Açúcar: doce e perigoso

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Olá, pessoal!

Graça e paz,

O texto de hoje vai nos ajudar a entender um pouquinho mais sobre o açúcar e o porquê evitá-lo.

Vamos aprender com a Nutricionista Rumana Veras, que escreveu exclusivamente para nós, do Verbo em Forma!

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Já faz parte da nossa cultura o consumo de doces como sobremesa, recompensar por boas atitudes com guloseimas, tomar um café com bolo com a família no fim da tarde e, para festinha de aniversário de criança, pensamos logo em brigadeiro! Acabamos de passar pela comemoração da Páscoa e esta festa cristã, que comemora a ressurreição de Jesus, é celebrada secularmente com o consumo de ovos de chocolate, ou seja, doce. Depois de anos nessas práticas, ficamos condicionados a associar o açúcar a boas lembranças. Isso porque a substância estimula a parte do sistema nervoso central que é responsável pela sensação de prazer. Ao ingerirmos doces, secretamos insulina e nosso organismo promove a entrada de triptofano no cérebro. O triptofano por sua vez, é a matéria-prima para a fabricação de serotonina, levando o corpo à sensação de calma, prazer e bem-estar.

“Quando nos referimos ao açúcar, estamos falando de um tipo de carboidrato, altamente refinado, que é a sacarose, muito utilizado pelo alto poder adoçante”.

É importante ressaltar que, quando nos referimos ao açúcar, estamos falando de um tipo de carboidrato, altamente refinado, que é a sacarose, muito utilizado pelo alto poder adoçante. Quando descoberto, na Índia, ficou conhecido como “ouro branco” devido ao seu alto custo. Tornou-se popular, no século XVII, com a chegada da cana de açúcar em outros continentes, quando sua produção foi barateada pela utilização de mão de obra escrava.

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Com o acesso facilitado pelo baixo preço, a substância começou a mostrar os problemas que poderia causar. Além de cáries dentárias, hipertensão, osteoporose, problemas de crescimento, distúrbios glandulares, doenças oculares, diarreias crônicas, infecções, asma, bronquite, enxaquecas, leucemias, cânceres e problemas de pele, a obesidade é um dos principais quadros clínicos estabelecidos pelo excesso e a responsável pelo surgimento do diabetes tipo 2. A doença torna o organismo resistente à insulina, ou seja, a insulina produzida é insuficiente ou ineficaz, os açúcares acabam retidos na corrente sanguínea, podendo acarretar uma série de complicações e até a morte, caso a enfermidade não seja devidamente tratada. Além disso, o sobrepeso pode resultar em danos à coluna, aterosclerose (obstrução dos vasos que fornecem sangue e oxigênio ao coração) e até lesões no fígado.

Você já deve ter ouvido falar que o corpo humano precisa de açúcar para desempenhar suas atividades rotineiras. Saiba que a substância em questão, utilizada para a produção de energia, não é a sacarose (açúcar branco), mas sim a glicose (carboidrato simples), que atua como combustível para o funcionamento de órgãos, tecidos e músculos. Isso não significa, contudo, que uma alimentação saudável deve ser baseada somente em glicose pura, tampouco em outros carboidratos simples, presente nas frutas, no leite e nos cereais. Uma alimentação equilibrada deve, além de carboidratos, conter proteínas e gorduras naturais.

A substância em questão, utilizada para a produção de energia, não é a sacarose (açúcar branco), mas sim a glicose (carboidrato simples), que atua como combustível para o funcionamento de órgãos, tecidos e músculos.

Estudos mais recentes têm demonstrado que o corpo é capaz de produzir energia também a partir de gorduras. Mas, por estarmos habituados a uma alimentação que tem como base os carboidratos (50 a 60%), para que nosso corpo utilize gordura como combustível, seria necessário passarmos por um período de adaptação da dieta através da redução no consumo de carboidratos. Tal adaptação é como uma reeducação alimentar e não deve ser feita sem a orientação de um nutricionista.

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Exagerar nos doces pode desencadear compulsões. Dependentes de açúcar sofrem com a abstinência assim como dependentes de drogas. A causa disso está na forma como o ingrediente é metabolizado: quando ingerimos alimentos ricos em carboidratos simples, acontece um pico no nível de glicose no corpo, que é seguido por uma baixa. Durante essa baixa, sentimos falta de disposição e passamos a desejar mais açúcar, criando um ciclo vicioso.

Devemos estar atentos ao consumo do açúcar inserido nos alimentos industrializados, como sucos artificiais, refrigerantes, biscoitos, doces, bolos, barrinhas de cereais, massas e outros. Além do poder adoçante, é um poderoso conservante, muito utilizado para aumentar a durabilidade dos produtos. Uma boa dica é sempre analisar os rótulos dos produtos. Os componentes aparecem na ordem em que são mais utilizados. Evite os que têm o ingrediente como um dos primeiros da lista. Observe também que podem aparecer como: glicose, frutose, sacarose, melaço, sacarose ou xarope de milho.

“Dependentes de açúcar sofrem com a abstinência assim como dependentes de drogas”.

