Vida Profissional X Vida Ministerial

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Por Marcela Chianca – Professora do Rhema

Graça e paz queridas,

Nossa vida é feita de escolhas e nem sempre elas são fáceis.

Cursei a faculdade de direito e me formei em 1990, trabalhei no departamento jurídico do, na época, maior estaleiro do Brasil. Depois, em um renomado escritório de advocacia. Anos depois, inaugurei meu próprio escritório. Advoguei por aproximadamente 15 anos.

Durante esse período (1998), me converti ao Senhor Jesus. No mesmo período da conversão, vieram os filhos e o ritmo de trabalho diminuiu um pouco. Quando chegou a hora de acelerar novamente na careira, porque os filhos já tinham desmamado. Veio o convite para assumir a direção do, na época, primeiro e único Rhema do Rio de Janeiro. As condições não eram favoráveis, necessitava de dedicação integral.

Haviam dois campus vinculados à mesma escola [no campus situado no bairro de Campo Grande funcionávamos com a turma do 2º ano manhã e noite e no bairro da Pedra de Guaratiba o primeiro ano à noite]. Não daria pra conciliar profissão com ministério. Nesse mesmo ano fui indicada como professora do Rhema. Então, precisava escolher entre continuar na profissão ou me dedicar ao ministério. Uma decisão difícil e que muitas de nós precisamos passar.

Nas decisões difíceis, sempre me lembro de uma frase do evangelista Charles Finney. Ele dizia: “precisamos atravessar o abismo somente com a Palavra de Deus debaixo dos nossos pés”. Foi isso que fiz. Não foi fácil, pensava nos anos de dedicação, de estudo, nos valores monetários investidos ao longo da formação profissional e não só no que havia sido investido, mas também, nos dividendos da profissão.

Hoje, advogo as causas do meu Pai.

Todo conhecimento que adquiri no meio acadêmico e profissional foi útil para o desenvolvimento ministerial. Fui treinada na leitura, na memorização dos artigos, na defesa das teses, no poder do convencimento pela argumentação. Ferramentas naturais que são perfeitamente compatíveis com as espirituais. Na verdade, são conhecimentos que se agregam.

Verdadeiramente, nenhum tempo de preparação é perdido, incentivo a buscarem uma profissão, o aperfeiçoamento, a excelência na qualificação.

Então, respondeu um dos moços e disse: Conheço um filho de Jessé. O belemita, que sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência, e o Senhor é com ele. 1 Sm. 16 18 

Davi tinha qualidades, conhecimento e técnica para tocar sua harpa ao ponto de ser conhecido e lembrado na hora certa.

Mas também incentivo a serem fortes e corajosas quando o nosso Senhor nos chama para uma dedicação em tempo integral. Não é uma decisão fácil, precisamos estar convictas do chamado de Deus e do tempo certo para fazer as abdicações.

Hoje, quando olho para as quatro escolas só na cidade do Rio, sou tomada de alegria e gratidão. Claro que se eu tivesse dito não ao chamado, Deus levantaria outro, mas que bom que eu disse sim. Aquela decisão foi uma semente que Deus pode dar o crescimento. E creio que ainda tem muito mais.

Sirvo ao Senhor integralmente há 10 anos, estou suprida. Não tenho falta de coisa alguma.

Quando alguém pergunta o que faço (talvez seja essa a parte mais difícil, pois vivemos em uma sociedade que cobra sucesso profissional e não compreende as coisas espirituais), respondo como Jesus:

Não sabeis que me convém tratar dos negócios do meu Pai?. Lc. 2 49 

Meu Pai é rico e têm muitos negócios, eu coopero com Ele, executo suas ordens, advogo suas causas e Ele supre minhas necessidades. Deus é um ótimo pagador.

Marcela Chianca

 

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