Frutos ou dons?

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por Sandra Santos
(professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema)

Nos dias atuais existe uma tendência à super valorização do que é aparente. Para muitos o conteúdo não  importa se aparência agrada.

Trazendo essa reflexão para a realidade cristã, nem sempre o que aparenta ser espiritual de fato é espiritual. A pseudo espiritualidade, por vezes tem tentado mostrar suas garras. Em toda a história da igreja, o bronze sempre buscou tomar o lugar do ouro…

Em outros termos, estou falando sobre aquilo que se apresenta como sendo de Deus, quando na verdade Deus não tem qualquer participação no contexto; embora Ele seja apontado como Autor. Observe a seguinte passagem das Escrituras:

“Ou fazei a árvore boa e seu fruto bom ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.”  (Mateus 12:33) 

Nesta referência bíblica, Jesus denuncia a atitude hipócrita dos fariseus quando trata sobre aparência trazendo o exemplo de uma árvore. Você também deve lembrar da passagem de Marcos 11.13; onde a figueira aparentava ter frutos, mas Jesus não os encontrou quando se aproximou da árvore.

Pense um pouco sobre isso; a manifestação da força da árvore está nos frutos. Eu não posso dizer que uma árvore é boa apenas pelo fato dela proporcionar sombra ou pelas suas folhagens. Não!

Eu conheço a árvore pelo fruto. Somente através do fruto eu posso identificar se a árvore é boa ou má. Nesta perspectiva, observe a passagem abaixo:

Acautelai-vos dos falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são roubadores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos milagres?” (Mateus 7.15-16, 21-23)

Nesta passagem  o Senhor traz mais uma vez  o contexto de uma árvore. Agora, falando de forma  específica sobre os falsos profetas; porém o contexto abrange os ministros do evangelho em geral e não apenas a classe dos profetas.

Ao deparar-se com pessoas que dizenm ser ministros do Evangelho e que começam a errar quebrando os princípios da Palavra de Deus, muitos que admiram tais pregadores, ficam confusos porque olham para o dom em operação na vida deles. E afirmam: “Mas Ele(ela)  expulsa demônio… Ele(ela) prega a Palavra…”

Precisamos compreender a seguinte verdade: OPERAR NOS DONS NÃO SIGNIFICA SER  APROVADO POR DEUS!

A passagem citada anteriormente, nos mostra esse fato. No início encontramos a palavra ACAUTELAI-VOS, ou seja guardai-vos. No grego essa palavra expressa o seguinte pensamento: voltar a mente ou a atenção a uma coisa estando em GUARDA (Dicionário Vine)

Essa deve ser a posição que devemos estar com pessoas que embora apresente o dom, não tenham em sua vida os frutos (caráter, integridade, obediência aos princípios da Palavra).

No Antigo Testamento no livro de Número temos o exemplo de Balaão; ele tinha o dom, profetizava, mas não tinha o fruto. A sua vida tornou-se um exemplo do erro. Outro exemplo bíblico foi nos tempos de Jesus. Judas operava nos dons, ele foi enviado para curar e expelir demônios. Mas Judas traiu Jesus! Ele tinha o dom, mas não tinha o fruto. 

Repito: Operar nos dons não significa ser aprovado por Deus!

A vida respalda o ministério! Kenneth Hagin em um dos seus livros disse que antes de fazer associações, buscava observar a vida do ministro. Entre o fruto e o dom escolha sempre observar os frutos porque pelos frutos se conhece a árvore!

 

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