Brincando nos Campos do Senhor

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por Socorro Quirino

A criança tem características muito próprias. A bíblia já nos referencia sobre essa característica em I Coríntios 13.11: 

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. 

Ela formaliza seus pensamentos e ações a partir  de suas experiências e também através da observação das ações dos adultos que a cerca, ela é extremamente espontânea e sincera, tem dificuldades em expressar o que não sente, por isso quando você quer que ela diga ou faça algo que não está sentindo provavelmente você irá ter problemas e passar por constrangimentos, porque em algum momento ela será ela mesma e dirá exatamente o que se passa no seu pensamento, nos seus sentimentos.

Chegará uma idade, na qual, os sentimentos vão entrar em contradição na sua cabecinha e ela gostará do amigo, mas também sentirá raiva e inveja e, desejará que coisas acontecessem com ele, mas isso será rapidamente esquecido e tudo voltará ao normal muito em breve. Quem já não presenciou crianças brincando e brigando e, com pouco tempo depois estão na mais perfeita harmonia? E na maioria das vezes, sem a interferência dos adultos, que podem até não ser imparciais e complicar a situação mais que o devido.

A criança aprende tão naturalmente nessa construção de relacionamentos e conhecimentos que o que nos cabe é facilitar as suas descobertas, abrir caminhos e dar espaço para que ela aprenda a Palavra de Deus, os princípios bíblicos que lhes são apresentados como se elas estivessem “Brincando nos campos do Senhor” – Essa é uma alusão ao filme de Hector Babenco que contava a história de um casal de missionários na selva amazônica, porém, é apenas uma alusão ao fato da criança aprender brincando a Palavra de Deus – Esse título me remeteu a esse estado de aprendizagem que permeia a vida de todos nós, mas aqui no caso das crianças. É lá, nesses campos do Senhor, que ela irá formar o seu caráter cristão e se firmar nEle como criança, como jovem e como adulto. Essa aprendizagem deve ser constante e estável e, nunca superficial, para que sua compreensão do Reino de Deus seja comprometida com a vida cristã segundo o modelo de Jesus Cristo e não dos homens.

Essas crianças são os nossos campos do Senhor, Ele as confiou a nós nesse tempo como está escrito em João 4.35; b.38:

“Eis que eu vos digo: Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. E o que ceifa recebe galardão, e ajunta fruto para a vida eterna; para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem.Porque nisto é verdadeiro o ditado, que um é o que semeia, e outro o que ceifa.Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho”.

Esse é o meu e o seu tempo de plantar, para outros será de colher, para outros ainda de  receber galardão pelos feitos. E assim, é a Palavra se cumprindo em nós a cada dia, seguindo o seu fluxo.

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