Compreendendo a adoração e o domínio

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por Manassés Guerra

Qual a conexão entre adoração e domínio? Não se trata de um paradoxo? Perguntas como estas podem até ter sido feitas por você ao se deparar com este capítulo. Adoração e domínio podem parecer atitudes antagônicas. Uma lembra submissão e devoção, enquanto outra lembra poder, orgulho e presunção. Afinal de contas, são temas como sendo atitudes que se correlacionam ou se opõem? Direções diferentes ou uma só direção, com um duplo resultado?

Ao nos transpormos para o gênese da humanidade, nos deparamos com a realidade de que, paralelo à concepção do homem, está o estabelecimento do propósito para o qual ele foi criado: uma extensão de Deus e do seu Reino, do seu amor e da sua justiça, e também do seu poder e domínio. De fato, não existe adoração a Deus sem a consumação prática da responsabilidade de domínio que ele outorgou à humanidade.

Quando Deus, com a sua Palavra declarou: Façamos o ser humano à nossa imagem, conforme a nossa semelhança.” (Gênesis 1.26), ele estava verdadeiramente gerando alguém à sua imagem e semelhança, dando ao homem o direito de filho, e também a responsabilidade para ser o governante sobre a Terra. Tanto para se relacionar com o mundo espiritual e invisível, como também para trazê-lo à manifestação na esfera natural e visível.

Em um corpo de barro o fez vir à luz, identificando-o com o Planeta que iria governar. Também o fez alma vivente, de um espírito procedente do Pai, seguindo a hierarquia homem-espírito, homem-alma, homem-corpo, expressão visível de um ser invisível que começa em Deus.

Ao criar o homem e pô-lo face a face consigo, espírito frente a Espírito, Deus o fez saber o propósito de existir. E neste momento o Criador não diz “Adore a mim” ou “Cante para mim”. Deus também não diz: “Portanto…exalte-me, vamos, estou ouvindo, louve-me!”. Deus diz: “Enchei a terra e sujeitai–a, dominai…” (Gênesis 1.28). Portanto, Deus nos criou para a adoração tanto quanto nos criou para governar a Terra. Nada mais perfeito que o plano original do Pai: ser um governante adorador, um governante submisso ao seu propósito e inspiração.

Você não é adorador até que exerça domínio e seja frutífero e produtivo. Pois adorar a Deus é justamente corresponder ao propósito para o qual fomos criados. Você não pode dominar até que utilize o potencial divino no seu espírito, e o transforme em uma missão para ser cumprida nesta jornada. E você faz isso sob a inspiração do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Assim, Deus inspira você e você o adora. Ele guia você e você governa o mundo. Deus ama você e você ama as pessoas.

 

Extraído do livro A VIDA NO SENTIDO DE CRISTO” 

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