Esforço na oração

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por Simon Potter
*Supervisor do Ministério Verbo da Vida

“Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor” (Romanos 15.30).

Existe um esforço na oração. No livro de Romanos 15.30, podemos ouvir o apóstolo Paulo falando de forma pessoal da sua própria vida. Ele fala sobre uma luta, pois existe essa luta em nossas orações. No verso 31, ele fala sobre os motivos.

Paulo usa a palavra “luta”, que no grego significa “agonia”. Paulo está usando uma palavra do esporte dos gregos. Ele está convocando a Igreja de Roma para lutar junto com ele em orações. Não se trata de uma luta contra Deus. Temos um inimigo e precisamos tomar uma posição diante dele de forma firme e forte, permanecendo em nossas orações. Paulo diz que precisa de ajuda, mas não qualquer ajuda. No contexto, Paulo mostra a necessidade do uso do esforço. 

No livro de Lucas, no capítulo 22, podemos ver Jesus nessa mesma luta. No verso 44, podemos observar Ele orando intensamente num momento de agonia. Jesus está fazendo uma oração de consagração. Ele está orando a vontade do Pai, sabendo que vai para a cruz se sacrificar em nosso lugar. Que coração o do Senhor!

Vamos pensar sobre esses momentos de agonia… Existe agonia em nossas orações? Sim! Normalmente, quando estamos enfrentando momentos de necessidade, podemos orar a oração da fé, que é mais simples, pois estamos lidando com coisas da Palavra, somente devolvendo a Palavra ao Senhor sobre nossas necessidades. Mas num momento de consagração, às vezes, a nossa carne quer retroceder no esforço.

Jesus, em Lucas 22, estava em agonia e precisava de um esforço maior para alinhar a vontade d’Ele à vontade do Pai. Nesse contexto, essa palavra “agonia” também está relacionada à luta e à intensidade. Significa algo que está sendo esticado mais intensamente.

A intensidade na oração não está relacionada somente a gritar e a chorar, mas é algo que vem do nosso espírito, não somente da nossa alma ou das nossas emoções. É uma força que vem do nosso interior, além da nossa própria força; normalmente, para entrar na brecha em prol de outras pessoas.

Quando oramos por pessoas internadas nos hospitais, precisamos ajudá-las em orações, precisamos lutar com elas, dizendo para a morte: “Você não pode avançar”. Esse tipo de oração, não vamos fazer de forma desanimada ou sonolenta. É necessário ter intensidade, como Jesus no jardim, tirando do nosso melhor, nossa melhor oração do espírito e no espírito.

Em Colossenses 4.12, Paulo fala que Epafras se esforça continuamente. Há um esforço para continuar. Eu li algo em um jornal on-line e o Senhor tocou meu coração, pois nós somos tocados pelas dores de outra pessoa. Aqui em Campina Grande (PB), temos pouca evidência desse vírus, mas em Fortaleza e Ceará, por exemplo, existem outras realidades e nós, como Igreja, devemos entrar na brecha. Como Epafras, temos que nos esforçar sobremaneira e continuamente. É assim que podemos influenciar e diminuir a influência dessa praga. Podemos achatar a curva de crescimento desse vírus. 

Essa luta, não vamos lutar com a nossa carne. Não temos força o suficiente para entrar na brecha e enfrentar o inimigo, mas graças a Deus que a Palavra nos garante que há eficácia de Deus através do Espírito Santo, que opera de forma eficiente em nós (Colossenses 1.29). A eficácia de Deus nos fortalece. Muitas vezes, podemos não saber como orar, mas o Espírito Santo nos ajuda, ele pega junto conosco para mudar quadros na saúde, na família, na economia. Podemos viver grandes vitórias, mas precisamos de um esforço maior, ficando disponíveis ao Espírito Santo para orar pelo que for necessário. 

Vamos investir esforço na oração, através do Espírito Santo, segundo a Sua eficácia que opera em nós: podemos e precisamos orar!

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