Não peça para sair!

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por Eric Andrade

Professor do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

Por todos os lados e por diversos meios estamos sendo cercados por uma enxurrada de informações que, caso não fiquemos atentos, irá nos paralisar num lugar de medo, confusão e desespero.

Nas últimas semanas os crentes internautas ficaram em polvorosa com um vídeo de uma exposição de arte no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Foram centenas de milhares de publicações que expressaram um misto de tristeza, confusão, raiva e um sentimento de impotência diante da chamada, pelo MAM, performance de um artista nu que, durante a “performance”, era tocado por crianças que compunham a plateia.

Claro que não poderia ser outra a reação dos cristãos diante de tamanho desrespeito à inocência e pureza de uma criança. Não podemos deixar de fazer alguns questionamentos e reflexões; como considerar normal a “performance” do nu diante de crianças? Como aceitar que o museu não tenha impedido o acesso de crianças? Para onde o mundo está indo? Onde ficaram os conceitos básicos de moral, respeito e bom senso? Em qual mundo viverão nossos filhos?

É bom questionar e refletir, pois, apenas assim, agiremos de forma sensata e sábia. Porém, não podemos esquecer que somos advertidos pela Bíblia sobre essas coisas.

“Saiba disto: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se também destes.” 2 Timóteo 3:1-5

São os últimos dias, a qualquer momento, num piscar de olhos, seremos transformados e nos encontraremos com o nosso Senhor nos ares.

Todo cristão genuíno deseja de forma ardente e com muita expectativa o dia do arrebatamento, dia que chegará iminentemente.

Mas, enquanto estivermos aqui embaixo, temos algo para fazer, não devemos e não podemos viver desconectados do plano de Deus para hoje.

Sim, há um plano em desenvolvimento, não está tudo perdido!

Deus espera de nós um bom desempenho da função que nos foi confiada, fomos chamados para reconciliar, a fim de evitar a condenação. Nossa função como igreja é alertar o mundo sobre a necessidade de arrependimento e conduzi-lo a Cristo.

Não, não é hora de pedir para sair! Não é o que o Senhor espera de nós!

Você consegue lembrar as palavras dEle em João 17:15?

“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”

Nós, a igreja, somos o canal que conduz o mundo à esperança, somos os responsáveis por apontar Jesus Cristo como único salvador.

Enquanto estivermos aqui na terra precisamos pregar o evangelho da salvação, precisamos desempenhar nossa função de sal e luz, não podemos temer às trevas, precisamos dissipa-las. Não é momento de se acovardar e pedir para sair, é tempo de expressar a grandeza e o amor de Deus.

Quanto mais expressarmos o amor de Deus, mais perseguidos e odiados seremos, quantos mais firmes formos no cumprimento do Ministério da Reconciliação, mais seremos odiados pelo mundo.

Agora, nos últimos dias do mês de setembro, uma revista de circulação nacional trouxe uma matéria com o seguinte título: “Essa gente incômoda – A ‘fé evangélica’, em grande parte, é composta do ‘tipo moreno’, ou brasileiro, que vem sendo visto com crescente horror pela gente bem do Brasil”.

A igreja não deve esperar o aplauso e o reconhecimento do mundo, pois o Senhor Jesus nos advertiu que:

“E por todos sereis odiados por causa do meu Nome.” Lucas 21:17

“Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão, o mundo vos odeia.” (João 15:19)

Assim, devemos sim proclamar nossa fé e resistir às obras do diabo. A igreja precisa se posicionar, apresentar os princípios bíblicos, ter representação na política, mídia, educação, na arte, mas, sem desespero, sem medo e sem confusão.

Vamos expor nossas ideais, que são as ideias de Cristo, logo, têm o poder de transformar, restaurar, edificar.

Contudo, precisamos fazer isso de forma sábia, pois o desespero nos impede de sermos guiados pelo Espírito de Deus.

Devemos sempre ter como base das nossas ações e reações a compaixão. Era dessa forma que o nosso Senhor fazia, até mesmo quando exortava. Em todo o seu ministério terreno o Senhor Jesus agiu movido por profunda compaixão.

Não vamos pedir para sair, não sejamos covardes! Vamos ganhar mais vidas para Jesus, sem medo da perseguição e do avanço da maldade.

 

7 COMENTÁRIOS

  1. Amém! Como disse o amado irmão, Felipe Fonseca, na Igreja, realmente há os tipos de pessoas citadas em II Timóteo 3.1-5. Porém, muitas dessas pessoas foram atraídas a Cristo, simplesmente para suprir suas necessidades secundárias em detrimento de a necessidade principal: recebê-Lo como Salvador e ter A Justa e Santa Ira de Deus afastada de sobre elas, bem como aprenderem a fazê-Lo Seu Novo Senhor! Por isso há um risco muito grave em atrai pessoas a Cristo por puro interesse material, financeiro e/ou físico! Não que O Senhor não se importe com essas coisas, mais elas serão acrescentadas, quando aprendemos a buscar O Reino de Deus e Sua Justiça em primeiro lugar! Cristo, também, nos advertiu do risco de se fazer um prosélito e torná-lo duas vezes mais filho do inferno (Mateus 23.15). Deus seja Louvado! Amém!

  2. Excelente mensagem! Muito bom refletir sobre o texto de 2 Timóteo 3:1-5… Talvez até nós mesmos estejamos agindo conforme o mundo, mas é o que Deus espera de nós? Certamente não. Como disse o Adriano Canider, somos luz!

  3. Excelente mensagem… ótimo para reflexão, pois até no meio da igreja há tbm pessoas citadas em 2 Timóteo 3:1-5, e não estou dizendo para nos afastarmos delas, mas pelo contrário! conduzi-las, afim de que tomem uma postura quanto a isso; e também analisarmos nosso próprio comportamento. Estamos mais parecidos com o Mundo ou com o que Deus espera de nós?

    Muito bom, Professor Eric!

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