Louvando a Deus na adversidade

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por Marta Chrisóstomo Silvares
*Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

É possível ver, por todo o mundo, a Palavra funcionar, de forma gloriosa, na vida dos que decidem abrir o coração e o pensamento para ela. A Palavra de Deus salva, cura, liberta e transforma histórias.

Espetacular poder ser anunciador, ser os pés do mensageiro de boas novas e o refrigério da Palavra da Fé em um momento tão desafiador pelo qual o mundo está passando e alguns em particular.

“Como são maravilhosos, sobre as colinas, os pés do mensageiro que anuncia as Boas Novas, que comunica a todos a Paz, que traz boas notícias, que proclama a Salvação, que declara a Sião: ‘O teu Deus reina!’” (Isaías 52.7).

Importa ao que crê ser a mão amiga, o incentivo, ânimo, a água potável, o alimento, alívio. Ou seja, ser o que nosso próximo precisa (I João 3.17,18). Num tempo de pandemia mundial, é possível viver acima das circunstâncias, mesmo que elas se somem a algo ainda mais desafiador. Alguns poderiam se perguntar como poderemos aguentar mais isso?

É possível ver o desespero na maioria das expressões dos que não conhecem ao Deus e Pai que supre e conforta os seus. E se não houvesse como comprar, vender, pagar, suprir ou ser suprido. Talvez sentir uma atmosfera de tensão ou desânimo tanto espiritual como natural, em situações assim, possamos pensar que é comum. Às vezes, coisas boas ou ruins acontecem de repente, num piscar de olhos. Mas é possível vencer ou não, ser vencido, ou ainda é possível ver esse momento chegar e não ser tocado por ele. Tantas coisas aconteceram em tão pouco tempo.

E poder ser a diferença na vida das pessoas ou situações conflitantes mostra que justo e o injusto não são parecidos. O modo de viver, agir ou reagir nas situações mais adversas pelo que crê e o descrente. Assim como vemos no texto de Malaquias 3.18 e tantas passagens no Antigo Testamento, bem como na nova aliança falando sobre os que estão vestidos de vestes de louvor como meio de vida do justo em fé (Isaías  61.3; Efésios 4.24).

Em meio à calamidade declarada, literalmente, a Igreja ora, proclama a vitória e permanece inabalável, resistindo firme na fé – isto não é utopia – mas real! E as informações negativas começaram a se mover para trás e essa é a verdade (Efésios 6.10-13; I Coríntios 15.58; Tiago 4.7), pois quando o justo e a Igreja oram se transformam na pista de pouso dos milagres de Deus na terra. A oração do justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5.16).

O salmista Davi no Salmo 125 diz como a nossa fé tem que ser, pois confiança e fé se tornam a mesma coisa, quando o assunto é Deus. Se eu digo que confio em Deus, estou afirmando que tenho fé n’Ele.

Nem pressão, nem pandemia, nem circunstância é maior que o que habita em nós. E não é assim que vemos em II Coríntios 4.8. Sofremos pressões de todos os lados, contudo não estamos arrasados. Ficamos perplexos com os acontecimentos, mas não perdemos a esperança. Somos perseguidos, mas jamais desamparados, abatidos, porém não destruídos.

Quando permanecemos firmes na fé, em nossa jornada de sermos para louvor da glória de Deus, é sim possível viver o extraordinário, o sobrenatural, a abundância em tempos desafiadores. Vivendo de dentro para fora em louvor à glória de Deus. Não por vista, mas por fé (II Coríntios 5.7).

Devemos ser esse oásis no deserto de incredulidade e medo. Uma casa de onde emana o bom perfume de Cristo. Portanto, louvemos com ações de graças em qualquer tempo e, assim como Jesus deu graças, antes de partir o pão, possamos também desfrutar deste fator de multiplicação (João 6.33). Nos doarmos em amor é gerar uma fonte de vida na vida de tantos outros. Andar em amor e unidade entre o povo é trazer a manifestação da vida e da bênção de Deus ( Salmos 133).

É possível perceber quem anda cheio do Espirito, pois fala de forma sobrenatural, canta de forma sobrenatural, é submisso a Deus, à Palavra e às autoridades, dão graças em tudo. O louvor não vem de nossa música apenas, mas de um estilo de vida dos que vivem o que aprenderam na Palavra que não falha, não muda e tudo transforma e cria.

Não há, portanto, jovem ou velho num momento de tempestade e escuridão. O que muda a circunstância é a fé, a coragem de dizer: “Alma louve ao Senhor, carne aquiete-se!”. É possível viver este estilo de vida. Apesar de tudo dizer não, deixe fluir de dentro onde está a certeza de vitória: o “Ha! Ha! Ha!”.

É possível! Podemos viver, em qualquer circunstância, em nosso próprio existir como expressão de louvor, dominando em tudo os pensamentos, o que dizemos, as nossas atitudes. Prestando culto racional a Deus, levantando nossas vozes e mãos, prostrados só a Ele e não às circunstâncias. Há sacrifício quando nossa carne e alma querem gritar. Mas o obedecer é melhor que sacrificar, isso sobe como aroma suave a Deus.

Afinal nunca foi sorte sempre foi Deus. Sermos embaixadores do reino e reinamos sobre as circunstancias, atraindo os que estão ainda sem Deus, para a grande família, com seu proceder. Que tempo desafiador sim, mas tão lindo (Romanos 5.17, Efésios 1.12).
Não desista! Não retroceda! Avance pela fé!

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