Liderança que se Importa

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Por: Manasses Guerra

Há quem diga: “Não espere que alguém segure sua mão, ninguém fará isso por você! Quando comecei era nadar ou se afogar. Todos querem que alguém lhe diga o que fazer, mas na maioria das vezes isso não vai acontecer e você vai ter que se virar sozinho. E se algo der errado, alguém vai lhe culpar por isso”.

O legado de muitos líderes continua sendo deixar tudo correr solto: “O trabalho é este aqui. Dê seu jeito. Espere até que o notemos. Você vai ficar sabendo se fizer algo de errado.” Porém, essa é apenas uma maneira de se expor como um modelo errado de liderança, que pode igualmente ser perpetuado e transformado na cultura de uma organização.

Há também quem confunda “melhora de si mesmo” com “sentir-se bem consigo mesmo” – não importa o resultado: havendo ou não melhora. Mas o verdadeiro desenvolvimento humano acontece quando o nosso desempenho é avaliado de forma honesta e buscamos a ajuda que realmente nos aprimore.

É normal também que uma pessoa precise de mais acompanhamento quando está envolvida com um trabalho novo, e precisará menos com o passar do tempo. É importante não esquecer que, como líder, sua meta é ajudar cada pessoa a crescer e se desenvolver.

Você não precisa ficar gritando: “Vamos lá! Você consegue!” de maneira artificial. É importante que o líder fale com honestidade e clareza acerca do que realmente ele deseja abordar, no âmbito da supervisão que está sendo desempenhada.

A voz firme e direta, mas ao mesmo tempo calorosa e estimulante, que inspira dedicação, transferindo cuidado e paciência, deve ser a principal ferramenta de liderança interpessoal. Isso pode ser também descrito como as palavras certas, na hora certa, da maneira certa.

Cada pessoa é diferente da outra e precisamos aprender a lidar com isso. Isso não quer dizer atender aos caprichos de todo mundo, mas um líder não pode adotar um abordagem única para todas as pessoas da equipe, sem se ater às necessidades individuais.

Muitas vezes o que uma pessoa quer – desejo – nem sempre é o que ela precisa – necessidade. Por isso é preciso por a mão na massa e liderar, e os diálogos com as pessoas que você lidera são o caminho mais curto.

Stephen R. Covey afirma: “A confiança é a forma mais elevada de motivação humana. Ela traz à tona o que há de melhor nos seres humanos. Mas exige tempo e paciência, e não elimina a necessidade de treinar e aprimorar as pessoas, de forma que sua competência possa fazer jus à confiança depositada”.

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