A autoestima da Criança – Parte II

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O PROFESSOR X AUTOESTIMA

Como vimos no texto anterior, a criança geralmente se espelha ou se comporta de acordo com as pessoas próximas a ela.

Na igreja, quem está mais próximo da criança é o professor que lhe ensina sobre a Bíblia. É ele quem deve ter um relacionamento de amor do tipo de Deus com a criança, pois ele traz, à luz da Palavra, as instruções necessárias para o crescimento espiritual da criança. Além disso, a criança com certeza irá procurar inspiração no professor para se parecer, ou se comportar como ele.

Por causa disso, o professor precisa chegar à sua sala de aula com bastante segurança e autonomia, para despertar na sua turma o sentimento de que ele sabe exatamente o que foi fazer naquele lugar, e antes de tudo, ele deve ter sua confiança em Deus, como diz a Palavra em Salmos 28:7 “O Senhor é a minha força e o meu escudo; Nele o meu coração confia, e Dele recebo ajuda. Meu coração exulta de alegria, e com o meu cântico lhe darei graças”. É em Deus que a nossa autoestima deve estar baseada. A Bíblia nos ensina que em nós mesmos não podemos nada, mas em Deus podemos todas as coisas, porque Ele nos fortalece (Tudo posso naquele que me fortalece) Filipenses 4:13, e a partir Dele todas as nossas ações serão firmadas.

O nosso foco não deve ser exclusivamente em nós mesmos, muito embora devamos estar conscientes de quem somos em Cristo, e o que podemos fazer Nele, a partir daí poderemos trabalhar para que as crianças sejam alcançadas em todas as áreas da sua vida, tanto a espiritual, como a física e emocional; levando-as a se conhecerem e a definir quem elas são em Cristo Jesus, pois isso fará com que ela se sinta amada por Deus e pelas pessoas que a cercam, elevando a sua autoestima, o seu amor próprio e pelos outros.

Mas como o professor deve se comportar em sala de aula para que as crianças possam se sentir que capazes de conhecer a si mesmas e aprender o que está sendo ensinado?  Pequenas atitudes irão ajudar o professor a facilitar esse processo, a primeira delas: Demonstre o seu amor pelas crianças e pelo seu trabalho, como diz a Bíblia em 1 João 4:7 – “Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus”. Em seguida, conheça o seu aluno para entender o seu comportamento e as possíveis mudanças, então o aceite e procure ajudá-lo quando houver um comportamento errado ou diferente. Mostre para ele que você o ama, mas não aprova o seu comportamento, e que você espera pela sua mudança na forma de agir. Mostre para ele que Deus o ama, mas não gosta do pecado e, por isso, o comportamento foi desaprovado, mas nunca a criança. Demonstre isso para que ela entenda através dessa atitude que ela pode sim ser corrigida sem ser diminuída nos seus sentimentos.

Seja sempre muito sincero nas avaliações em relação às habilidades e a capacidade da criança no que diz respeito a aprender o que você ensinou, leve em conta a faixa etária que você está trabalhando, (aqui abro um parêntese para enfatizar a importância de você conhecer as características das suas crianças). Elogie um rabisco como “muito bom”se essa criança estiver na fase do rabisco, mas para uma criança que esta na fase de alfabetização o comentário já deveria ser por outro prisma, entende a diferença em ser sincero? Porque você estará ajudando a criança a melhorar no que ela precisa melhorar, ou elogiando o que ela consegue fazer dentro do seu nível de entendimento e desenvolvimento físico e mental.  A empatia com as dificuldades da criança vai aproximar você e vai ajudá-la com seus conflitos, se coloque na posição dela para que você entenda as suas capacidades e habilidades bem como as suas dificuldades

Algumas crianças nos seus primeiros anos de vida são naturalmente egocêntricase entendem que tudo que as cercam são delas e para elas, e nesse sentido se faz necessário que o professor mostre com atitudes equilibradas que a criança precisa ser sociável,aprender a compartilhar e a ter prazer com esse comportamento, fazendo com que ela se sinta bem com essa atitude, dessa forma, ela será levada a uma boa autoestima, muito embora isso seja sentido mais do que dito.  Vamos voltar a Palavra em Filipenses 2.4 que diz “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros.” Isso deve ficar claro para a criança dentro do que você ensina e vive. Leve a sua criança a se valorizar e fazer o mesmo com as outras pessoas no sentido de que tudo o que somos e o que fazemos não é porque somos melhores ou piores do que outras pessoas, e sim porque temos uma graça que nos assiste e que nos sustenta.  Em romanos 12.3 a Palavra é bem clara a esse respeito “Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.” Como fazer isso? Tenha atitudes coerentes com a Palavra que você ensina, seja sempre positivo (a) e verdadeiro (a),seja o exemplo vivo e eficaz diante das suas crianças, dos bebês aos adolescentes, para que a sua criança cresça com uma autoestima saudável.

E OS PAIS COMO AJUDAR O SEU FILHO? NO PRÓXIMO BLOG CONCLUIREI COM ESSE TEMA.

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