Mudança X Aceitação

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Por Socorro Quirino

Mudar de casa, de trabalho, de estilo de vida, são situações inerentes ao cotidiano do ser humano e isso faz parte da nossa vida. Muitas vezes, as mudanças ocorrem por necessidade, por decisões próprias ou de outros, mas elas inevitavelmente vão ocorrer em algum momento, e o que devemos fazer com isso?

Se a mudança é para algo melhor, que bom, vamos festejar e dar graças a Deus, mas se por acaso não for algo bom vamos continuar louvando a Deus, porque a Sua palavra nos ensina isso:

Dêem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (I Tessalonicenses 5.18)

Meu alvo nesse texto é levar você a compreender e aceitar as mudanças que acontecem no nosso meio na igreja, mais especificamente na nossa coordenação de crianças.

Quantas vezes, nos deparamos com uma situação em que estão todos bem acostumados com a liderança e ela precisa se desligar por algum motivo pessoal, ou a liderança da igreja precisa substituí-la? E aí começa todo problema, a não aceitação do novo líder pelos liderados, as inevitáveis comparações, avaliações negativas do trabalho do líder anterior, supervalorização do líder atual e por aí vai.

A aceitação, segundo o dicionário Aurélio, significa aprovar, dar por certo/válido, consentir ou receber algo de forma voluntária e sem oposição. Esse período de adaptação e aceitação da mudança às vezes demora um tempo para acontecer.

Nessa mudança virá junto novos hábitos e estratégias que Deus dará à pessoa que será a partir daquele momento o seu líder, e tanto ele quanto você devem estar abertos para aprender coisas novas.

O líder que está assumindo deve fazer uma revisão dos valores, das regras e dos compromissos já existentes e depois procurar adequar aos seus novos propósitos e direções para a função assumida. Além disso, o novo líder deve procurar fazer uma transição que possa alcançar seus objetivos sem ser agressivo do tipo: “ É o meu jeito de trabalhar”, e nem ser complacente demais para não desagradar.

Por outro lado, a equipe que está recebendo essa nova liderança deve dar o tempo necessário para que possam se conhecer melhor antes de tirar conclusões apressadas e fazer julgamentos precipitados. É preciso terem ambas as partes o bom senso, compreensão e o desejo de aceitar as mudanças. A sensibilidade do grupo deve girar em torno do bem comum e não de uma competição entre o líder anterior e o atual, gerando uma indisposição entre os liderados e quem está assumindo

Certamente, o pastor seguirá uma direção de Deus para nomear o seu líder, e se assim for, irá escolher a pessoa certa para ocupar esse lugar. Ela terá um compromisso em primeiro lugar com Deus e com o seu pastor, e em seguida com toda a equipe e as demandas que virão junto com o cargo.

Um líder não pode trabalhar sozinho, ele precisa de apoio porque “Quem anda sozinho pode ir mais rápido, mas, nem sempre vai mais longe”(Clarisse Lispector). O líder que pensa que pode ir sozinho tende a desanimar e se desmotivar rápido. Devemos estar interligados e dependentes uns dos outros para que o grupo que trabalha no Ministério com Crianças possa ir bem e crescer no sentido de aprendizagem das crianças em relação a Palavra, sua prática e a salvação de vidas.

Sendo você o novo líder ou sendo você o liderado esteja pronto para um novo tempo com o coração aberto e livre. Se estiver na posição de liderança esteja disponível para ouvir, observar e analisar o contexto, para depois começar o seu trabalho. E se você estiver na posição de liderado dê chance ao novo líder para que ele possa dizer a que veio e como será o seu trabalho, não seja resistente às mudanças, não crie barreiras, porque assim o trabalho não irá fluir, e quem perderá com isso? As crianças e o grupo como um todo. O trabalho é de Deus e para Ele, portanto vamos nos empenhar para que isso aconteça da melhor forma possível.

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