Os sentimentos como catalisadores – Parte II

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Por: Thiago Garcia

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Muitas vezes nós nos afogamos em um mar de sentimentos ruins quando na verdade, nós deveríamos fazer com que eles nos levassem a buscar a salvação a qual nós estamos querendo e precisando. A boia de salvação que tem o potencial de transformar a situação negativa que acarreta aquele sentimento na nossa vida.

Muitas vezes, nós nos conformamos com a situação difícil, vivemos o sofrimento que ela proporciona, vivemos a dificuldade sentimental que ela proporciona e as vezes, acabamos não tendo forças para sair daquela situação. Por isso, por vezes, devemos puxar para a nossa mente a consciência de que nós não vivemos pelo que sentimos.

O sentimento em si não é errado, não é pecado, ele é fruto de uma situação e ele inevitavelmente vai chegar para nós. Agora, se nós vamos fazer daquele sentimento a nossa tábua de salvação ou se nós vamos usá-lo para chegar até o lugar certo essa é uma escolha nossa. O sentimento chega para você como chega para mim e para qualquer pessoa. Como chegou para Paulo, como chegou para pastor Bud e como chega para Jan e Guto.

O sentimento vem como um pensamento, uma sugestão, e, muitas vezes, ela é abraçada por nós.

Já viu que tem pessoas por ai que elas tinham tudo para ser tristes? Para ser chateadas?

E você pergunta: rapaz, como é que você está?

E ele responde. Estou mais ou menos. Eu fui despedido do emprego já faz quatro anos e não consegui uma recolocação no mercado de trabalho.

E o outro diz: rapaz, o negócio está difícil.

E continua: e sua esposa? E ele responde: me deixou faz cinco anos, porque me traiu com um amigo.

É mesmo? E como você reagiu?

Ele diz: eu tive um pouco de dificuldade porque estava doente hospitalizado, estava com câncer…

Esse é um caso hipotético, mas você sabe que tem gente que sofre assim. Tem gente que parece que um caminhão passou por cima dela sem pena. E você pergunta: e ai? E ela responde: está tudo bem.

Quando por outro lado existem pessoas que (a nosso ver), elas não teriam motivos para viver tão tristes, não teriam motivos para ser tão amarguradas, mas que deixaram se entregar a sentimentos que as deixam em uma situação desfavorável.

A Bíblia fala até mesmo de sentimentos como amargura, por exemplo, que se inicia dentro de nós como uma pequena raiz, que cresce e fixa, se nós deixarmos. É possível que o sentimento chegue para nós como uma semente, uma sugestão. Ou uma sugestão da vida, do diabo, como uma sugestão fruto das situações que se apresentam no nosso cotidiano, como em uma situação de algo que acabamos de experimentar, o sentimento chega para nós como uma semente fruto de diversas fontes.

Eu não gosto só de culpar o diabo e tem uma frase de Tony Cooke que é: “Tudo de ruim que acontece na sua vida é por culpa sua com a ajuda do diabo ou culpa do diabo com a ajuda sua”. Então, muitas vezes, nós temos o papel de nos deixar colocar nas situações que nós mesmos sabemos que não devemos, mas não temos a força necessária para arrancar aquilo e para avançar naquela situação.

O sentimento não é algo necessariamente diabólico. Foi Deus quem fez, quem criou, foi Ele quem nos colocou essa capacidade, essas habilidades, Ele nos fez sentir, pensar, agora o controle da nossa vida permanece conosco. E nós devemos usar os exemplos que a Palavra nos ensina para deixar que os nossos sentimentos sejam aqueles que irão nos empurrar para uma situação de fé.

Nós não vivemos pelo que sentimos, vivemos pela fé. Eu sou da fé, não dos sentimentos. Nós temos os sentimentos e podemos desfrutar de todo beneficio que uma vida sentimental ajustada pode proporcionar. Quando falo de vida sentimental não é conjugal apenas, mas todos os sentimentos que percorrem a nossa cabeça, o nosso ser. Nós podemos usar isso para que possamos ficar firmes em uma posição de fé. Porque nós somos da fé.

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