Dízimo, um direito ministerial

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por Marcelo Saraiva

“Se não sou apóstolo para outrem, certamente, o sou para vós outros; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor. A minha defesa perante os que me interpelam é esta: não temos nós o direito de comer e beber? E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou somente eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar? Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?Porventura, falo isto como homem ou não o diz também a lei? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa? Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (I Coríntios 9.2-14).

Neste capítulo, Paulo fala sobre o dízimo e usa o termo “direito ministerial”, o direito a receber uma remuneração. Paulo estava enfrentando problemas quanto à motivação dos coríntios. É interessante que Paulo vem apresentando os seus direitos e ele cita a lei para falar por ele acerca de um direito que tinha. O dízimo é um princípio que transcende às gerações.

Romanos 15.26-27 e Gálatas 6.6 e 7 também são alguns dos trechos bíblicos que falam sobre o assunto. Quero destacar que este é um princípio que devemos guardar.

Certo homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus.

Sabes os mandamentos: Não adulterarás , não matarás , não furtarás , não dirás falso testemunho , honra a teu pai e a tua mãe. Replicou ele: Tudo isso tenho observado desde a minha juventude. Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa ainda te falta: vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo” (Lucas 18.18-23).

Jesus destacou, por último, o primeiro e o principal mandamento. Se esse homem seguisse a Cristo, dando tudo o que tinha aos pobres, além de desfrutar da comunhão com Ele, ainda teria uma vida suprida e, no final, um tesouro.

É compreensível não dar tudo a Cristo, como esse homem escolheu, mas 10 % , que é o dízimo, não dá para compreender quando um cristão se nega a dar. Deus tem todo o direito de dizer o que Ele quer da sua vida. Talvez Ele não exija tudo de você, mas o dízimo, Ele tem o direito de contar com você.

O dízimo transcende às dispensações e existem promessas para aqueles que se envolvem com o Senhor, na área financeira, prosperarem. São inúmeros os versículos que falam da contribuição e demonstram recompensas e benefícios para esta prática.

“Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele” (I Timóteo 6.7).

Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm (I Timóteo 6.18).

Não só os ricos, mas até quem não está com dinheiro no bolso deposita a sua confiança no dinheiro, mas devemos estar prontos a repartir. O corpo de Bombeiros, o Samu e a polícia ficam de prontidão só esperando uma ocorrência. A Bíblia afirma que o cristão deve ser pronto a repartir. Todas as vezes em que a sua liderança precisar contar com você, esteja pronto a repartir. Um corpo de Bombeiros não pensa duas vezes sobre atender a um chamado.

Não tenho que desconfiar se foi levantada uma oferta, por uma necessidade ou para o conforto dos irmãos, mas deve haver uma prontidão em meu coração. As bênçãos que vêm daquele que obedece a Deus por obedecer a um princípio.

*Trechos da mensagem do dia 15 de julho, na Conferência de Ministros on-line 2020.

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