Ação Social – Na igreja, pela igreja e para a igreja

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mansuetoMansuêto Vieira

Pastor da Igreja Verbo da Vida em Fortaleza-CE

 “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos…”. (Gálatas 6.10)

Quero convidá-lo a considerar algo muito importante. Começando pelo fato de na tradução deste versículo da língua original para o português não haver ocorrido perda no sentido da palavra (todos), ou seja, ela tem exatamente o mesmo significado: todos! O apóstolo Paulo está dizendo exatamente o que queria e devia dizer, portanto, devemos fazer o bem, ajudando todos sem distinção de cor, raça, classe social, ou até mesmo crença, e não parou por aí! Ele disse: “Então, enquanto temos oportunidade, façamos bem a todos, mas principalmente aos da família da fé.”

Devemos reconhecer que apesar de sermos cheios do Espírito, e amarmos ao Senhor, não significa que alguns de nós não possam passar por momentos difíceis. Jesus disse em João 16.33: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. A palavra aflição neste versículo, no grego é: thlipsis, que tem o sentido de: ato de prensar, pressão, aflição, tribulação, angústia, dilemas. Um exemplo de cristão autêntico que passou por algumas aflições foi o apóstolo Paulo, mais que isso, ele disse que aprendeu a passar por pressões. Observe o que Paulo falou aos Filipenses: ”…De tudo e em todas as circunstâncias já tenho experimentado, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância como de escassez. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4.12,13)

Seria ridículo, ou esquisito, negar que há, entre os irmãos, aqueles que passam por dificuldades diversas, inclusive pressões financeiras, portanto, há necessidade real que haja uma mobilização para uma ação social nas igrejas locais.

O que não podemos é nos deixar enganar, pensando que é Deus quem promove as circunstâncias para ensinar alguma coisa a seus filhos. Deus não usa as armas de Satanás para nos abençoar ou ensinar algo, isso é impossível, pois a Bíblia diz em Tiago 1.17: “toda a boa dádiva e todo o dom perfeito é lá do alto, descendo do pai das luzes, em quem NÃO PODE EXISTIR variação ou sombra de mudança”.

Aflições, pressões, circunstâncias, fome e escassez não são boas dádivas, nem muito menos dom perfeito, não é mesmo? Quando Paulo diz: “…Tudo posso naquele que me fortalece”, não está dizendo que Deus foi quem o colocou em tais circunstâncias, ao contrário, em Deus, Paulo encontrou forças para passar pelas circunstâncias. Passar e não permanecer nelas! O Senhor nos dá graça, não apenas para suportarmos situações adversas, mas diante delas, nos capacita principalmente para superá-las, como mais que vencedores que somos.

“Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo…” (2 Coríntios 2.14)

Dois erros que precisamos evitar:

O primeiro erro a ser evitado: Nenhum de nós deve pensar que não precisa ajudar, contribuir, amparar ou auxiliar esses irmãos, atribuindo essa responsabilidade somente ao Senhor. A questão aqui é: como Deus supriria as necessidades senão usando alguém para tal?

O Senhor nos diz em Provérbios 3.27,28: “Não te furtes o fazer o bem a quem de direito estando NA TUA MÃO O PODER DE FAZÊ-LO. Não digas ao teu próximo: Vai, e volta amanhã, então to darei, se o tens agora contigo.” E ainda em Provérbios 14.21: “O que despreza ao seu vizinho PECA, mas o que se compadece dos pobres É FELIZ.”.

Um texto muito conhecido e explorado nos cultos no momento de ministrar dízimos e ofertas é o de 2 Coríntios 9:6-15. De fato, os capítulos oito e nove desta epístola tratam exclusivamente sobre as ofertas que estavam sendo recolhidas das igrejas na Macedônia para os pobres (irmãos) da Judeia. É importante observar que, semelhantemente, o texto de Gálatas 6:6-10 faz referência à lei de plantar e colher. Veja os versículos abaixo como são similares:

 “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará.”  Gálatas 6:7

 “E isto afirmo: aquele que semeia pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.”  (2 Coríntios 9:6)

Destaco abaixo os versos:

“Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos…” (2 Coríntios 9:12,13)

Segundo erro a ser evitado: Os que são assistidos não devem esperar unicamente da igreja, dos irmãos, para serem supridos, mas devem crer no Senhor para a mudança do quadro de suas vidas.

Consideremos os seguintes textos:

“Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma. Pois, de fato, estamos informados de que, entre vós, há pessoas que andam desordenadamente, não trabalhando; antes, se intrometem na vida alheia. A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão.” (2 Tessalonicenses 3:10-12)

“No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos que deveis amar-vos uns aos outros; e, na verdade, estais praticando isso mesmo para com todos os irmãos em toda a Macedônia. Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar.” (1 Tessalonicenses 4:9-12)

Deus valoriza o trabalho do homem! De fato, podemos reconhecer que o trabalho dignifica o homem, portanto, é uma ordenança que comamos o pão do resultado do trabalho de nossas próprias mãos, de maneira que tenhamos o suficiente, não só para comermos, como para compartilharmos com os necessitados. Dessa forma, descansaremos na certeza de que plantamos e por isso colheremos, assim seremos supridos e de nada iremos precisar.

Diante do que foi exposto até aqui, podemos concluir e afirmar que a assistência social é uma responsabilidade também das instituições evangélicas. E quais são essas instituições, senão cada indivíduo que as compõe?! Esses indivíduos somos todos nós!

Por isso, convocamos a ajuda de cada pessoa que faz parte de nossa igreja para que tragam regularmente alimentos não perecíveis e materiais de higiene e limpeza, para montarmos cestas básicas, afim de suprir as necessidades dos irmãos. Porque melhor coisa é dar do que receber.

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber.” (Atos 20:35)

Você pode ajudar a muitos!

2 COMENTÁRIOS

  1. Que estudo rico, estarei nesta noite ministrando no culto de assistência social na nossa Igreja, e pude ser muito abençoado neste estudo, Deus continue abençoando sua vida, Familia e ministério Reverendo!
    PAz do Eterno Deus.

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