Como se não fosse

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por Diego Eloi

Professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema 

Certamente a maioria das coisas que Deus nos pede para fazer Jesus já o fez em alguma medida. Existem muitas coisas que a Bíblia registra que é importante deixarmos depois de virmos para Cristo, mas precisamos entender que não vivemos um cristianismo de regras. É natural deixarmos para trás aquilo que não faz mais sentido termos em nossa vida para viver algo melhor! Às vezes parece que as pessoas do mundo têm uma impressão errada do Evangelho. O Evangelho não é o homem desejando se prender a regras, mas é o homem sendo liberto do pecado e escolhendo não desagradar a Deus:

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou! Portanto, permanecei firmes e não vos sujeiteis outra vez a um jugo de escravidão. (Gálatas 5.1 – King James)

Ele nos libertou para que não precisássemos mais ser escravos do pecado, agora podemos escolher! Muitas pessoas são tão presas ao pecado que não conseguem entender e nem conceber a nossa liberdade, por isso algumas delas inventam muitas regras. De fato, existem passagens explícitas sobre o que devemos deixar, um exemplo encontramos no capítulo 4 de Efésios, o qual é bem claro quando fala para que não vivamos mais como vivíamos outrora na “inutilidade dos nossos próprios pensamentos”, mas que sejamos “renovados no nosso modo de raciocinar” e ainda:

“Portanto, cada um de vós deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo Corpo. “Estremecei de ira, mas não pequeis”, acalmai a vossa raiva antes que o sol se ponha, e não deis lugar ao Diabo. Aquele que roubava, não roube mais; pelo contrário, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com quem está atravessando um período de necessidade”. (Efésios 4.25 – King James)

Nesse contexto, é bem claro que uma atitude que devemos ter é analisar em que área da vida atávamos de forma a errar o alvo (como “roubar” no texto acima) e mudemos(“não roube mais”), nos conformemos à atitude correta, ao que a Palavra diz que é o correto. Nossa mente precisa ser constantemente renovada com a Palavra, para que pensemos e tenhamos atitudes corretas correspondentes diante de Deus.

“E não vos amoldeis ao sistema deste mundo, mas sede transformados pela renovação das vossas mentes, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. (Romanos 12.2 – King James)

Devemos nos amoldar ao que a Palavra fala! Somos o que Ela diz que somos, não o que sentimos ou o que pensamos! Jesus teve muitas atitudes nas quais devemos nos espelhar, mas quero chamar a atenção a uma passagem bem conhecida, que vem de encontro com um sentimento forte exibicionista que tem crescido na sociedade:

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6. o qual, tendo plenamente a natureza de Deus, não reivindicou o ser igual a Deus, 7. mas, pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo plenamente a forma de servo e tornando-se semelhante aos seres humanos. 8. Assim, na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, entregando-se à obediência até a morte, e morte de cruz. 9. Por isso, Deus também o exaltou sobremaneira à mais elevada posição e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome (Filipenses 2.5 – King James)

Infelizmente conheço muitas pessoas (parte delas se dizem cristãs) que parecem ser, mas não são. Outras gostam de parecer ter, mas não têm. Isso tem se tornado cada vez mais comum. Pessoas que querem parecer perfeitas, ter relacionamentos perfeitos com vidas de contos de fada. Não estou aqui criticando aqueles que declaram o que querem ser ou ter pela fé, mas existe uma diferença entre fé e presunção! Jesus fez exatamente o contrário, Ele se esvaziou da Sua glória! Em outras palavras, Jesus não CONSIDEROU a sua posição como importante (se comparado a nos resgatar), antes veio para a terra em forma humana (um tipo de humilhação para Ele). Isso é tão forte! Ele prova o Seu amor por nós por ter vindo por sua própria vontade…sendo Deus, mas vindo como homem. Paulo também declara:

“Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo” (Filipenses 3.8 – NVI)

Nos versículos anteriores, vemos que Paulo está falando sobre suas faculdades mentais, sobre algumas conquistas naturais e títulos que ele obteve. Não está, no entanto, dizendo que isso não é nada. Está dizendo que ele CONSIDERA tudo como perda, se comparado a algo maior!

Suas conquistas e títulos valem algo e precisam ser celebrados, porém, quando comparamos com conhecer a Cristo, não pode ser melhor! Como disse no início, podemos tomar esse exemplo de Paulo, pois o próprio Jesus já o fez antes! O Rei andava na Terra com as pessoas esquecidas e isoladas da sociedade. Ele viveu aqui como se não fosse. Paulo muitas vezes foi apedrejado e humilhado sem necessidade, pois tinha posição social, mas decidiu viver como se não tivesse! Ao invés de viver uma vida de aparência, vamos viver da essência de evangelho. No episódio da ceia foi Jesus quem lavou os pés dos discípulos e os serviu. Em outro momento, disse algo importante para refletirmos, fazendo inclusive uma comparação do que deveriam ser os nossos valores com os valores do mundo:

“Então Jesus os chamou e explicou: “Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que são as pessoas importantes que exercem poder sobre as nações. 26. Não será assim entre vós. Ao contrário, quem desejar ser importante entre vós será esse o que deva servir aos demais. 27. E quem quiser ser o primeiro entre vós que se torne vosso escravo. 28. Assim como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como único resgate por muitos” (Mateus 20.25)

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