A sentença

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por Noberto Cunha

Pastor auxiliar da Igreja Sede em Campina Grande-PB

Neste mundo existem tribunais sem paredes e os juízes destes que se auto empossam em suas magistraturas. Tais juízes têm ouvidos negligentes e julgam a revelia, sem se importarem com as dores e sofrimentos que certamente causam.   

São homens e mulheres que escutam comentários levianos, ou mesmo, a partir de um ponto de vista pessoal, facilmente apressam seus pés para encarcerar a reputação alheia, sem ao menos olhar ao entorno o estrago que causará.

Mesmo sem ter em mãos as provas necessárias, eles sempre se eximem da responsabilidade e não deixam nem mesmo o fio da meada para que o “réu”, na descoberta surpresa do seu julgamento, possa tentar contrariar a arbitrariedade. Uma sentença imposta num ato covarde e desleal com a sua vida, onde o fraco atirador continua a apertar o gatilho de sua língua sem nenhuma misericórdia.

A cadeira ocupada por “juízes” dessa espécie normalmente fica assistida por um grupo pessoal de senso comum; uma corte louca, onde só há a promotoria de acusação e um júri popular tendencioso e envaidecido por mais um episódio que se destacará nas páginas e noticiários da faminta vizinhança ébria e desejosa de uma nova dose de injustiça.

Assentados sobre suas próprias consciências, o veredito não dormita e logo a sentença insistente de juízes assim é dada. A prova? Uma simples suposição sem a menor investigação dos fatos, visto que o prazer incontrolável é validar uma mentira, dando resposta a um ato de inveja, ciúme, competição ou qualquer outro maldoso sentimento.

Por sua vez, a vítima de hoje tem sua vida fragmentada, o assunto roda nos calçadões, e tais juízes se sentem como heróis de novos fatos, enquanto que ela, sem crime, é condenada a revelia pelo tribunal. Essa é uma massa escarnecedora que em pequenas reuniões patrocinadas pelas mentes pervertidas de hospedeiros do mal, cheios de ódios e sem o menor pudor levantam o falso testemunho e de forma descarada deixam marcas relevantes, que mesmo vindo a ser rebatidas com provas reais, suas cicatrizes permanecem abusando sua memória para sempre.

O homem de Nazaré foi levado às mãos de Pilatos que, sendo um tirano em suas ações, escolheu perguntar ao próprio acusado sobre seu suposto crime, e feito tal, ele mesmo não achou crime algum pesando contra Jesus. Lavou as mãos e tornou público seu feito, porém a sociedade obcecada pelo fato novo, a notícia fresca nas rodas de conversas, exigiu a sentença e ela veio em forma de morte.

Até quando vamos escolher os cochichos sombrios e profanos em nome da “irmandade”? Homens sem escrúpulos, que irrigam seus corações de maldade e pelejam com suas línguas contra pessoas inocentes e como anfíbios noturnos já espreitam o próximo bote.

Se você já sentenciou alguém sem ser um magistrado de natureza oficial, quero lhe dizer que ninguém o constituiu juiz sobre qualquer vida. Se você foi julgado por um desses tribunais, calma! Você pode recorrer ao SUPREMO e sua causa será respondida.

Uma boa vida de oração e com um coração sincero diante do nosso Juiz, Aquele que guarda nossas vidas em sua aliança, nos justifica diante de todos e faz com que o opróbrio seja retirado.

O Diabo, que não opera vida, apenas alimenta mentes vazias, mas ele será envergonhado quando recorrermos à supremacia celestial e o sono do justo permanecerá em paz.

2 COMENTÁRIOS

  1. Li. Reli. Perfeito! Palavras fortes, sentimentos profundos, verdadeiros… extremamente sensível. Admirável texto. Maturidade palpável obrigada Pr Noberto.

    • ótimo, que Deus possa usar essa mensagem para paralizar essa ação, que é terrena e maligna, pois Ele mesmo não julga por que conhece cada coração, parabéns pastor Noberto mensagem maravilhosa mesmo.

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