Parábola do Semeador – Parte 1

Postado em
2

MH-221Olá pessoal, tudo na paz? Já faz um tempinho desde nossa última publicação, não é mesmo?

Nos últimos dias, tenho percebido uma urgência de concentrar meus estudos da Palavra de Deus na pessoa, no ministério e nos ensinamentos de Jesus Cristo. Nunca podemos esquecer que “nEle habita corporalmente toda e plenitude”. Ele é a palavra divina que se fez carne e viveu entre nós, morreu, ressuscitou e com o seu sangue e sacrifício nos comprou para Deus. Ele é o alfa e o ômega, autor e consumador da nossa fé… enfim, a lista é interminável.

Um dos aspectos que tenho buscado meditar são as parábolas de Jesus. Quando lemos o evangelho de Mateus, percebemos que as parábolas não foram o tempo todo o método básico de ministração de Jesus, elas começaram em um determinado momento, por um motivo específico, o qual, ao lermos todo esse Evangelho, se torna claro. Talvez, em breve façamos um post sobre esse assunto.

Hoje, eu queria mesmo era meditar com você em dois pontos de vista possíveis para a Parábola do Semeador (Mt. 13.3-8, 18-23)

Nesta, que é possivelmente a mais famosa das parábolas, Jesus nos fala sobre como cada pessoa se relaciona com a Palavra que recebe. Temos asseverado e, de fato, é a Bíblia que afirma (Rm. 10.17) que “a fé vem por ouvir a Palavra de Deus”, dessa forma, torna-se crucial a forma como ouvimos a Palavra e nos relacionamos com ela.

Na referida parábola, o semeador, que pode ser entendido como o próprio Jesus e, por consequência, a Igreja, que é o seu corpo, anuncia a Palavra do Reino de Deus, que na parábola é comparada com o ato de lançar sementes a terra, ou a quatro tipos de terrenos, em outras palavras a semente é a Palavra e os solos são as pessoas que recebem, ou não, a Palavra de Deus (Mc. 4.26).

Algo maravilhoso, e que nos ajuda tremendamente a compreender a verdade escondida nesta parábola, é que o próprio Jesus a interpretou particularmente para os seus discípulos, sendo assim, não precisamos fazer um grande esforço de interpretação e pesquisa, pois o próprio Jesus já fez isso no nosso lugar.

Sendo assim, temos quatro tipos de pessoas/solos que passaremos a considerar:

  • À beira do caminho
  • Solo rochoso
  • Entre espinhos
  • Boa terra.

O duplo ponto de vista que quero discutir com você a partir de agora é, em primeiro lugar, como nos relacionamos com a palavra, falando com o linguajar da parábola, que tipo de solo nós somos. Em segundo lugar quero trazer um alerta para nossa responsabilidade como igreja em lidar com esses quatro tipos de solo.

À beira do Caminho

Jesus deixou claro que “esses são aqueles que ouvem a palavra e não compreendem e vem o inimigo e arrebata-lhes a palavra do coração”. Acho essa afirmação de Jesus tremendamente impactante.

Há anos atrás ouvi um homem de Deus contando sobre um dia em que ele precisou estacionar o seu carro em um lugar considerado muito perigoso e, então, percebeu um medo paralisante chegando para ele. Ousado como só ele é, gritou para quem quisesse ouvir ali mesmo onde estava: “Diabo a única coisa que você quer é a Palavra que está em mim, e mesmo que você roube meu carro, eu vou continuar crendo nEla. Sendo assim, não toque no meu carro!”.

Essa é uma forma drástica de afirmar o que estamos tentando expor aqui. O foco do diabo não é sua casa, carro, ou qualquer outra coisa, mas a Palavra de Deus, pois nada divino vai acontecer em sua vida até que você tenha a Palavra de Deus fundamentada em seu coração.

Mas, a questão é que o diabo vai roubar a Palavra daqueles que não a entendem. Concluímos que é primordial que entendamos a Palavra de Deus.

Isso traz para nós uma responsabilidade capital sobre como recebemos, ou até, lutamos para receber a Palavra. Permita-me dizer que não podemos aceitar não entender a Palavra de Deus. Muitas vezes, temos dito e ouvido coisas do tipo: “A Bíblia é muito complicada”, “Não entendi uma Palavra da pregação hoje”. Não podemos deixar que estes sofismas nos tragam comodidade em não receber a Palavra de Deus, pois assim Satanás terá acesso a nossa vida e seremos infrutuosos no Reino do nosso Deus.

Nunca se permita ser um crente como aqueles “lançados à beira do caminho”, não fique a margem do entendimento da Palavra de Deus, lute para entendê-la, estude-a como se ela fosse a coisa mais importante da sua vida, pois, de fato, é.

Outro ponto que temos que perceber é que próximo de nós pode ter alguém que se enquadre nesta descrição. A Bíblia diz que quanto mais o tempo passa deveríamos nos tornar mestres na Palavra de Deus, mas, ao contrário, ela continua difícil porque somos tardios em ouvir (Hb. 5.10-12).

Sejamos nós crentes comuns na igreja ou ministros do evangelho reconhecidos, precisamos lutar para que nossos pares entendam com clareza as Escrituras. Especialmente se somos professores, mestres ou pregadores da Palavra, precisamos ter certeza de que a nossa mensagem está compreensível para qualquer ouvinte que tenha contato com nosso dom.

Não fique indiferente quando um amigo, irmão da igreja ou até mesmo um visitante lhe disser que não entendeu ou não entende muito bem a Palavra. Sente-se com ele, ensine, ensine de novo e de novo, quantas vezes forem necessárias. Seja um “frustrador” de Satanás no seu ministério de roubar a Palavra.

A Bíblia diz que Deus deseja a salvação de todos os homens e que estes salvos cheguem ao pleno conhecimento (I Tm. 2.3-4). Trabalhe para que este desejo de Deus se cumpra na vida de qualquer pessoa que esteja a sua volta.

“Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (II Tm. 4.5)

No próximo post, continuaremos a falar sobre os outros 3 tipos de pessoas/solos.

Graça e paz!

2 COMENTÁRIOS

    • Olá graça e paz! Todo conteúdo do nosso portal é disponibilizado no site e VerboApp, com possibilidade para download. Obrigada por acessar o portal Verbodavida.com e seja ainda mais abençoado na prática da Palavra!

      Ana Gaia

DEIXE UMA RESPOSTA