Cristianismo em chamas

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por Edilson de Lira
 

Durante os dias da celebração da Páscoa deste ano, segundo nosso calendário cristão ocidental, vimos um número assustador de igrejas incendiadas; algumas de forma comprovadamente criminosa, e outras de um modo no mínimo suspeito. Surpreendentemente para alguns, a mídia tradicional pouco noticiou esses “incidentes”, exceto no caso da Catedral de Notre-Dame de Paris, pois era impossível esconder ou minimizar a tragédia nesse templo que tem um indiscutível papel histórico e turístico para o mundo inteiro, bem mais amplo que sua função religiosa.

No Sri Lanka, ilha do sudeste asiático próxima da Índia, quase 300 cristãos morreram com atentados a bomba neste mesmo final de semana, muitos deles enquanto cultuavam em suas igrejas, que foram completamente destruídas pelo grupo muçulmano jihadista NTJ.

Em Nova Iorque, um homem foi detido com quatro galões de gasolina, dois isqueiros e duas latas de líquido inflamável na Catedral de São Patrício, um dos principais templos católicos dos EUA. No interior da Bahia, na cidade de Monte Santo, mais uma igreja, construída há mais de 200 anos, ardeu em chamas nesse sábado. A causa ainda é desconhecida, mas o boletim de ocorrência foi registrado.

Em Munique, um homem invadiu nesse sábado uma paróquia gritando “palavras ininteligíveis que assustaram a todos” (segundo alguns, “allahu akhbar”), e 24 pessoas ficaram feridas. Somente em março, quatro igrejas foram profanadas e/ou incendiadas na Alemanha. Segundo matéria do Gatestone Institute, 1063 ataques à igrejas ou símbolos cristãos foram registrados na França em 2018 (um crescimento de 17% em relação a 2017). Cruzes destruídas nas estradas, igrejas manchadas com cruzes feitas com fezes, e depredações de símbolos cristãos, estão entre os tristes episódios registrados.

E o que todos esses episódios têm em comum? Um silêncio ensurdecedor da mídia tradicional e um medo de tratar a real ameaça que o islamismo radical apresenta ao cristianismo, bem como aos valores históricos da civilização ocidental judaico-cristã.

Alguém já percebeu que quando um fundamentalista islâmico usa um caminhão para atropelar civis na Europa, nossa mídia noticia que “caminhão faz X vítimas em tal lugar”, mas se um pedreiro que pastoreou por 3 meses há 10 anos atrás comete um delito, os jornais dizem: “ex-pastor evangélico cometeu tal ou qual crime”?

Não precisa ser especialista para perceber que há um ódio reprimido e uma perseguição sistemática em larga escala ao cristianismo em pleno século 21

Em tempos de suposta liberdade de ideias nas redes sociais, canais cristãos (como o meu) são impedidos de ser monetizados no YouTube, e qualquer ensinamento contrário aos “dogmas” da identidade de gênero, são considerados “discurso de ódio”, enquanto críticas vulgares ao cristianismo, com o uso de linguagem obscena, são não apenas impulsionadas pela plataforma, mas também liberadas para consumo infantil.

Em dias onde se fala em tolerância, dados da missão Portas Abertas relatam que mais de 4000 pessoas foram assassinadas já neste ano SOMENTE por se declararem cristãs e não negarem sua fé. Não estou falando do século passadoestou falando da nossa tão celebrada pós-modernidade.

Não estão tentando incendiar apenas as igrejas. Estão tentando colocar em chamas o próprio cristianismo. Diante dos nossos olhos, enquanto a mídia, as autoridades e infelizmente até muitos crentes, tentam “tapar o sol com a peneira” e fazer de conta de que nada está acontecendo. Precisamos nos levantar, primeiro em oração, segundo sem medo de sermos testemunhas da Verdade da Palavra, que incomoda o mundo, mas sempre foi a sua principal força transformadora. Não podemos também nos esquecer que esse ódio aos valores cristãos não é algo recente, nem vai deixar de existir enquanto estivermos no mundo. Foi o nosso mestre quem nos ensinou a respeito dessa verdade incômoda:

“Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia. Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: Nenhum escravo é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês. Tratarão assim vocês por causa do meu nome, pois não conhecem aquele que me enviou” (João 15.18-21)

Nossa resposta não é, nem nunca será o ódio. Não será a violência.

Faremos mais uma vez a oração dos apóstolos descrita em Atos 4 e nos comprometemos a inspirar mais uma vez nossa sociedade com a luz do Evangelho: “ ‘Por que se enfurecem as nações, e os povos conspiram em vão? Os reis da terra se levantam, e os governantes se reúnem contra o Senhor e contra o seu Ungido’ (…) Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus. Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus”. Continuaremos fazendo a terra tremer!

No caso da Bahia, em Monte Santo, as pessoas precisaram fazer suas celebrações de Páscoa numa praça pública. Em Notre Dame, os cristãos cantaram fervorosamente seus louvores nas ruas, vendo a catedral queimar. Tudo isso me faz arder em esperança e me faz pensar numa verdade poderosa: Se incendiarem nossos templos com o fogo terreno, vamos incendiar ainda mais o lado de fora deles com o fogo divino. De uma forma ou de outra o cristianismo, que nasceu do fogo, continuará vivendo sempre em chamas! De nossas chamas, nunca verão cinzas, mas apenas o renascimento da ousadia e o surgimento de demonstrações do poder do Cristo Ressurreto!

Fonte: pastoredilson.com

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