Uma autoanálise das nossas ações

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por Cristiano Arcoverde

“Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus” (Tiago 1.20)

Já vi muitas pessoas tentando responder ao seu ofensor com a mesma moeda ou “dando o troco” numa medida ainda maior. Nessas situações, essas pessoas são conduzidas por uma ira que as leva a querer a todo custo atingir o ofensor.

“Finalmente, sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes, não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.” (1 Pedro 3.8-9 ).

Como seres humanos, estamos sujeitos a sentimentos de ira, mas não podemos agir e reagir direcionados por eles. A Bíblia nos incentiva a manter longe de nosso coração esses sentimentos, conforme texto bíblico supracitado.

Há alguns anos fui procurado por um colega profissional da área de comunicação, muito competente tecnicamente, porém no quesito controle emocional, muito impulsivo. Na verdade, ele não estava querendo um conselho sobre qual decisão tomar, mas apenas me informar o que havia feito, porque eu o havia indicado, inicialmente, para trabalhar em uma grande empresa de comunicação em nossa região.

Ele foi desenvolvendo suas atividades profissionais de modo satisfatório, de forma que, após período de experiência, conseguiu uma efetivação, posteriormente uma ascensão para um cargo muito importante e, consequentemente, um excelente nível de benéficos e reconhecimento financeiro.

Certo dia, um dos seus companheiros de trabalho o xingou no meio de uma discussão e ele foi tomado de uma ira tal que chegou ao ponto de não aguentar permanecer naquele lugar, vindo a pedir demissão daquela empresa – segundo a versão que me relatou. Recentemente, buscava uma recolocação no mercado de trabalho e não estava sendo fácil o momento que estava vivendo.

Não quero julgar aquele colega, nem muito menos você, querido leitor, que em algum momento agiu ou reagiu, tomando decisões que comprometeram sua carreira profissional, ministerial ou até mesmo sua condição familiar e seus relacionamentos. O que desejo é que você aprenda com as situações que viveu e, se está diante de uma decisão a ser tomada, pense nas consequências.

Gosto muito de uma frase que ouvi há alguns anos e é de domínio público: “O sábio aprende com os erros alheios, o inteligente com os seus próprios erros e o insensato não aprende, continua errando”.

“Agir sem pensar não é bom; quem se apressa erra o caminho” (Provérbios 19.2).

Precisamos refletir diante de nossas decisões, porque elas afetam diretamente nosso presente, futuro e aqueles que nos rodeiam. Não quero trazer condenação para você, se em algum momento, você foi impulsivo e “meteu os pés pelas mãos”, se precipitando em suas ações. Se assim aconteceu, e existe a possibilidade de retornar, seja humilde, volte lá, reconheça suas falhas, peça perdão. Mas se não existe mais possibilidade de voltar ao local que se estava, por causa das próprias consequências naturais (como no caso daquele colega que não conseguiria mais voltar a trabalhar naquela empresa), mesmo assim faça uma autoanálise, reconhecendo suas falhas diante do Senhor e dos homens (liberando o coração para perdoar aquele que o ofendeu), crendo no sangue de Jesus que lhe purifica e perdoa de toda injustiça.

* Trecho do livro Livres da Amargura que será lançado em breve

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