Qual o seu melhor investimento?

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Enquanto deixava a maravilhosa e apaixonante cidade de Dublin, na Irlanda, parei para comprar uma recordação de lá. Como já tinha usado quase todo dinheiro que havia trocado em Euros, precisei decidir, entre as centenas de coisas que havia ali, qual seria o melhor investimento para utilizar o resto do dinheiro que eu tinha para aquele propósito.

Depois que saí dali, fiquei meditando sobre isso. Todos os dias, nós temos que decidir no que vamos investir. Qual será o melhor investimento para a nossa vida? Jesus, o Filho de Deus, resolveu investir em nós. Ele deixou a sua glória no céu e veio a este mundo, encarnou-se e habitou entre nós. Ele veio como o nosso representante e substituto. Jesus concluiu sua obra redentora e deu para a sua igreja a obra de anunciá-Lo por todo o mundo, proclamando o evangelho a toda a criatura. Por isso, conclui que a obra missionária merece os nossos melhores investimentos.

Em primeiro lugar, o investimento de recursos financeiros. Dinheiro é apenas uma ferramenta, por isso, investir na obra missionária é fazer um investimento para a eternidade; é um investimento de consequências eternas. Você não foi criado para ser uma represa, mas sim um rio. Isso que dizer que, por onde você passar, deve abençoar pessoas e promover o reino de Deus, levando o Evangelho até aos confins da terra.

Temos que aprender que dar não é um peso, mas um privilégio; não é um fardo, mas uma graça. Deus nos dá a honra de sermos cooperadores com Ele na implantação do seu reino. Não fazemos um favor para Deus contribuindo com sua obra; é Deus quem nos dá a honra de sermos seus parceiros. Estou convencido, portanto, de que o melhor investimento para uma igreja é a obra missionária.

Quando Oswald Smith assumiu à Igreja do Povo, em Toronto, como pastor, a primeira coisa que fez foi uma série de conferências de uma semana. Nos três primeiros dias, ele pregou sobre a importância da obra missionária e o do seu desejo de investir em missões. A liderança da igreja reuniu-se e disse ao pastor que a igreja estava com muitas dívidas e que aquele não era o momento oportuno para isso. Smith continuou nessa mesma toada e, no final da semana, levantou uma grande oferta para missões. O resultado é que aquela igreja, por longas décadas, jamais enfrentou crise financeira. Até hoje, ela investe mais de cinquenta por cento de seu orçamento em missões mundiais.

Em segundo lugar, investimento de vida. A obra missionária não é feita apenas com recursos financeiros, mas, sobretudo, com recursos humanos. Fazemos missões com as mãos dos que contribuem, com os joelhos dos que oram e com os pés dos que saem para levar as boas novas de salvação. Tanto os que ficam como os que vão são importantes nesse processo de proclamar o Evangelho de Cristo às nações.

Os missionários que vão e as igrejas responsáveis por enviá-los precisam estar “aliançados” – comprometidos e unidos no mesmo propósito. William Carey, conhecido como o pai das missões modernas, disse que aqueles que seguram as cordas são tão importantes como aqueles que descem às profundezas para socorrer os aflitos. Os que guardam a bagagem e os que lutam no campo aberto recebem os mesmos despojos, é assim que a Bíblia ensina.

Devemos empregar o melhor dos nossos recursos, o melhor do nosso tempo e da nossa vida para que os povos conheçam a Cristo e se alegrem em sua salvação.

Isso me faz lembrar a historia de Alexandre Duff, missionário enviado à Índia: depois de trabalhar muitos anos lá, ele retornou à Escócia, seu país de origem, com um imenso desejo no coração de levantar nove missionários para aquela nação. O velho missionário estava pregando numa grande reunião de jovens e os desafiou a se levantar para pregar o evangelho aos indianos. Nenhum jovem atendeu a este seu apelo. Sua tristeza foi tão grande que ele desmaiou no púlpito. Os médicos levaram-no para uma sala ao lado e massagearam-lhe o peito. Ao recobrar à consciência, disse-lhes que o levassem de volta ao púlpito, pois precisava concluir o seu apelo. Eles disseram: “O senhor não pode”. Ele foi irredutível: “Eu preciso”. Dirigiu-se, então, aos moços nesses termos: “Jovens presbiterianos, se a rainha da Escócia vos convidasse para ir a qualquer lugar do mundo como embaixadores, vocês não iriam com orgulho? O Rei dos reis vos convoca para ir à Índia e vós não quereis ir. Pois, irei eu, já velho e cansado. Talvez não poderei fazer muita coisa, mas pelo menos morrerei às margens do Ganges e aquele povo saberá que alguém o amou e se dispôs a levar-lhes o Evangelho”. Nesse instante, dezenas de jovens se levantaram e se colocaram nas mãos de Deus para a obra missionária na Índia!

Eu já decidi no que eu vou investir boa parte dos meus recursos e os melhores dias da minha vida! E você?

3 COMENTÁRIOS

  1. Graça e Paz!

    Este deve ser um ardente desejo a queimar dentro dos corações do Povo de Deus, principalmente dentro dos corações dos líderes dentre o Povo! Deus seja Louvado!

  2. Faz mais ou menos 2 anos que Deus me despertou para investir em missoes, isso começou arder em mim quando passei ser da Igreja Verbo da Vida, eu via que as pregaçoes era um clamor para que cada um de nós se visse alem de onde nossos pés estão….ate entao eu apenas ouvia falar de missoes, mas nao me via parte disso, achava que era pra pessoas que teriam esse chamado… q eu apenas precisava orar.. rs.. mas Gloria a Deus que hoje eu sei que mais do que orações podemos fazer mais, podemos ser cooperadores dessa causa tao nobre. Fico feliz de estar hoje na Igreja Verbo da Vida, fazendo parte dessa missão, desse propósito de ver nações conhecendo a PALAVRA DA FÉ e esperando o tão grande dia da volta de Jesus.

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