Faze-te ao largo

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por Luana Moura
(Graduada do Centro de Treinamento Bíblico Rhema)

Se começássemos o nosso dia com essa pergunta “Quanto vale uma alma?” Como seria sua resposta? A resposta de Jesus foi: Vale mais que o mundo todo.

 “Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Que daria um homem em troca de sua alma?”. (Marcos 8.35-37).

Realizar uma pesca maravilhosa alcançando uma multidão de almas deve ser o objetivo de todo cristão. No capítulo 5, do livro de Lucas, Jesus mais uma vez nos ensina uma grande lição quando realiza um dos seus milagres para um grupo de pescadores experimentados em seu ofício. Um deles era Pedro que, a partir daquele dia, deixaria de ser um simples pescador de peixes e, passaria a ser um poderoso pescador de almas:

E aconteceu que, apertando-o a multidão, para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançarei as redes. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram, e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. Vendo isto Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, que sou um homem pecador. Pois que o espanto se apoderara dele, e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca de peixe que haviam feito. E, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante serás pescador de homens. E, levando os barcos para terra, deixaram tudo, e o seguiram”. (Lucas 5.1-11)

Se olharmos pela ótica humana, seria impossível alguém pegar tantos peixes ao lançar uma rede naquela circunstância visivelmente desfavorável. No versículo 4, Jesus dá uma poderosa instrução àqueles pescadores, Ele indica o local onde estaria o milagre dizendo: “Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar”.

Afinal, quem era esse homem que tentaria ensinar aqueles pescadores o seu próprio ofício? Pedro sabia que o melhor era pescar à noite e não pela manhã, o sol e o calor impedem que os peixes subam à superfície, os levando cada vez mais para o fundo. Além disso, eles tinham trabalhado à noite inteira sem sucesso algum, mas Pedro conhecia a Jesus, ele já o tinha visto realizando outros milagres como a cura da sua sogra  (Lc 4.38-41). Por conhecer o poder de Jesus, Pedro não resiste e segue a ordem do Mestre. Depois de haver deixado de lado sua própria experiência de pesca e não confiado na força do seu braço, aquele pescador experimentou, talvez, a maior pesca da sua vida.

O que Jesus queria ensiná-los? Dentre outras coisas, Ele queria mostrar que da mesma forma que, seguindo Suas instruções eles haviam pescado uma enorme quantidade de peixes, ao obedecê-lo, aqueles pescadores também conseguiriam “fisgar”  inúmeras almas!

Aqueles homens deveriam estar desanimados. Pedro antes de obedecer à ordem do mestre declara: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, sobre a tua palavra, lançaremos as redes.” Imagine passar uma madrugada no mar e nada pescar? O cansaço e o desânimo deveriam estar presentes na vida deles, mas Pedro entendeu que lançar a rede era uma ordem a ser cumprida.

Assim somos nós, as almas estão sedentas e carentes da Palavra e do amor de Deus em suas vidas. Uma geração de jovens está crescendo e se desenvolvendo sem Cristo e o que nós pescadores de almas temos feito?   

“Faze-te ao largo” é sairmos da nossa zona de conforto, do lugar comum, provável e natural, para lançarmos nossa rede no sobrenatural! É ir em busca daqueles que necessitam do perdão de Deus. Você pode estar afirmando no seu interior: “mas, eu não tenho um chamado para isso!”. Ao contrário do que pensamos todos nós, como cristãos, temos o chamado da reconciliação, que é reconectar o perdido a Cristo. É trazer de volta o pecador para o caminho da salvação.

Voltemos à pergunta inicial do texto: Quanto vale uma alma? Jesus nos propõe uma parábola em um momento em que era julgado por fariseus e escribas, porque o Mestre recebia pecadores e comia com eles:

“E Chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.E os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.E ele lhes propôs esta parábola, dizendo:Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e vai após a perdida até que venha a achá-la?E achando-a, a põe sobre os seus ombros, jubiloso;E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (Lucas 15:1-7)

Nessa parábola, Ele faz uma ilustração acerca de um pastor que deixa seu rebanho de noventa e nove ovelhas a fim de encontrar apenas uma que se perdeu. Seria mais importante uma, do que as noventa e nove? Claro que não! Um bom pastor sempre deixa as suas ovelhas em segurança no momento em que vai em busca daquela que se encontra em perigo e desprotegida. Assim é o Senhor conosco. Ele está nos cercando com o Seu amor, mas ao mesmo tempo está em busca dos perdidos para trazê-los para o caminho de volta. O Senhor conta conosco para esse encontro, somos o canal que Ele usa para esse precioso resgate.

“Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.
Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. Mas nem todos têm obedecido ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”.
(
Romanos 10.13-17)

Devemos ouvir a direção de Jesus e lançar nossas redes para que a pesca milagrosa de almas aconteça e, para isso, precisamos ir mais profundo onde as almas estão. É um trabalho de equipe! Veja a instrução de Jesus: “Lançai as vossas redes para pescar”, todos deveriam trabalhar! Precisamos nos unir em um só propósito para o resgate de almas. Quando entendermos o nosso papel principal como crentes, que é buscar os perdidos de volta, é que poderemos intitular a nossa pesca de “milagrosa”.

Que tenhamos nossos barcos cheios de “peixes” (almas), a quase o ponto de irem a pique! Lancemos nossas redes!

1 COMENTÁRIO

  1. Luana, é isso aí, mais uma vez, você traz um tema para grande reflexão. Participamos, juntamente com o grupo do Rhema, ” o dia do evangelismo”, e vimos ali as pessoas sedentas do Senhor. Depois eu fiquei a pensar, Deus me usou tremendamente para atrair pessoas, falava do Senhor, citava algum versículo Bíblico e até orava com alguns e levava a vocês para evangeliza-los, eu diretamente não ganhei nenhuma alma, aí entendi a composição do corpo, um planta, outro rega, outro colhe, é o que você destaca no texto, ou seja, todos nós podemos e devemos fazer algo.
    Parabéns mais uma vez, Deus te abençoe e continue te usando tremendamente para outras reflexões. Um grande abraço.

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