Igreja Líquida?

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por Lenise Freitas

*Trecho do Livro: Perspectivas de Gênero, Graça e Verdade – Série Conversas Sobre Sexualidade (Editora Reinar)

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman chama a sociedade atual de Sociedade Líquida – onde conceitos sólidos dão lugar a ideias que mudam com rapidez de forma imprevisível, e não são feitos para durar – podem evaporar de acordo com estímulos.

Mas se os tempos são “líquidos”, temos uma Palavra sólida, que está acima do tempo: Passarão os céus e a terra, mas as minhas Palavras não passarão” (Mateus 13.31).

Pierre Rodrigues escreveu que “vivemos um problema porque o nome de Deus, Jesus e Igreja são Royalty Free”. Qualquer pessoa pode usar, criar uma doutrina ou fundar uma “nova igreja” sem nenhuma responsabilidade com o legado que isso representa.

Não, nós não estamos querendo monetizar o uso da palavra “igreja”, nem nos achamos os donos de Deus. Mas assim como não posso expressar um pensamento e simplesmente definir que é de Simone de Beauvoir, ou que ela concordaria, não podemos aceitar que pensamentos incoerentes com os ensinamentos bíblicos, contrários a tudo que Jesus viveu e ensinou, sejam atribuídos a Ele.

O Cristianismo representa um conjunto de valores e princípios deixados pelo próprio Cristo, registrados nas Escrituras e que não podem ser simplesmente desconectados. Cristianismo não é só salvação do inferno após a morte física, mas redenção dos nossos infernos particulares aqui na terra. De todo conflito com o próprio corpo, com nossos sentimentos, com os dilemas que não conseguimos administrar e passam a administrar nossa vida. O homem é escravo daquilo que o domina (2 Pedro 2.19).

A salvação dos nossos sentimentos aqui na terra, também é pela Graça, por meio da fé. É sobrenatural, porém não acontecerá instantaneamente, mas em um processo de fé, com auxílio do Espírito Santo, renovando a mente pelo conhecimento da Palavra, em comunhão com um grupo de irmãos.

Há um caminho! É fácil? Não. Talvez seja mais fácil mesmo deitar em uma mesa de cirurgia e modificar o corpo, do que modificar crenças erradas a respeito de si mesmo. Mas como tudo que se conquista com esforço, vale muito a pena!

Não existe igreja líquida que se adapte aos novos tempos. Não existe uma igreja cristã inclusiva (gay) e uma igreja cristã tradicional. Existe apenas uma Igreja cristã, instituída por Deus, onde todos – independente de suas falhas – são incluídos somente porque trocaram de lugar com Cristo e podem agora viver como Ele planejou.

Isto envolve aceitação, não do pecado deliberado, mas da fase dentro do processo de santificação em qualquer área (seja da sexualidade, ou não) que estamos vivendo e que o outro está vivendo também.

Vamos voltar para a verdade? Não existe Jesus Cristo transgênero, nem um Deus neutro. Deus não é feminino, nem masculino, nem tão pouco genderqueer! Ele é tudo em todos, Ele é a plenitude de todas as coisas. Não podemos colocar o que é Divino, em formas de perspectivas de gênero humano.

Mas entenda, Jesus veio à terra como homem. Com corpo físico e biológico de homem. Desenvolveu sua masculinidade como Deus planejou. Deus se relaciona conosco como Pai, com os atributos masculinos que um pai de verdade, um homem, deve ter. Um pai que dá a vida, ama, cuida, protege e corrige em amor, se necessário. Porque amor verdadeiro envolve limites!

“Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás no céu!” (Mateus 6.9)

Não tenha dúvidas de como você deve tratá-lo e se relacionar com Ele. Ele é nosso Pai e nós somos seus filhos amados. Somos chamados para ser sal e luz e fazermos a diferença em nossa geração…

*Trecho do Livro: Perspectivas de Gênero, Graça e Verdade – Série Conversas Sobre Sexualidade (Editora Reinar)

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