Tão rara quanto 29 de Fevereiro

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Você com certeza já a viu por aí, em algum evento, sentadinha escutando, concentrada a medida que entende a Palavra ministrada. Elegantemente vestida com tons pastéis que combinam com sua pele, cabelos brancos e com os seus olhos azuis, características que no Brasil destacam a sua “americanidade”.

Talvez, você já tenha a visto também no púlpito, a leoa que se move na unção, corrige, exorta, fala tudo com sinceridade, honestidade e uma clareza genuína. Firme na Palavra e na doutrina, convicta do chamado que o Senhor lhe comissionou, enquanto sacode outros para que corram suas carreiras e levem a Palavra da fé pelo mundo. Completamente autêntica, é também no púlpito que ela sorri e se emociona expressando todo o seu amor pelo povo brasileiro.

Talvez, você já tenha a visto pelos corredores ou halls. Ela abraça, ama e sorri para todos que desejam um pouquinho da sua atenção. Você pode já ter pedido para tirar uma foto com ela e, provavelmente, mesmo cansada, ela se posicionou, abriu o sorriso esperando o clique e, no final, lhe deu um abraço carregado de amor e verdade.

E quem sabe você já teve a oportunidade de estar em um momento mais pessoal com mama Jan. Não que seja coisa de outro mundo ou inusitada. Ela não se vê como celebridade e não busca afastar-se do povo, pelo contrário, é acessível a qualquer um que deseje. Nesses momentos pessoais, você talvez já tenha sentido sua dor mais de perto, tenha compreendido tudo o que ela abdicou pelo chamado. Se sua sensibilidade estava aguçada, você também ouviu seus relatos em ministrações ou aulas e compreendeu quantas renúncias foram feitas para que hoje, o Ministério chegasse ao que é. E ela não conta como lamento, mas como incentivo e força para os demais, suas palavras sempre nos dizem:

“Não há desculpa para retroceder. Não há desculpa para fazermos menos ou nos cansarmos. Corra com perseverança”.

Com a mama, você tem a oportunidade de levar alguma bronca. Assim como era com o pastor Bud, não tente falar negativamente perto dela. É capaz dela saber até mesmo seus pensamentos negativos antes que você os expresse (estamos brincando, claro!). E muito cuidado para não se atrasar se combinou um horário com ela. Na convivência com a mama Jan, você tem a oportunidade de vê-la organizar coisas e pegar no batente, quando ela acha que algo deve ser feito. Você tem a oportunidade de provar dos seus dons culinários pouco conhecidos, mas inegavelmente incríveis.

Ela é a primeira que corre para ofertar em qualquer momento. Um dos corações mais generosos que podemos conhecer. É a primeira a acreditar no chamado de todos. É aquela que ama ler; montar quebra-cabeças e decorar a casa. Mas mama também sente saudade, expressa seu amor e diz com sinceridade e simplicidade quando não gosta de algo. Se sente eternamente jovem e também nos faz a enxergar assim. Ela não para e não desiste nunca. Resistiu à situações que muitos nem imaginam. Perdeu um irmão para a guerra, e renunciou sua família, sua nação e a oportunidade de ter filhos naturais. Tudo o que passou, lhe deu a resiliência para a vida no Brasil. Ela nunca reclamou, apesar de ter tido dificuldades de adaptação à nossa cultura. Quanto aos filho, como ela mesma diz, ganhou muitos aqui em nossa nação, filhos espirituais frutos do seu ministério.

Hoje, na verdade seria exatamente no dia 29 de Fevereiro, provando a sua raridade, ela completa 70 anos. Mais do que isso, comemora exatamente metade da sua vida no Brasil. Chegou na nossa nação aos 35 anos e, agora, 35 anos depois, já está “abrasileirada”, ao passo que, nunca perdeu sua essência americana. Ela é a mulher sábia que edifica o lar, é a mãe de todos sempre com conselhos necessários. É a ministra guiada pelo Espírito e a missionária que não tem sua vida por preciosa. Ela é delicada, porém firme. É um exemplo de fidelidade e amor ao Senhor, como também é um ser humano que reconhece suas falhas, limitações e a graça de Deus em sua vida.

Somos privilegiados em tê-la. Favorecidos por sua influencia e amor nesses 35 anos. Beneficiados por usufruir dos seus ensinos e estarmos debaixo da unção em seu ministério. Somos gratos por sua vida, por sua obediência e foco no alvo. Somos gratos por seu amor por nós e a amamos igualmente. 

Não é só o dia do seu aniversário que é especial. Mama Jan é, verdadeiramente, singular.

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