O Desafio de amar e perdoar!

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por Dione Alexsandra

“Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são indispensáveis, e os membros que pensamos serem menos honrosos, tratamos com especial honra. E os membros que em nós são indecorosos são tratados com decoro especial, enquanto os que em nós são decorosos não precisam ser tratados de maneira especial. Mas Deus estruturou o corpo dando maior honra aos membros que dela tinham falta, a fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim, que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele” (I Coríntios 12:22-26).

Observe no início do texto, quando Paulo diz: “parecem ser mais fracos” são necessários. Enquanto leio esse texto percebo que a decadência de um ser humano é a decadência da humanidade. O levantar de um único ser humano, é o levantar da humanidade. 

Nosso desafio é tornar o que Paulo destacou nos versos acima em não mais um discurso, mas algo real em nossa vida, real por ser prática. É desafiador olhar para o próximo não apenas como objeto do meu respeito, mas como objeto do meu amor. Há pessoas que amamos amar, mas existem outras que precisam do nosso amor, mesmo exigindo tanto de nós amá-las.

Certamente, quando Jesus falou de amar o inimigo, Ele deve ter perdido muito apoio popular naquela época, e perdido muitos seguidores em sua rede social. Enquanto Ele discursava “Dai a César o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus”, deve ter tido apoiadores…

Agora, no momento que Ele disse: “Sabe aquele inimigo que o julga e o persegue? Se ele lhe pedir para andar uma milha, ande duas. Se ele o bater em uma face, ofereça a outra”, pronto, ame-o”.

Acredito que muitos pensaram: “Ele surtou” ,“Jesus exagerou”.

Sabe por quê? Porque a proposta é radical demais. Essa ideia é aquela que conseguiria transformar esse planeta em um lugar onde conviveríamos melhor com as pessoas. Isso é simples? Não. É uma experiência fácil? Também não. É algo que precisamos fazer o tempo todo? Ainda bem que não.

Tem muitos de nós maltratando pessoas, fofocando sobre outras, invejando outras, se comparando, depreciando a imagem de outras e no domingo estamos nas igrejas de mãos erguidas declarando: “Jesus, como eu te amo!” Quando na Bíblia que eu tenho, e que elas também têm, está escrito: “Amarás ao teu Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Lembrando que Jesus veio e ajustou um pouco essa demanda: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei” (João 15:11- 12).

O mestre sabia que muitos não conseguem amar nem a si mesmos, imagina amar ao próximo com a si mesmo? Por isso, Ele precisou esclarecer uma verdade: “Ei, é para amar ao próximo como Eu (JESUS) te amo.” (parafraseando  o texto de João 15)

Precisamos ler mais a nossa Bíblia, pois é salvação para a nossa vida. Nela está escrito também:

“Se alguém afirmar: “Eu amo a Deus”, mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão” (I João 4:20,21).

Meu Deus! Isso é forte demais, só lê quem tem coragem e só pratica quem ousar ser “forte” o bastante para confrontar a si mesmo.

João está querendo nos dizer que amar a Deus é mais fácil, porque Deus é o amor pleno. Mas a execução desse amor pleno se dá quando eu amo aos outros (meus irmãos) que Ele criou, mesmo não sendo no “formato” que eu gostaria.

Essa é uma realidade pela qual nós temos pago um alto preço por fugir dela. Porque nós decidimos amar apenas alguns desses irmãos. Nós precisamos sair da zona de conforto da indiferença. A indiferença é uma das maiores causadoras da dor e do sofrimento humano que vemos hoje.

Quando lemos o texto clássico da mulher adúltera perdoada por Jesus, escrito em João 8:1-11, acreditamos que o mestre fez o certo e aplaudimos sua atitude. Mas no século XXI no qual estamos, um vídeo de uma mulher que traiu o marido é postado por ele, muitos compartilham, e nós, com as nossas “pedras virtuais”, jogamos o vídeo nos nossos grupos, divulgamos, comentamos, damos o veredicto para essa mulher, execramos, sem nos perguntar: “E se fosse eu?  Se na hora da queda (seja ela qual for) eu tivesse sido filmado, gostaria de tamanha exposição?”

Precisamos construir em nós a capacidade de viver o Evangelho na prática. Ainda não entendemos que o próximo merece respeito e precisamos estar abertos para aprender com ele, seja ele quem for. Inclusive, aprender com os erros dele, para eu não precisar passar pelas trágicas consequências que ele passou pelo erro que cometeu. Afinal, o inteligente aprende com os seus erros, mas o sábio aprende com os erros dos outros.

Fica então, o nosso desafio diário: Amar e perdoar!

 

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