No caso das crianças, é necessário que os pais fiquem atentos à alimentação dos seus filhos, especialmente quando ainda são bem pequenos e os hábitos estão sendo formados. O consumo de doces nos primeiros dois anos de vida não é necessário e não faz qualquer falta a criança, pois ela ainda está conhecendo o sabor natural dos alimentos. Em contrapartida, a ingestão de açúcares industrializados nessa fase, irá afetar negativamente o seu organismo por toda vida.

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Doces processados e refrigerantes são alimentos hipercalóricos e contêm conservantes que são ofensivos ao corpo humano. Eles possuem diversas substâncias usadas para dar cor, sabor e manter a conservação por muito tempo. Esses aditivos químicos, na maioria das vezes, são tóxicos para as células do corpo, causando agressões e propiciando o surgimento de câncer. Um outro alerta é que o consumo excessivo de doces por crianças pode causar hiperatividade, dificuldade de concentração, irritabilidade, diabetes, além de obesidade, que traz consigo uma série de outras doenças.

Prefira os carboidratos complexos, que são os cereais e massas integrais, aos refinados. Eles garantem mais saciedade, possuem baixo índice glicêmico e, portanto, evitam o excesso de açúcar no sangue.

Priorize a ingestão de doces em sua forma natural, como as frutas. Embora esteja comprovado que o excesso de frutose (o açúcar das frutas) pode ser mais prejudicial do que o de glicose, o risco não está associado ao consumo de frutas. As frutas são acompanhadas por minerais, vitaminas e fibras, que reduzem os efeitos do açúcar no organismo. O problema está no xarope de milho, uma combinação de glicose e frutose, 70% mais doce que a sacarose e com custo mais barato.

Caso opte por usar adoçantes para dietas de restrição calórica, prefira os naturais, como stévia e xylitol.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o limite de consumo de sacarose ideal para adultos é de 50 gramas/dia, o equivalente a dez colheres de chá. Estima-se que no país o consumo seja de 22 colheres, mais que o dobro recomendado.

“Tanto quanto a gordura trans, a gordura saturada e o sódio, o açúcar está na mira dos nutricionistas e médicos. Seu consumo deve ser controlado, mas não é necessário bani-lo da dieta. O exagero é que deve ser evitado”.

E você?

Pensando direitinho, vai diminuir o consumo do açúcar em sua casa? Não deixe de comentar sobre o texto, ou tirar suas dúvidas e deixar sugestões. 

Fiquem conectados, fiquem em forma! #VerboEmForma

No amor do Senhor,
Rachel Bichusky Garcia

 

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Nome: Rumana C.N. Veras

Igreja: Verbo da Vida São Mateus – ES

Profissão: Nutricionista

13 COMENTÁRIOS

  1. Olá! Poder ler esse texto e ter adquirido conhecimento foi muito bom. Tem sete meses que não tomo refrigerante justamente por ouvir falar muito mal dele e ler sobre o produto. Com o conhecimento adequado sobre alimentação, ficamos mais conscientes sobre o que comer ou não comer. Obrigada por esse texto, vai me ajudar a diminuir o consumo de açúcar, com certeza!

  2. Oi gente!!! Que bom que vcs gostaram!
    É gratificante saber que podemos contribuir para tornar a carreira ministerial mais favorável!
    Como filhos de Deus somos mais que capazes de exercer domínio próprio. Está em nossas mãos, podemos escolher, viver (e comer) com equilíbrio.

  3. muito bo a matéria pois essa questão alimentar sempre perseguiu o povo de Deus desde a saída do Egito no qual aquele povo sempre tinha na memoria as iguarias do Egito( hábitos e costumes alimentares etc…) nos quais deixaram saudades aos hebreus e quando começaram a receber uma nova DIETA CELESTIAL dada por Deus todos os dias regrada de pães naturais e codornizes o povo não se adaptou a reeducação alimentar e preferiram a comida antiga, é assim como o próprio Esaú que não tinha domínio próprio na questão alimentar e vendeu sua primogenitura em troca de um prato de comida.
    A Bíblia esta cheia de ensinamentos a respeito de uma boa alimentação e sobre sermos equilibrados nessa área, eu penso que o Mesmo Deus que da a boca me da os dentes, e somos nós que escolhemos o que comer e como fazemos a manutenção dessa poderosa ferramenta que Deus nos deu.

  4. Excelente matéria! Na primeira semana da minha diet low carb, a redução de açucar causou irritabilidade. Se provoca síndrome de abstinência é porque é droga! Agora adoço tudo com mel puro ou açucar mascavo.

    • No começo é difícil mesmo… Mas, se colocarmos nosso domínio próprio em ação, e com a ajuda do Espírito, conseguimos fazer a manutenção de nossa saúde!!! Parabéns pela troca!!!

    • Olá! O ideal, para se obter resultados melhores, é optar pelos adoçantes naturais como a stevia ou xylitol. São excelentes opções, com alto poder adoçante e poucas calorias, além disso não induzem ao pico de insulina! 😉

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