Não coloquemos um novo prego na cruz

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Vinícius Gouvêa

(Aluno do Centro de Treinamento Bíblico Rhema em Pedra de Guaratiba, Rio de Janeiro-RJ) 

“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Galatas 5.1)

Todo cristão (por mais diferentes que sejam as denominações) tem um ponto que é irrevogavelmente partilhado, o fato de possuir um Pai de amor que está totalmente revelado e explicado na Bíblia, através de Jesus Cristo. Partindo desse ponto podemos concordar que temos um Pai que não pediu nada em troca do nosso amor, antes mesmo que conhecêssemos Sua pessoa Ele já havia morrido por nós, através da figura de Jesus Cristo.

Quando aceitamos a Jesus Cristo escolhemos de uma vez por todas submeter nossa carne à autoridade de um espírito recriado e vivo, nem sempre essa submissão acontece de um dia para o outro em todas as áreas de nossas vidas, algumas partes requerem um processo mais profundo de renovação da mente e um empenho maior para serem colocadas em submissão à um novo espírito que por sua vez passou a exercer sua função original. Mas esse texto em específico não é direcionado exatamente para novos convertidos, mas sim para pessoas que por seu tempo de caminhada e de exposição à Palavra deveriam ter deixado o leite espiritual e seus pecados de estimação.

Cristo pagou um alto preço por cada um de nós, cada gota de sangue, cada pedaço de pele arrancado, cada gemido de dor é ecoado por toda eternidade representando o meu e o seu pecado. Pecados que ao aceitarmos Seu sacrifício são apagados de nossas vidas e ficam no passado, pois passamos a ser novas criaturas, tomamos novamente nossa posição de imagem e semelhança do Pai. O problema está no ponto em que mesmo reconhecendo e tendo plena convicção disso tudo escolhemos viver com pecados de estimação (não falo de errarmos em alguns momentos de nossas vidas, pois isso todos estamos sujeitos a isto até que tenhamos nosso corpo glorificado), o problema está em quando reconhecemos todo o sacrifício, dizemos amém para o preço que foi pago por nós mas no momento de atuarmos em nossos dias temos atitudes totalmente contrárias à realidade que temos ciência que fomos chamados para viver.

Escolhemos por muitas vezes viver o Reino apenas em algumas partes de nossas vidas, na parte da saúde, na parte das finanças, na parte do amor, entre muitas outras. Mas quando a luz tenta chegar no canto que está a sujeira, simplesmente encobrimos a mesma com um tapete ou fechamos a porta, com esses atos dizemos para Jesus e Sua Palavra que o sacrifício foi ótimo, mas só até onde nos é interessante. Cada vez que escolhemos viver com essas sujeiras em nossas vidas pregamos um novo prego nas mãos de Jesus, requisitamos um novo gemido de dor, pois expressamos que todo e qualquer sacrifício não foi suficiente, pois a nossa dor de limpar os cantos escondidos é aparentemente muito mais forte que tudo que Ele fez.

Mais uma vez ressalto, esse texto não serve para trazer condenação a ninguém, mas sim para trazer um novo questionamento de consciência da presença e para analisarmos se realmente estamos dando total liberdade para Cristo agir em nós e através de nós. Toda vez que negamos o sacrifício de Cristo em algum “cômodo” de nossas vidas, estamos fechando portas para a manifestação de Seu Reino, estamos desejando um jugo de escravidão à liberdade que nos foi comprada antes mesmo do nosso nascimento.

Hoje, a pergunta que é feita para nós é se desejamos pregar mais alguns pregos nas mãos de Cristo ou se preferimos viver e desfrutar de tudo que está disponível através dEle para nossas vidas. Tendo sempre em mente que existem fases e que Deus jamais permite que sejamos tentados em algo que não conseguiríamos resistir. Não permitamos que a Palavra traga condenação à nossa vida, devemos escolher mudar e permitir que Ela traga vida e liberdade.

E ainda acrescento que minha vida foi modificada por essas palavras, pois, antes de chegarem à qualquer pessoa elas chegam até mim através do Espírito Santo, todos temos partes a serem melhoradas, permitamos assim que as portas permaneçam sempre abertas.

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