Escritura e Poder

Postado em
0

MH-221“Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o pode De Deus?” –   (Marcos 12.24)

Olá queridos, depois de um bom tempo de silêncio estamos de volta. Perdão por esse tempo tão longo de estiagem, garanto pra vocês que farei um grande esforço para ser mais diligente para com esse espaço de pregação do evangelho.

Tenho buscado meditar sobre a vida e os ensinamentos de Jesus Cristo. Para isso tenho voltado minha atenção para os evangelhos. E é muito interessante estudar esses livros, pois é muito difícil ao se buscar Jesus nos evangelhos não encontrar também os seus antagônicos, escribas, fariseus, saduceus e sacerdotes. Isso realmente chama nossa atenção, não é interessante o fato do Rei dos reis, não ter como adversário o César da época, mas os supostos, guardiões da religião judaica?

É curioso o fato dos maiores opositores daquele que foi prometido pelas escrituras por vários séculos e aguardado ansiosamente pela nação de Israel, foram aqueles que teoricamente, mais conheciam as escrituras.

João registrou um momento de debate entre Jesus e esse grupo de opositores, onde ele diz: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim” (João 5.39).

 No texto que citamos no início deste post, está acontecendo algo muito interessante, Jesus está respondendo a uma indagação dos saduceus, que, por influência da cultura grega, muito forte naquela época, deixaram de crer em ressurreição, espírito e vida eterna. O curioso é que começaram a usar as escrituras a que tinham acesso para justificar sua crença.

Com um argumento, não muito inteligente, diga-se de passagem, julgavam que baseada na Lei que instruía como suscitar descendência a um irmão morto, havia uma forte prova para não existir ressurreição.

Não quero agora discutir o, brilhante, argumento de Jesus, provando que existe obrigatoriamente ressurreição, mas a observação do Mestre do motivo que os levou a desenvolverem uma doutrina errada.

Nosso Senhor deixa claro que essa confusão nasce do fato de os saduceus não conhecerem nem as Escrituras (Velho Testamento) nem o poder de Deus. É interessante mostrar que Jesus considerou isso um erro. Isso me fez pensar!!!

Minha primeira indagação foi, será que posso conhecer a Escritura e não o poder, ou vice-versa? Será que eu posso conhecer apenas um dos dois. Vale salientar que mesmo que fosse possível isso também se constituiria em um erro.

Acredito não ser possível separar a palavra de Deus do seu poder e o desconhecimento de um vai levar a alienação do outro. Vale salientar que os saduceus, assim como os fariseus, eram estudiosos dedicados das escrituras que tinham, mas isso não os levou a conhecer este objeto de estudo. Algo anuviava suas percepções e suas conclusões eram invariavelmente equivocadas. Consequentemente viveram alienados do poder de Deus, a ponto de chamarem de obra de Belzebu um maravilhoso milagre realizado por Jesus, no poder do Espírito Santo (Mateus 12).

Quanto lemos os evangelhos, vemos Jesus insistentemente reprovando os friseus e saduceus por terem trocado as escrituras pela “tradição dos anciões”. Eles não perceberam que haviam abandonado as verdadeiras Palavras de Deus para seguirem tradições de homens.

Vejo muitas vezes, uma preocupação sobre um “equilíbrio” entre estudar a Palavra de Deus e dar vasão ao mover do Espírito Santo. Penso que essa preocupação não tem sentido, desde que a busca seja pela genuína Palavra de Deus e não alguma tradição humana de interpretação

É importante reconhecer que não é tão simples dissociar as coisas, mas me parece ser essencial para que possamos provar de fato o poder de Deus em nossa vida. Em primeiro lugar temos sempre que nos lembrar que os judeus de Beréia foram chamados nobres porque faziam isso.

Em segundo lugar, temos que ter em mente que a Palavra de Deus é o canal pelo qual flui o poder de Deus, para criar, transformar, curar e tudo o mais, vejamos algumas passagens que afirmam essa verdade:

Hebreus 1.3 – Ele, que é o resplendedor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder. depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas.

1ª Coríntios 2.4-5 – A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus

João 6.63 – O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida

Salmos 107.20 – Enviou-lhes a sua palavra, e os sarou, e os livrou do que lhes era mortal

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA