Feliz Palavras Novas!

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por Thiago Garcia

Deus, em sua infinita sabedoria e criatividade, estruturou a nossa vida em ciclos, dando-nos sempre a possibilidade de, ao fim de um ciclo, fazer uma avaliação e, eventualmente, realizar as correções de rota no ciclo seguinte para que alcancemos o destino desejado.

Ao criar o sol e a lua em Gênesis 1.14, além de destiná-los para separar o dia da noite, Deus acabou criando unidades de tempo que nos permitiriam desfrutar da vida vivida em ciclos de tamanhos diferentes. O final do verso catorze aponta que esses luzeiros serviriam, ainda, para marcar as estações, os dias e os anos. Viver em ciclos assim pode ser uma oportunidade maravilhosa.

“Então Deus disse: Haja luzes no céu para separar o dia da noite e marcar as estações, os dias e os anos”. (Gênesis 1.14 NVT)

O Ano Novo, portanto, não foi apenas uma invenção humana, mas uma ideia do próprio Deus que nos daria a cada período de 365 dias a chance de viver um ciclo novo. Todavia, o puro e simples transcurso do tempo não é capaz de fazer nenhum ajuste em nossa rota. Nós é que devemos aproveitar essas oportunidades para, sempre, avaliar e recalcular, avaliar e recalcular, garantindo, dessa forma, que estejamos fazendo os ajustes que nos permitirão chegar aonde queremos.

Falaremos um pouco aqui sobre palavras, na verdade, palavras novas. Gostaria de deixar bem claro que não trarei nenhuma mensagem ou revelação nova, pois aquilo que já temos de conhecimento, se praticado, é mais que suficiente para produzir os frutos que almejamos em nossas vidas. Ano Novo, Palavras Novas!

A novidade nas palavras que aqui apontamos, é aquela que nos levará a obter novos resultados, aqueles resultado que queremos, mas que muitas vezes não estamos tendo. Há uma citação que comumente é atribuída a Albert Einstein que define que insanidade, ou loucura, é continuar fazendo sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes. Os resultados que temos hoje, são provenientes das palavras que temos falado, se queremos novos resultados, precisamos de palavras novas. Não somos loucos.

“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei”. (Isaías 55.10-11 ARA)

Em Isaías 55, versos 10 e 11, Deus nos diz que a palavra também é cíclica, ao compará-la com a chuva e a neve que descem dos céus, cumprem seu propósito e para lá retornam. As águas se movimentam sempre num ciclo, que é denominado de Ciclo Hidrológico, ou seja, a chuva cai, rega a terra, trazendo vida por onde passa, e, em seguida, evapora condensando-se e aglomerando-se em nuvens, precipitando-se novamente depois. A água vai e volta, desce e sobe o tempo inteiro.

Deus diz que, dessa mesma forma é a palavra que sai da boca dele, ela volta, mas não volta vazia, antes de voltar ela cumpre o propósito para o qual ela foi lançada. As palavras carregam em si mesmas propósitos, e não devem voltar sem que esse propósito tenha sido cumprido. Hebreus 11.3 chega a afirmar que todo o universo foi formado por meio da Palavra de Deus, de modo que tudo aquilo que hoje vemos veio a existir de coisas que não aparecem.

“Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem”. (Hebreus 11.3 ARA)

Muitas vezes, nos acostumamos com o termo “Palavra de Deus” e, pelo costume, acabamos não percebendo a grandeza do poder daquilo que Deus nos deixou. Frequentemente também nos acostumamos com o fato de sermos criação e esquecemos, também, que somos criadores. Como Deus criou o mundo, nós criamos, também, o mundo ao nosso redor.

O nosso DNA é o DNA de um criador.

Que tipo de resultado as palavras que voltam para nós estão trazendo? Estamos satisfeitos com esses resultados? É de fato isso que queremos construir no nosso mundo? É assim que queremos que seja o nosso Ano Novo? Ano Novo, Palavras Novas.

Há alguns meses eu estava num restaurante com um ministro da palavra, juntamente com minha esposa e meus pais. Nós almoçamos e, após o almoço, motivados por um abacaxi que foi servido de sobremesa, conversamos sobre as propriedades de alguns alimentos e sobre as repercussões que eles poderiam provocar no corpo e em cada indivíduo. Falamos sobre o abacaxi, a melancia e até o café. Lembro que na ocasião comentei que só tomava café na parte da manhã, para que isso não interferisse no meu sono.

O pregador ouvia atentamente a tudo e num dado momento lançou a pergunta: será que o abacaxi ou a melancia ajudam ou atrapalham a digestão? Será que o café ajuda ou atrapalha o sono? Ou será que somos nós que nos convencemos dessas coisas por meio das nossas palavras? Será que, de fato, tudo não volta para Marcos 11.23 e, de fato, o Irmão Hagin tinha razão?

É claro que cada alimento guarda certas propriedades que podem agir no corpo humano de uma forma ou de outra. Não queremos de modo nenhum ignorar isso, mas será que, de fato não acabamos convencidos de certas coisas em virtude de tanto falarmos sobre elas?

Fomos embora do restaurante, mas as perguntas do pregador não saíram da minha mente.

Lembrei depois do maracujá, quem nunca sentiu um soninho depois de um suco de maracujá? Eu mesmo sempre senti, e continuo sentindo, até mesmo depois de descobrir que a polpa do maracujá não tem nenhuma propriedade calmante, e que todos os remédios são feitos com base na folha do maracujá.

Será que as nossas palavras têm a capacidade de provocar alguma repercussão no mundo físico, nas coisas a nossa volta e até sobre o nosso corpo? Com certeza, com as palavras de Deus foi assim e, com as de Jesus também. Lembra da figueira que secou desde as suas raízes com as palavras de Jesus?

Certa vez, uma companheira de trabalho, Luissa Emery, compartilhou (por engano), em um dos grupos de WhatsApp que fazemos parte, uma meditação da Palavra. Nessa meditação ela lembrava  daquelas pessoas que sempre se dizem desastradas e acumulam, dessa forma, um largo histórico de “destruição” ao longo do seu caminho. Na ocasião, eu lembro que me perguntei: será que Deus criou algumas pessoas com algum tipo de inaptidão para as atividades cotidianas, ou essa pessoa, simplesmente, se convenceu disso?

Jesus chega até a afirmar em Mateus 12.36-37 que nossas palavras podem nos justificar ou condenar e que haveremos de prestar contas por toda palavra frívola que tivermos falado.

“Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado”. (Mateus 12.36-37 ARA)

Chamo a atenção para o adjetivo que Jesus atribuiu a algumas palavras: frívolas. Esse termo também é traduzido em outras versões como inúteis, impensadas, inoperantes e, se combinam com a raiz grega da palavra, que quer dizer preguiçosas; que se negam a realizar o trabalho que devem fazer. Será que alguma de nossas palavras têm tido essas características? O que elas estão trabalhando para produzir para nós? Qual é o propósito daquilo que falamos?

Essas perguntas são importantes para que reflitamos e percebamos acerca do que temos nos convencido. O começo de um novo ano representa o início de um novo ciclo. Temos uma nova chance para falar o que sempre falamos, criar o que sempre criamos e ter os mesmos resultados de sempre. Mas, graças a Deus que essa não é a nossa única alternativa, podemos alinhar nossas palavras com a Palavra de Deus, falar coisas novas e ter resultados novos.

Você tem o DNA de um criador!

Que venha 2018. Feliz Palavras Novas!

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