na miséria, pelos que gritam por socorro, clamam por ajuda e não conhecem nenhum tipo de amor; não conhecem O verdadeiro Amor.

O tema deste ano é a Igreja perseguida na Índia, país que ocupa a 11ª posição na lista de perseguição mundial. Esteja conosco em oração, se envolva e, se possível, envolva sua igreja. Procure cristãos neste contexto e os encoraje. Financie aqueles que precisam de ajuda para avançar. E, principalmente, morra. Quantas vidas podem ser alcançadas através da sua morte? Viver não faz sentido se não for por Ele, para Ele e com Ele.

Para saber mais sobre o DIP, e se envolver, clique aqui.

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