O melhor lugar é a casa do Pai

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por Cintia Ribeiro (São Paulo-SP)
*Graduada do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

“E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos”.O mais novo reivindicou do seu do seu pai: “ Pai, dá-me a parte da herança a que tenho direito”. E consentindo, o pai repartiu sua propriedade entre eles. Não se passou muito tempo, e o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, partindo para terras distante; e lá esbanjou os seus bens, vivendo de forma irresponsável” (Lucas 15.11).

É interessante como quando somos meninos (espirituais) não entendemos o valor real das coisas! Esta parábola me faz pensar em muitas coisas, entre elas a maior mensagem que Jesus deseja transmitir a nós em cada palavra, frase e sílaba.

Vemos aqui um filho que pede ao seu pai sua parte na herança, para sair mundo a fora, e sem nenhuma objeção ou contraproposta, o pai concede. A Bíblia relata que a única coisa que aquele pai fez, foi pegar a herança e dividir entre seus filhos.

Então, o filho toma posse de parte da sua herança e vai embora, gasta tudo de forma leviana, sem pensar em nada, até que em um dado momento ele se pega sem nada a ponto de comer a mesma comida que era oferecida a porcos.

Ali queridos ele começa a se dar conta de que uma atitude impulsiva o colocou naquela situação e que a casa do Pai era o melhor lugar e então ele decide voltar.

Nos dias de hoje, qual o pai faria isso? Entregar seu patrimônio em vida e ainda liberar o filho, para ir embora, sem ao menos questionar? Fora que não existe herança de pessoas vivas, não é possível dar uma herança em vida a não ser que seja uma doação, mas aí deixaria de ser herança, uma herança no testamento só passa a ter validade após a morte, mas nesta parábola Jesus deixa claro que se trata de uma herança.

Queridos, este é o amor de Deus, ele sempre nos dá o direito de escolher, ainda que façamos escolhas que não sejam a perfeita vontade d’Ele. Isso é o livre arbítrio mais uma prova de seu amor imensurável por nós, que nos libera para escolher o que queremos ainda que essa escolha não seja a melhor, o verdadeiro amor não precisa obrigar, não precisa forçar, ele é leve e de graça feito por espontânea vontade.

Muitas pessoas agem como o filho mais novo, exigem do Pai o que lhe é de direito, mas quando se tem em mãos esquecem do Pai e vão embora de casa, enquanto oravam e clamavam estavam fiéis e fervorosos, mas após receberem as coisas, pelas quais tanto oravam, decidem ir embora. Vivemos em uma geração em que muitos tratam Deus como o  gênio da lâmpada, que está ali apenas para satisfazer seus desejos e anseios, o relacionamento já não importa tanto, e sim aquilo que se ganha em troca.

Mas com Ele as coisas não funcionam assim, Ele não cria filhos mimados, quando entendemos o que é estar com Ele, entendemos que quem dita o cursor de nossas vidas é Ele e que se Ele nos dá ou não alguma coisa, no fim, Ele sempre estará fazendo o melhor para nós. O problema é que muitas vezes queremos ensinar a Deus o que é melhor para nós mesmos. O profeta Jeremias deixa claro que os planos d’Ele é nos fazer prosperar e nos dar esperança e um futuro. O verdadeiro amor não nos dá o que queremos, mas sim o que precisamos!

No fundo aquele pai sabia “o meu filho vai voltar“. Porque na verdade ninguém foi feito para viver longe da casa do Pai, existem coisas que nós só encontramos lá, coisas que jamais encontraremos em outro lugar, qualquer coisa longe da casa do Pai é passageira, mas ainda assim ele sabia que a experiência de ficar longe, o faria entender que a presença do Pai era melhor que qualquer companhia ou bens materiais, porque apenas ela é suficiente para suprir o que precisamos.

A história do filho pródigo nos ensina que não precisamos de uma experiência ruim para entender que a casa do Pai é o melhor lugar, eu fico chocada com a maturidade e segurança do amor de Deus que, muitas vezes, mesmo sabendo que é a fonte de tudo o que precisamos ainda assim nos dá a oportunidade de escolhermos se queremos ir ou ficar.

Imagine aí aquele o pai vendo seu filho indo embora e ao mesmo tempo mandando seus servos prepararem a melhor roupa, o melhor sapato, o anel, talheres para festa, não havia dúvidas para ele o filho iria voltar, a porta sempre esteve aberta, o que mais me chama atenção aqui é que ele voltou porque ele se lembrou que na casa do Pai existia algo que todos tinham acesso e longe da casa do Pai ele perdeu. O sustento é neste momento que ele se dá conta que existem coisas que só vem do Pai e que escolhas erradas nos privam de desfrutá-las.

Quando estamos longe da presença do Pai trabalhamos na nossa força e, consequentemente, produzimos menos, porque não existe favor de Deus. Entretanto quando estamos em sua presença tudo tem valor e flui de forma extraordinária.

Aquele menino volta para casa do Pai e é recebido com festa, e ali ele entende que tudo que não é eterno, é eternamente inútil. É inútil viver longe do Pai, se você está triste, desanimado ou tem chorado por algo, sentido dor, vazio e até mesmo lhe falta esperanças é porque o que você recebeu acabou. Volte para casa! A porta da casa do Pai sempre está aberta e ele continua a sua espera do mesmo jeito, com o mesmo olhar de amor, com o mesmo abraço e com uma festa preparada para você.

A vida, as circunstancias, as coisas que não saíram do jeito que você esperou, as expectativas que você depositou, a pandemia que assola o mundo ou qualquer outro motivo que tenha feito você ir embora, não tira o seu direito de ser filho. Volte para casa! A porta da casa do seu Pai sempre estará aberta, porque quem a mantém assim é o amor do dono da casa: seu Pai!

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