Ele nos chama para andar sobre as águas

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por Aliny Gaudard
(Aluna da Escola de Missões Rhema)

Uma das linhas da psicologia aponta que nossas decisões são baseadas em três princípios: regras sociais, culturais e senso de justiça. O senso de justiça é definido como um sentimento ligado à nossa alma que é formada pela nossa mente, vontades e emoções. E nesse contexto nos julgamos capazes de promover e, porque não, avaliar o que é justo.

Nós podemos agir com o nosso senso de justiça ou como seguidores de Cristo podemos escolher literalmente seguir Jesus no seu proceder. No livro de Mateus, no capítulo 14 e versículo 26, os discípulos estavam assustados ao acharem que Jesus ao andar sobre as águas era um fantasma, mas diante da reação deles de medo, Jesus imediatamente do grego eutheos que significa logo, em seguida, diz: “Tende bom ânimo sou Eu, não temais”. Jesus não os deixou com medo para aprenderem, Ele IMEDIATAMENTE os acalmou.

Quando Pedro vai ter com Ele sobre as águas, ele tira o foco do sobrenatural, racionaliza, avalia as condições naturais. Como pescador, Pedro conhecia o mar. Quando reparou na força do vento, naturalmente, ele associou as informações e as experiências que tinha a respeito daquela circunstância, ele teve medo e começou a afundar.

Essa palavra reparou do verso 29 é original do grego plepo e significa: “ver, discernir através do olho como órgão da visão, voltar o olhar para algo, considerar, perceber pelos sentidos”.

Pedro considerou a força do vento e, ao fazer isso, foi como se ele estivesse avaliando o que era mais verdadeiro; se era a palavra, a direção de Deus para fazer algo ou o que ele estava vendo (com os sentidos) e já conhecia.

Quando Pedro começa a afundar, Jesus não diz: “Você duvidou do que eu disse, agora se vira sozinho para aprender”. Isso pode soar até como justo para muitos, mas, no verso 31 diz que Jesus IMEDIATAMENTE (grego eutheos) estendeu a mão e o segurou.

Quantas vezes nos vemos nessa situação, falamos algo para alguém e ao considerar outras coisas, essa pessoa toma a decisão errada. E ao invés de assim como Jesus estendermos IMEDIATAMENTE a mão a nossa primeira reação é dizer “eu avisei! ”.

Jesus ajudou primeiro, socorreu literalmente, impediu que Pedro afundasse e somente depois o repreendeu dizendo: “Homem de pequena fé, por que duvidaste?” (v.31).

Será que estamos fazendo isso na ordem certa? Será que estamos IMEDIATAMENTE socorrendo para depois ensinar, corrigir e encorajar? Ou estamos mais preocupados em repreender e mostrar que estamos certos?

O medo nos conduz a avaliar as coisas baseados em elementos que estão ligados à nossa alma, aos nossos sentimentos e isso nos afasta dos princípios da Palavra e da fé. A origem do medo é a consciência de perigo. Isso pode salvar sua vida como um estímulo de sobrevivência para fugir do perigo ou te fazer prisioneiro se por medo você ficar paralisado e consequentemente fora do propósito de Deus. Há um lugar mais profundo em Deus onde podemos romper com essas prisões e assim como Pedro andar sobre as águas.

A bíblia não diz que eles voltaram nadando para o barco, eu creio que Pedro se permitiu confiar e mesmo tropeçando na primeira tentativa, depois deu certo e ele caminhou sobre as águas com Jesus. E foi a sua ousadia, intrepidez e confiança em Deus que tornou isso possível. Ele escolheu abrir mão das suas crenças, valores e experiências naturais para romper e experimentar do sobrenatural de Deus. Que as pessoas conheçam Jesus pelo nosso proceder e que a nossa geração seja cada dia mais intrépida, ousada e intensa Nele para romper com o natural e viver o que ecoa, permanece e frutifica pela eternidade.

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