Casais decidem juntos

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por  Thadeu e Rita Borba
(Pastores auxiliares e líderes do departamento de Família da Igreja Verbo da Vida Sede em Campina Grande-PB )

Há uma ordem de governo e autoridade estabelecida por Deus no lar. O marido é chamado o cabeça, e entendemos que, como tal, tem direito à palavra final.

“Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo”. (l Coríntios 11.3)

Porém, isto não quer dizer que o homem esteja sempre certo ou que não deve ouvir sua mulher. Encontramos no Velho Testamento uma ocasião em que o próprio Senhor diz a Abraão, seu servo: “Ouve Sara, tua mulher, em tudo o que ela te disser.” (Gênesis 21.12)

No Novo Testamento vemos Pôncio Pilatos desprezando o conselho de sua mulher e se dando mal com isto (Mt 27.19).

Precisamos considerar que: Ser líder não significa ser autoritário! Quando o apóstolo Pedro escreveu aos presbíteros (que compunham o governo da igreja local), disse em sua epístola que eles não deveriam ser “dominadores do povo” (I Pe 5.3). Isto nos mostra que autoridade e autoritarismo são coisas distintas.

Ouvimos muitos maridos dizerem que suas esposas TÊM que obedecê-lo! Mas, ao dizer que as esposas devem ser submissas, Deus não estava instituindo o autoritarismo no lar. Vale ainda lembrar que Jesus declarou que:

“…Àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.” (Lucas 12.48b)

Os homens precisam se lembrar de que em matéria de responsabilidade do lar, terão que responder a Deus em uma medida maior que as mulheres. Mas não é preciso que o homem carregue o peso desta responsabilidade sozinho. É importante que o casal compartilhe tarefas, se ajude mutuamente nas funções conjugais, dialogue e tome decisões juntos.

Posso testemunhar da minha vida. Quando casamos, Rita veio de uma família que a mãe era muito autoritária e seu pai era manso, não tolerava contendas e como não conhecia os princípios bíblicos, deixava sempre a mulher comandar a maioria das ações. Logo, tivemos alguns atritos e até discussões; devido também a nossa ignorância aos padrões divinos.

Mas, depois do novo nascimento, começamos a conhecer a estrutura familiar bíblica e começamos a colocar em prática. Lembro-me ainda, de decisões que tomei sozinho que foram prejudiciais para minha vida, financeira e conjugal. Atualmente, com maior maturidade em Deus, aprendi que, apesar de cabeça do lar, precisamos ouvir conselhos e opiniões da esposa. Agora, sempre conversamos, discutimos e analisamos sobre nossas decisões. Às vezes, já estamos de acordo no início da conversa, e, às vezes, precisamos de muita conversa para amadurecer bem o que estamos discutindo. Mas sabemos a bênção de caminhar em acordo e cultivamos isto entre nós.

Entendo, que se a mulher é chamada de “auxiliadora”, e Deus diz que ela é idônea, que quer dizer “apta”, não com uma habilidade natural, mas, divina, é porque o homem precisa da sua ajuda. E a ajuda da mulher não está limitada somente à atividades domésticas. A Bíblia destaca que deve haver uma relação de companheirismo.

Preste atenção! Quando Deus olhou para o homem no jardim do Éden, a primeira necessidade que Ele viu para suprir foi de uma companheira. Creio que como auxiliadora, a esposa precisa ajudar o marido em todas as áreas, inclusive a tomar decisões!

Este é um processo que exige ajuste. É possível observarmos como isto influi resultados na hora de discutir alguma decisão, ou mesmo a forma de ser e se comportar cada cônjuge. Sabemos que é na unidade que o Senhor opera a benção! Na multidão de conselhos há sabedoria; é muito importante o casal ouvir um ao outro.

Então, devemos atentar para os ensinamentos bíblicos sobre isto:

(Provérbios 18.22) – “O que acha uma esposa acha o bem e alcançou a benevolência do Senhor.” Essa palavra “benevolência”, significa a bondade de Deus e a disposição favorável dEle para conosco.

(Provérbios 19.14) – “A casa e os bens vêm como herança dos pais; mas do Senhor, a esposa prudente.” Essa palavra “prudente”, quer dizer, dotada de prudência, que é uma virtude que faz prever e evitar as faltas e os perigos. Deus é muito bom!

 

 

 

 

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