Santificação

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Por: Thiago Freitas

“pelo contrário, segundo é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos também vós mesmos em todo o vosso procedimento” (I Pedro 1.15)

Quando falamos da santificação, não podemos perder de vista que, por toda a Bíblia, a santificação é um elemento indispensável na relação com Deus. A santidade é um atributo do próprio Deus. É uma qualidade, uma virtude, uma perfeição própria do seu Ser. I Samuel 2.2 diz: “não há santo como o Senhor”. Salmos 99.9 no diz que “Santo é o Senhor nosso Deus”.

Quando a Bíblia descreve anjos cantando eles geralmente estão dizendo: Santo. A presença de Deus simbolizada pela arca não está em qualquer lugar, ela está no Santo dos Santos. O Espírito de Deus é chamado de Santo. Moises tirou as sandálias porque o lugar onde estava foi santificado pela presença divina. Tentar ter relação com Deus sem viver a santidade é mera ilusão. Esse Deus que é santo, requer santidade do seu povo!

A primeira coisa que eu quero que você entenda é que a nossa santificação em Cristo diz respeito a algo que Deus realizou com base na obra do Senhor para o nosso benefício. Escrevendo aos Coríntios, Paulo diz: “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” I Coríntios 1.2

Vale lembrar que Havia na Igreja de Corinto sérios problemas de comportamento: imoralidade, divisão, partidarismo, mas, ainda assim, Paulo diz que eles foram Santificados em Cristo. Observe o que o autor aos Hebreus nos ensina: “Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, não por meio de sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção. Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da carne, muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo” (Hebreus 9.11-14).

Hebreus 10.9-10 “então, acrescentou: Eis aqui estou para fazer, ó Deus, a tua vontade. Remove o primeiro para estabelecer o segundo. Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”.

Hebreus 13.11-12 – “Pois aqueles animais cujo sangue é trazido para dentro do Santo dos Santos, pelo sumo sacerdote, como oblação pelo pecado, têm o corpo queimado fora do acampamento. Por isso, foi que também Jesus, para santificar o povo, pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta”.

I Coríntios 6.9-11 – “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”.

Veja que a santificação se refere a nossa posição em Cristo; Deus nos vê separados para Si mesmo, separados do pecado. Ele está dando ênfase no resultado lógico da graça salvadora de Deus.

a verdadeira conversão dá segurança à pessoa, mas não lhe confere o direito de parar de vigiar

C. H. Spurgeon

Agora, obviamente que existe um aspecto pratico da santificação. Existe um aspecto experimental, no qual aquele que foi santificado é exortado a deixar que sua vida prática se conforme a sua nova condição. Aos Romanos, paulo orientou os crentes a considerarem a si mesmos mortos para o pecado e não permitirem que o pecado venha a reinar no corpo (Romanos 6.11-12). Pelo Espírito precisamos fazer morrer os feitos do corpo (Romanos 813). A santificação, no seu aspecto prático, envolve saber possuir o corpo em santificação e honra (Tessalonicenses 4.4). De acordo com Pedro, não devemos nos amoldar às paixões que tínhamos anteriormente na ignorância, pelo contrário, segundo é Santo aqueles que nos chamou, precisamos nos tornar também nós mesmo santos em todo o nosso procedimento (I Pedro 1.15). C. H. Spurgeon disse: “a verdadeira conversão dá segurança à pessoa, mas não lhe confere o direito de parar de vigiar”

Para terminar, não poderia deixar de mencionar o dano, o perigo, a terrível consequência que se corre por negligenciar esse aspecto pratico da santificação. Existe um dano por não seguir a santificação. O autor aos Hebreus nos diz que precisamos seguir a santificação, pois sem ela ninguém verá ao Senhor (Hebreus 12.14). Paulo disse que, se vivermos segundo a carne, caminhamos para a morte (Romanos 8.13). Bom, eu não sei até onde vai essa estrada, o que sei a luz do texto, é que o final dessa estrada é morte. Por isso, não negligencie a santificação, a consagração ao senhor. Se mantenha longe do pecado.

A forma como alguns cristão parecem que não entenderam ainda o quão destruidor o pecado é, pela forma como se comportam com relação a ele. Não mantenha relação alguma com àquilo que te impedirá de ver ao Senhor.

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