A igreja perseguida está sentada ao seu lado

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por Raiane Rodrigues Vargas

De repente tinham dez chineses que eu nunca havia visto antes, sentados ao redor da mesa da minha casa, me ouvindo orar agradecendo pelo nosso alimento. Vou te contar como isso aconteceu.

Há um ano, recebemos em nossa igreja, a Vanessa, uma cristã peruana que havia chegado na cidade para fazer mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Na universidade ela tinha aulas de português, com pessoas de diversas nacionalidades, principalmente orientais, já que a UFRGS tem um bom relacionamento com outras universidades, principalmente chinesas.

Durante as aulas ela percebeu que os colegas não tinham o mesmo suporte que ela na cidade, afinal ela já fazia parte de uma família de muitos irmãos. Foi então que surgiu a ideia de acolhermos essas pessoas para que pudéssemos ter um solo fértil para pregação do Evangelho.

Mesmo sem os conhecer, abri minha casa para que eles viessem com ela. Dez chineses aceitaram o convite, além de alguns outros jovens da nossa igreja, que auxiliariam no acolhimento deles. Neste dia, comemos pizza e jogamos ‘Imagem e Ação’. O tempo passou de forma tão leve e divertida, que ao se despedirem não sabiam mais como agradecer por aquela noite e por tamanho amor que tinham recebido. Uma forma de agradecimento chegou naquela mesma semana, quando algumas meninas convidaram umas de nós para almoçar uma comida típica na casa delas. Além de cozinharem para mim (só eu pude comparecer no dia), elas ainda me presentearam com cosméticos regionais.

A China é o país de número 27 na listagem de perseguição religiosa, de 2019, do Portas Abertas, sendo considerado um país de perseguição severa. Em contato com meus novos amigos, percebi que eles mal sabem quem é Jesus e foram inocentemente enfáticos ao dizer que não há perseguição religiosa no país.

Quantos avós devem ter orado escondidos, para que seus netos pudessem conhecer a Deus através de pessoas cheias do Espírito, afinal eles estavam com suas ações limitadas devido à perseguição. Você já pensou que pode ser resposta para esses irmãos que tanto sofreram para permanecerem fiéis? Não foi à toa que essas pessoas vieram morar próximas de nós. Que não percamos a oportunidade de sermos missionários aonde estamos. Temos a oportunidade de levarmos o Evangelho de forma leve para onde, hoje, ele tem sido pregado atrás das grades e em locais escondidos. A Palavra lançada não volta vazia.

“Lembrem-se dos que estão na prisão, como se aprisionados com eles; dos que estão sendo maltratados, como se fossem vocês mesmos que o estivessem sofrendo no corpo”  (Hebreus 13.3).

 

Raiane Rodrigues Vargas
Líder da Secretaria de Missões Verbo da Vida de Porto Alegre – RS

 

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