Movimento Feminista, ideologia de Gêneros e a Palavra

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leniseLenise Freitas*

*Graduada da Escola de Ministros Rhema e líder do Ministério “Graça e Verdade” no Rio de Janeiro-RJ

O texto a seguir tratará do Movimento Feminista, A Ideologia de Gêneros e a Palavra

Recentemente uma citação da feminista Simone Beauvoir, causou muita polêmica ao ser incluída em uma questão do ENEM : “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.” O segundo sexo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980).

Este texto é um dos pilares não só do movimento feminista, como da “Ideologia dos Gêneros”.

Alguns pensadores defendem que a primeira opressão entre classes, coincide com a opressão do sexo feminino pelo masculino, dentro do casamento tradicional. A partir desta premissa, o homem e a mulher são postos como seres irremediavelmente antagônicos. Parte do movimento feminista se apoia nestas ideias.

Ora, eu sou plenamente a favor que a mulher tenha direitos civis como os homens; isto inclui direitos políticos, trabalhistas e sociais de um modo geral. Mas não sou tola ao ponto de dispensar a cortesia e o cavalheirismo em situações que, inclusive fisicamente, eu estaria desconfortável.

Da mesma forma, vão existir situações em que naturalmente eu, como mulher, terei mais facilidade de executar ou mesmo somente eu terei condições de agir – como a amamentação. Nestes momentos, devem prevalecer da mesma forma a cortesia e o bom senso.

O próprio Jesus, durante o tempo em que esteve na terra, cuidou de pôr a mulher em uma posição de igualdade e de honra na sociedade. O irmão Hagin em seu livro “A Questão Feminina” nos traz esclarecimentos e um equilíbrio perfeito sobre esse assunto. Irmão Hagin enfatiza e mostra biblicamente que a mulher não deve ser submissa a todo e qualquer homem, mas deve ser submissa ao seu ao seu marido instituído como líder de sua casa. Colocando a mulher mais uma vez, em um lugar de honra e segurança.

Da mesma forma que Cristo é líder, cabeça da Igreja e trabalham, cooperam juntos, homem e mulher não são seres irremediavelmente antagônicos, antes se completam.

Em que aspecto o feminismo e a Ideologia de Gêneros se tocam?

A ideologia dos gêneros estabelece que o ser humano nasce sexualmente neutro, e é a sociedade quem constrói os papéis femininos e masculinos. Naturalmente não existiriam papéis nem expectativas naturais, isto é, não existem papéis ligados ao sexo com que a pessoa nasce, mas a sociedade os impõe. Portanto esses papéis podem ser facilmente desconstruídos.

Exemplificando, a mulher naturalmente não teria o instinto de ficar mais tempo em casa junto aos filhos nem o homem de ser o cabeça e provedor de uma família. Seguindo este raciocínio, a família constituída por homem e mulher seria uma mera convenção social, possibilitando perfeitamente a existência e aceitação uma família constituída por exemplo por “duas mães” ou “dois pais”.

Aos poucos, o conceito de sexo tem sido substituído por gênero. Em formulários onde antes encontrávamos lacunas para preencher o sexo, encontramos a expressão “gênero”. Mas é preciso estar atento ao que essa mudança sutil pode realmente significar. Existem projetos em andamento para que as escolas não reconheçam nem estimulem funções ou mesmo diferença entre os sexos, deixando que cada criança então “escolha livremente” seu gênero.

Mas sabemos Deus criou o macho (no aspecto biológico) para o gênero masculino e a fêmea (no aspecto biológico) para o gênero feminino e a união destes dois aspectos para constituir o homem e a mulher.

Concordo que um homem ou uma mulher não nascem prontos para assumir alguns papéis, os quais precisam ser ensinados. Nesse aspecto percebemos inclusive nossa tremenda responsabilidade como família e igreja. Concordo também que o homem é um ser social que aprende com o meio, mas o ser humano não nasce, de forma alguma, neutro.

A própria estrutura física do homem e da mulher mostra isso claramente através de suas diferenças. Seus papéis não são definidos pela sociedade, Deus já fez isso. E a Bíblia juntamente com a sociedade, não nos impõe nada, apenas facilita nossa vida nos explicando o que somos. E como já cantou o poeta, “quanto mais a gente chega perto de Deus, a gente se conhece, se resolve mais.”

Saiba mais com o livro ” Como Deus Planejou Você: Questões Sobre Sexualidade, Graça e Fé, de Lenise Freitas

2 COMENTÁRIOS

  1. Graça e paz! Parabéns pela exposição! Estar atento ou perceber a nossa responsabilidade enquanto Igreja do Senhor é o primeiro passo. Acredito que precisamos ir um pouquinho mais além para enfrentar essa atual revolução cultural que quer desconstruir a família natural e a heteronormatividade. Um sugestão: Por que não incluir no currículo da Escola Rhema alguma matéria que fale sobre isso tudo, no intuito de explicar e entender o que está por trás do feminismo, da ideologia de gênero, da agenda do aborto no mundo e no Brasil? Nossas crianças correm sério risco. Como podemos educar nossas crianças em um mundo em que cada vez mais se abre espaço para a ideologia de gênero? O que os pais podem fazer? Caso não seja possível isso, que tal promover esse tema desse artigo nas igrejas? Precisamos debater isso e saber dos perigos que estamos correndo enquanto família, além de compreender o que podemos fazer, além de orarmos. Atualmente, existem vários palestrantes evangélicos renomados: Dra. Damares Alves, Dra. Marisa Lobo, Dr. Guilherme Schelb (este até já divulgou uma notificação extrajudicial endereçada à escola visando coibir o ensino da ideologia de gênero). E alguns católicos, como: o professor Felipe Nery, Fernanda Takitani. O Dr. Guilherme Schelb desenvolve o Fórum da Família Protegida, que percorre várias igrejas pelo Brasil. Enfim, precisamos priorizar ainda mais eventos e seminários, congressos de Família (com especialistas renomados no Brasil), para orientar os pais e mães a saberem verdadeiramente como educar seus filhos em meio a um mundo cada vez mais corrompido, e principalmente para que possamos saber que revolução cultural marxista é essa que está ocorrendo no Brasil, o que está por trás do movimento feminista, o que está por trás do movimento LGBT, e o que está por trás da ideologia de gênero. Precisamos saber disso, de maneira mais profunda, urgentemente! Não só saber por saber, mas saber e agir da melhor forma para a defesa da vida e da família! Desde já, agradeço a atenção e peço, com toda humildade, um reflexão sobre isso. Abraço!

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