As características das Escrituras

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por José Anderson Lima Ferreira 

Lâmpada para os nossos pés e luz para nosso caminho (Salmos 119.105). Assim o salmista nos descreve o que é a Palavra de Deus para nossas vidas! Ela é aquela que nos mostra aonde devemos ir e como devemos nos portar até chegarmos lá.

Durante muitos anos, na História da Igreja Cristã, as Escrituras Sagradas exerceram uma posição secundária na vida de devoção e adoração do povo Deus. Limitada apenas a uma pequena parcela da população (o clero) e mesmo para os membros deste, colocada em uma posição terciária, após a tradição e o magistério da Igreja, ela se tornou para muitos um livro místico e distante.

Tal realidade só viria a ser mudada com o advento da Reforma Protestante, quando Martinho Lutero a trouxe de volta ao centro da vida e da adoração do povo de Deus.

Ela é e sempre será nossa regra de fé e prática.

Como algo central e imprescindível para nossa vida é de extrema importância que a valorizemos e a conheçamos bem. Nesta postagem abordaremos, de forma bem resumida, as características das Escrituras.

1. Autoridade

A autoridade das Escrituras significa que todas as suas palavras são a palavra de Deus, de modo que não crer em alguma palavra da Bíblia ou desobedecê-la é não crer em Deus ou desobedecer a Ele. A Bíblia não apenas contém a Palavra de Deus: ela É A PRÓPRIA PALAVRA DE DEUS.

Por causa disso, tudo aquilo que ela nos ORDENA que seja feito, hermeneuticamente interpretado corretamente, é uma norma obrigatória para nossa vida.

Tal reconhecimento se dá pelo convencimento do Espírito Santo em nossos corações.

Logo após explicar que sua mensagem apostólica consistia de palavras ensinadas pelo próprio Espírito Santo (1 Coríntios 2.13), Paulo diz que : “… o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2.14).

Sem a ajuda do Espírito Santo, não temos condições de reconhecer sua autoridade em nossas vidas.

2. Clareza

Tal característica diz respeito ao fato de que as palavras das Escrituras foram escritas de tal maneira que seus ensinamentos podem ser compreendidos pelos crentes comuns. Foi escrita de modo que seus ensinamentos podem ser compreendidos por todos os que a lerem buscando o auxílio de Deus e dispondo-se a segui-la.

Deus fala com o homem por meio de uma linguagem compreensível a todos. O próprio Jesus nos falou a respeito disso em João 20.30-31. “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome”.

Isso não significa dizer que, às vezes, não nos depararemos com textos e ideias que não captamos nem compreendemos completamente. Nossa condição limitada após a queda, mesmo com a ajuda do Espírito Santo, muitas vezes não nos permite entender tudo que gostaríamos, algo que somente iremos resolver quando conhecermos como somos conhecidos (1 Coríntios 13).

Mesmo assim, as Escrituras são suficientemente claras acerca das coisas que realmente precisamos conhecer e entender, especialmente em relação à questão da salvação.

3. Necessidade

Tal característica diz respeito ao fato de que a Bíblia é necessária para conhecer o Evangelho, conservar a vida espiritual e para se conhecer a vontade de Deus.  Ela é a revelação especial de Deus para nós: sem ela não conseguiríamos entender sua vontade para nossas vidas nem poderíamos conhecê-lo.

4. Suficiência

Essa última característica das Escrituras significa dizer que a Bíblia contém todas as palavras divinas que Deus quis dar a seu povo em cada estágio da história da redenção e que hoje ela contém todas as Suas palavras que precisamos para a salvação e para que vivamos uma vida santa.

Não precisamos ter medo de que algo acerca de Deus nos falte, ou que algum livro “inspirado” tenha ficado de fora do cânon bíblico, pois cremos que Deus em sua Santa Providência preservou nos 66 livros da Bíblia, que temos hoje, tudo aquilo que é necessário e suficiente para nossas vidas.

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”  (2 Timóteo 3.14-16).

Que possamos cada vez mais amar as Escrituras, valorizá-las como é devido e acima de tudo, que a coloquemos em prática para que possamos ter uma vida sólida nesta terra e, em tudo, agradável a Deus!

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