Interatividade pós-quarentena

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por Izabele Silva (Campina Grande-PB)
*Integrante do departamento de Comunicação da Igreja Verbo da Vida Sede

Instagram, Facebook, Twitter, TikTok, YouTube… estas são algumas das mídias sociais que fazem parte do dia a dia de bilhões de pessoas ao redor do mundo que têm acesso à internet. Em meio à atual estação de enfrentamento ao Covid-19, as diversas denominações de igrejas cristãs estão se adaptando ao fato de que essas mídias são uma das melhores soluções para continuar propagando o Evangelho e conectando o corpo de Cristo sem abrir mão da submissão às restrições de aglomeração durante a quarentena. Diante deste cenário, os cultos on-line, as lives com os pastores, os devocionais dos irmãos da igreja e diversas outras programações se multiplicaram em nossas mídias.

Sabemos que as inúmeras igrejas – de grande, médio ou pequeno porte – estão desfrutando de um tempo novo e desafiador. Para as que ainda não possuíam um departamento de Comunicação desenvolvido, o desafio tem sido maior ainda. Mas o Evangelho não pode parar e o povo de Deus está se mobilizando com as ferramentas de comunicação que têm em suas mãos, para perseverar anunciando as Boas Novas. E ainda bem que desfrutamos de um tamanho avanço das tecnologias, nos últimos anos, para nos favorecer em um tempo como este. A Era Digital trouxe ainda mais rapidez, possibilidades, facilidades e dinamismo para a nossa vida. É um verdadeiro mundo que está a apenas um clique… é a igreja a um clique.

Diante disso, um dos fatores que se destacam é a interatividade que o público cristão tem desfrutado a cada conteúdo produzido pelas suas igrejas locais. A interatividade é um dos pontos mais relevantes em todo esse avanço tecnológico, nas últimas décadas, pois despontou aproximando pessoas, reforçando o conceito de uma comunicação que permite mais do que uma transmissão de informações, mas sim o diálogo com o fim de uma comunicação ainda mais democrática e eficaz.

Neste tempo de quarentena, a interatividade tem feito mais diferença do que nunca no meio eclesiástico.

Não é legal poder comentar no bate-papo do YouTube sobre um momento interessante do culto on-line da nossa igreja? E que privilégio poder ver a pergunta que fizemos na live do pastor no Instagram ser respondida instantaneamente! Também é muito bom poder enviar nossas sugestões de temas para uma próxima mensagem nos comentários daquele devocional publicado no Facebook. Quando aquele líder faz uma entrevista e a gente envia o nosso comentário, a sensação é de que estamos fazendo parte daquela conversa. 

Fazer parte… é disso mesmo que se trata este texto. Os membros das nossas igrejas estão se sentindo parte de cada culto, de cada live, de cada produção de conteúdo. Ouso dizer que a interatividade é uma das principais razões para a Igreja de Cristo manter tanta empolgação, mesmo estando “limitada” pela quarentena. A troca de mensagens entre os irmãos e para com seus líderes, a cada post, a cada transmissão, tem garantido uma associação que nem mesmo a presença física conseguiu permitir anteriormente. Mesmo para aqueles que não costumam “comentar”, enviar perguntas, interagir, o fato de saberem que têm essa possibilidade, já muda a sua perspectiva, é a adrenalina de saber que têm uma voz.

Depois que tudo isso passar e as igrejas forem permitidas a realizarem suas programações, normalmente, nada vai ser tão comum. Os cultos presenciais, os abraços nos irmãos, servir na igreja local, são atividades que nunca foram tão ansiadas antes e, certamente, serão realizadas da forma mais intensa. Trago aqui uma reflexão para que a interatividade entre os líderes e membros das igrejas locais também seja melhor do que nunca.

Que cada igreja possa abrir a possibilidade do membro ter um envolvimento maior nas suas programações e que cada membro se envolva, de maneira mais completa, com a atividade de sua congregação.

Não estou falando de abrir uma seção de perguntas e respostas em cada culto, ou de dar a oportunidade para todos os irmãos comentarem no microfone sobre o assunto pregado. Falo de haver um planejamento para que os membros sejam incentivados a opinar através de aplicativos, formulários ou, simplesmente, deixar as suas sugestões na secretaria da igreja. Falo sobre os líderes continuarem estreitando a comunicação com suas ovelhas e, por fim, sobre continuarmos aproveitando das mídias que existem atualmente. Que os líderes façam o possível para investir nos aparatos tecnológicos da sua igreja e deem continuidade a, pelo menos, algumas de suas programações on-line.

Para nós membros, reforço que percebamos o quanto a nossa participação em cada programação da igreja local faz a diferença e isso traz satisfação aos nossos líderes. Nunca demos tanto valor ao que nossos pastores costumam mencionar: “Não apenas assista ao culto, mas de fato cultue”. Servir, se confraternizar com os irmãos, fazer sua parte para que o culto aconteça faz sim toda a diferença, porque somos um corpo que funciona unido. 

…de quem todo o corpo, bem-ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor (Efésios 4.16).

Que o fruto de toda essa interatividade, promovido pela quarentena, continue a se multiplicar e traga ainda mais conexão no corpo Cristo, com o alvo dele se tornar mais consolidado e ajustado, produzindo mais aumento para a edificação (Efésios 4.16).

 

 

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