Eu creio!

Postado em
0

por Francisco Santos Junior (Maceió-AL)
*Graduado do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

Sabemos que quando cremos em algo pela fé, nós dizemos a expressão: “eu creio”. Mas por que nós cremos? Nesse texto vai ser discorrido as nuances do nosso crer, de entender os princípios necessários para ativá-lo, para que com o entendimento do que cremos, cada vez mais nossa convicção de fé em Deus seja reacendida e firmada nas crenças nas promessas d’Ele.

Para iniciar nosso assunto, dentre as nuances referidas, quero citar a primeira: a virtude de crer é não temer, no crer nós temos estabilidade sobre circunstâncias adversas, mesmo que tenhamos relatórios visíveis e nítidos sobre fatos ruins não é o fim, porque cremos em Deus. Não é o fim, ainda que um acontecimento ruim possa gritar como uma palavra final:

“Enquanto Jesus ainda estava falando, chegaram algumas pessoas vindas da casa de Jairo, o dirigente da sinagoga, a quem informaram: “Tua filha já está morta! Não adianta mais incomodar o Mestre”. Mas Jesus não deu atenção àquelas notícias, e voltando-se para o dirigente da sinagoga o encorajou: “Não temas, tão somente continue crendo!” (Marcos 5.35-36).

Outra virtude que há é acreditar é que tudo é possível e, quando é falado, tudo é possível mesmo, não há barreiras, se nós cremos de verdade teremos o que pode até ser impossível naturalmente falando:

“Muitas vezes esse demônio o tem jogado no fogo e na água, para matá-lo. Todavia, se Tu podes fazer algo, tem compaixão de nós e, de alguma maneira, ajuda-nos!”. “Se podes?”, contestou-lhe Jesus: “Tudo é possível para aquele que crê!(Marcos 9.22-23).

Quando não duvidamos temos a chave para a fé se manifestar, ao cremos temos a posse do que estamos querendo em nossas orações de forma imediata, mas também no crer temos a base firme para uma fé estável, e assim não temos nossa convicção roubada pela base instável e traiçoeira da dúvida:

“E, com toda a certeza eu vos asseguro, que se qualquer pessoa ordenar a este monte: ‘Levanta-te e lança-te no mar, e não houver dúvida em seu coração, mas crer que se realizará o que pede, assim lhe será feito’. Portanto, vos afirmo: Tudo quanto em oração pedirdes, tenhais fé que já o recebestes, e assim vos sucederá” (Marcos 11.23-24 ).

Ao crermos, veremos a glória de Deus, porque quando nos mantemos na posição de fé que Deus vai fazer, teremos a manifestação da intervenção divina. Seja no processo de nossa crença de fé ou no ponto culminante no qual a intervenção divina e a constância de nosso posicionamento de fé se encontrarão. Para isso, a fé está operando em nós, para vermos a glória de Deus na sua ação direta e indireta nas nossas vidas.

“Mas alguns deles questionaram: “Não poderia este homem, que abriu os olhos do cego, ter evitado que seu amigo morresse?” Então, novamente Jesus se indigna em seu espírito, e comovido dirige-se ao sepulcro. Era uma gruta na rocha com uma pedra fechando a entrada. Determinou Jesus: “Tirai a pedra!” Preveniu-lhe Marta, irmã do falecido: “Senhor, ele já cheira mal, pois já se passaram quatro dias.” Encorajou-a Jesus: “Eu não te falei que, se creres, verás a glória de Deus?” Então, tiraram a pedra da entrada do lugar onde o homem morto estava deitado. E Jesus, levantando seus olhos aos céus, agradeceu: “Pai, dou-te graças porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas disse isso por causa da multidão que está ao meu redor, para que creiam que Tu me enviaste.” E, tendo dito essas palavras, clamou em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” Então, o homem que havia morrido, saiu da gruta, tendo os pés e as mãos atados com faixas de linho e o rosto envolto com um pano. E Jesus orientou-os: “Retirai as faixas dele e deixai-o seguir” (João 11.37-44).

Para finalizarmos, no crer temos a certeza do cumprimento de promessas, sabemos em Deus que o Senhor Jesus fala, Ele cumpre, mas para isso temos que crer antes de ver, e não ver para crer, porque o crer sem ver não nos tira do vislumbre das coisas que vão acontecer, ao contrário, nos coloca melhor para crermos e nos envolver com a visão certa, a visão da fé que está envolvida com nossa confissão, nossa imaginação (que é necessária e tem colabora com a fé, além da nossa expectativa, assim, o que nós cremos se manifesta.

“Após oito dias, os discípulos estavam reunidos ali outra vez, e Tomé estava com eles. As portas estavam trancadas; quando Jesus apareceu, pôs-se no meio deles e disse: “A paz seja convosco!” Então dirigiu-se a Tomé, dizendo: “Coloca o teu dedo aqui; vê as minhas mãos. Estende tua mão e coloca-a no meu lado. Agora não sejas um incrédulo, mas crente.” E Tomé confessou a Jesus: “Meu Senhor e meu Deus!” Ao que Jesus lhe afirmou: “Tomé, porque me viste, acreditaste? Bem-aventurados os que não viram e creram!” (João 20.26-29).

Mantenhamos firme a nossa crença, não desfaleçamos a virtude de que a fé está no crer, que manifesta a fé. Estejamos firmes e perseverantes no que acreditamos, porque crer é poder.

“E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo” (Romanos 15.13).

 

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA