Quem é o missionário? Parte 3

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Por: Jadeilton Almeida

Vou iniciar o texto desse mês com um parágrafo na íntegra do artigo da irmã Antônia, depois farei algumas considerações.

“Soube que, numa grande conferência cristã na Inglaterra, alguém fez um apelo para que os participantes guardassem os saquinhos de chá usados para doar aos missionários. No dia seguinte, por toda parte, viam-se saquinhos secando ao sol. Por que não pensaram em usar duas vezes o mesmo saquinho de chá e enviar saquinhos novos para os missionários?”

Parece engraçado, se não fosse trágico! Mas essa é a ideia que permeia as mentes dos cristãos quando pensam em dar alguma contribuição para as missões. Pelo que vemos na Palavra, não foi assim que Deus fez. Ele não nos deu algo usado ou de segunda. Ele deu o “melhor” que Ele tinha para nós.

Oswald Smith disse o seguinte: “Se Deus quer a evangelização do mundo, mas te recusas a sustentar missões, então te opões à vontade de Deus”.

Dr. John Orme: “Tanto nas empresas quanto nas missões, existem perdas. Nas empresas, se uma atividade perde dinheiro, a empresa interrompe a atividade. Nas missões, a atividade utiliza dinheiro para alcançar homens e mulheres para Cristo e para discipular o corpo de Cristo. As empresas se preocupam com as perdas; as missões, com os perdidos…As empresas e as missões tem ambas um critério. O critério das empresas é o dinheiro. O critério dos missões é a glória de Deus – ver homens e mulheres vinda a Cristo e trazendo uma maior glória ao Todo-Poderoso…

A visita de um missionário na igreja, para alguns cristãos, o primeiro pensamento é que ele irá pedir alguma coisa. Ser missionário é ser um “pedinte”? Não! Sei que esse estereótipo foi formado ao longo dos tempos e parte da culpa é mesmo dos próprios missionários, que muitas vezes sem entendimento do seu real valor, se deixaram levar pelas circunstâncias ou até mesmo por questões próprias de caráter.

Mas a verdade é que não deveria haver esse pensamento em nosso meio, a igreja deveria reconhecer muito bem o real valor de ser um “missionário” e sem mesmo haver qualquer solicitude, serem levantadas ofertas para a obra missionária.  Generosidade faz parte do caráter de um missionário ou pelo menos deveria fazer. Generosidade, essa é a marca de uma igreja missionária (Fl. 4: 14,19).

 

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