Não permita estar “sufocado”

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por Otávio Barra
(Graduado da Escola de Ministros Rhema em Fortaleza-CE)

Jesus, o maior homem que já andou nesta Terra, advertiu, certa vez, aos discípulos sobre como receber a Palavra de maneira eficaz. Isto pode ser visto no capítulo 8 do Evangelho de Lucas:

“A que caiu entre espinhos são os que ouviram [a Palavra] e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8.14)

Neste mundo globalizado, onde a velocidade de demandas e informações são gigantes, podemos incorrer no erro de não valorizarmos para o que de fato importa nesta vida e acabamos nos permitindo ficar sufocados de cuidados e de interesses próprios e egoístas, que nos impedem de atentarmos ao que a Palavra diz a nosso respeito.

Sim, podemos e seremos bem-sucedidos em tudo àquilo que pusermos nossas mãos, podemos ser atuantes no contexto em que estamos inseridos, como homens e mulheres aptos a agirmos em todos os espaços e esferas da sociedade. Mas a pergunta é: estamos cumprindo cabalmente aquilo que o Pai, especificamente, nos chamou para fazer? ou os cuidados dessa vida, a necessidade de enriquecermos e de nos tornarmos pessoas de “sucesso”, segundo os padrões deste século, estão nos consumindo e sufocando nossos verdadeiros chamados?

Não quero dizer com isso que devemos, agora, sermos relapsos com nossos estudos ou trabalho, isso é um péssimo testemunho, mas gosto de algo que minha amiga Luana Mayara diz em seu livro “Além da Marca”: seremos pessoas bem-sucedidas se cumprirmos o que o Pai quer pra nós. Assim, nunca acharemos que a “grama do vizinho é mais verde do que a nossa”. Sendo assim, temos nossa importância e nosso valor.

Dessa forma, um futuro de sucesso, que todos nós desejamos, está intrinsecamente ligado ao cumprimento da vontade do Pai.

Jesus certa vez descreve essa situação quando, mais uma vez, entre os discípulos exorta:

“Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? {Pois a todas estas coisas os gentios procuram.} Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6.31-34 (Almeida Atualizada))

Nesse mesmo raciocínio, Salmos 127.1 ressalta que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”.

O que estamos fazendo nesta vida é algo que vai nos redundar em algo futuro? O Apóstolo de fundação Paulo expõe que “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (I Coríntios 15.19).

Deus nos deu talentos. Estes estão sendo multiplicados ou os estamos enterrando? Devemos usar nossas vidas como espelhos da glória de Deus. Acredito que chegou o tempo em que a vontade do Pai precisa ser melhor observada em nossas vidas a fim de cumpri-la. Isto envolve tempo, dedicação, consagração a Deus em tempos de oração. Gosto das experiências que Kenneth Hagin expõe em alguns dos seus livros no tocante aos longos períodos que ele “parou” o que estava fazendo para ouvir a Deus, os desejos de D’Ele para sua vida. E o exemplo deste homem em vida dispensa comentários.

Paulo também nos ensina a não sermos, de maneira nenhuma, insensatos, mas busquemos entender qual seja a vontade do Senhor. [cf. Efésios 5.17]. E isso é algo que eu e você devemos fazer, ninguém fará por nós, a fala de Paulo é imperativa. Deixemos que o amor do Pai sobre nós venha a nos constranger. A consagração ao chamado divino deve ser uma constante.

Procuremos viver com equilíbrio, colocando o tempo a nosso favor e não como escravos do mesmo. O Pai, como já sabemos, não chama os desocupados, contudo, o excesso de ocupação pode nos impedir de ouvi-Lo.

Avivemos o dom de Deus que já existe em nós [cf. II Timóteo 1.6] e se por acaso estamos “frios” em relação a essa consciência tenhamos a postura aconselhada à Igreja de Éfeso em 2 Apocalipse 2.5, lembrando de onde porventura tenhamos caído e voltemos à prática das primeiras obras. É o que o Pai deseja.

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