Melhores lembranças de nós dois

Postado em
1

por Godofredo Couto (Campina Grande -PB)
*Graduado da Escola de Ministros Rhema Itinerante em Brasília-DF

Eu sempre fui apaixonado por fotos. Inclusive eu acho que, se não fosse essa minha paixão, não teríamos registrado tantos momentos especiais de nossas vidas. Hoje, é muito mais fácil tirar e guardar fotos a todo momento. Mas, não muito tempo atrás, a coisa não era tão simples assim.

Tínhamos que comprar um filme de 24 ou 36 poses. Colocar na máquina com cuidado para “não queimar o filme” (será que veio daí aquela expressão?). Tirar a foto e não poder conferir se saiu legal mesmo. Na dúvida, era melhor tirar mais de uma foto da mesma situação. Quando acabasse o número de fotos do filme, era a vez de levarmos o filme, com máquina e tudo, para revelar. Lá, eles tinham que ter mais cuidado para tirar o rolo da máquina para também “não queimar o filme”.

Depois de alguns dias, voltávamos ao local para pegar as fotos reveladas e seus negativos, para quando quisesse revelar novamente. Na época em que eu fazia isso, a curiosidade era tão grande que eu abria o envelope antes mesmo de sair da loja. Nessa hora é que vinham as surpresas de fotos embaçadas, olhos fechados (minha Paty é dona disso) ou nada. Sim. Nada quer dizer filme queimado, quando não dava para aproveitar nenhuma foto.

Mas os tempos agora são outros. Tudo é digitalizado. Raríssimas pessoas ainda revelam fotos ou fazem álbuns físicos delas. As fotos são compartilhadas pelos aplicativos de bate-papo e os álbuns estão nas redes sociais ou nos HD’s externos, que também podem pifar ou perder (já aconteceu comigo). Tem até porta retrato eletrônico, em que as fotos ficam passando sem parar. Coisa do futuro que já chegou.

O mais importante nisso tudo é trazer à memória os melhores momentos de nossas vidas. Com essas lembranças, me veio uma reflexão. Dificilmente registramos com nossas máquinas momentos trágicos, como a morte de alguém querido, uma crise em relacionamentos ou qualquer outra situação ruim. Clicamos aquilo que nos agrada, que possamos comentar, curtir ou compartilhar, não é mesmo?

Para contribuir com um bom casamento e vivermos felizes nele, umas das principais providências a serem tomadas é mantermos uma memória seletiva de coisas boas. Outro dia, ouvi um pregador falar da mulher que, além de ser histérica, era “histórica”, pois sempre trazia à tona situações ruins que aconteceram há muitos anos. Uma atitude como essa só demonstra que páginas não foram viradas na vida do casal e nada foi perdoado de verdade.

Devemos sempre trazer à memória as boas lembranças de nosso relacionamento e evitar pensar em coisas que nos tragam um sentimento ruim.

Quando vejo alguém caminhando na rua com um sorriso no rosto imagino que essa pessoa está pensando em algo muito bom. Assim funciona a nossa mente. Bons pensamentos aformoseiam o nosso rosto e nos levam a sorrir. Uma sensação gostosa passa por nós e uma doce paz enche o nosso coração. Humm! Que delícia!

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lamentações 3.21).

Assim como toda pessoa tem um lado muito bom em que devemos focar, o relacionamento a dois tem suas fases e momentos muito agradáveis, dos quais é um prazer trazer à memória. Quantas experiências gostosas vivemos juntos! Quantas histórias para reviver e contar! Rever fotos é um bom mecanismo para nos lembrarmos desses instantes de vida inesquecíveis.

Interessante é que a Bíblia nos dá uma boa dica sobre isso também. Paulo escreveu o seguinte: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4.8).

Vamos pensar no melhor que desfrutamos com nossos cônjuges e, assim, nos inspirarmos a viver outras histórias para clicar e compartilhar, no papel ou no virtual.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA