O ponto da revolta

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RG 11por Rubens Nascimento

(Graduado da Escola de Ministros Rhema)

Muitas pessoas tem lido e compreendido equivocadamente o texto contido no Evangelho de João, capítulo 16.33, utilizando como sendo premissa máxima da vontade de Deus a parte alusiva as dificuldades da vida, esquecendo ou desconsiderando a informação que complementa o raciocínio e verdade espiritual, a qual, pela sua importância, dá novo sentido no contexto interpretativo, acentuando que poderemos (se quisermos) viver uma vida vitoriosa, através de Cristo Jesus, independente das dificuldades enfrentadas.

Esse sofrimento quase que perpétuo (no sentimento de alguns), de circunstâncias que se renovam, que se revezam ou se multiplicam; muitas vezes nos trazendo abalos interpessoais, nos relacionamentos diversos, doenças oportunistas (pela vulnerabilidade física), instabilidade educacional, profissional e crise financeira, é entendida por muitos como sendo parte integrante de um pacote necessário ao nosso desenvolvimento cristão, como se Deus utilizasse meios dolorosos, difíceis e instransponíveis, para se revelar como sendo um Deus amoroso, salvador e cuidadoso.

Na verdade, não é preciso um estudo teológico ou o uso de ferramentas interpretativas complexas para compreender que fomos originalmente concebidos para uma vida vitoriosa e criados para o pleno sucesso, uma vez que a Bíblia também nos faz referência a uma vida abundante em Cristo, como resultado do preço pago por Ele mesmo, em favor de todos nós (João 10.10).

É uma questão meramente de compreensão, aceitação e posicionamento.

Quando faço essa afirmativa não estou dizendo que estaremos livres das aflições do tempo presente; elas, inclusive, podem se manifestar sem qualquer escolha especial por minha ou por sua vida. Apenas chegam!… mas só estou querendo ressaltar que permanecer continuamente numa condição de pressão, de falta ou prejuízo (ou mesmo de não saber agir e/ou reagir adequadamente quando elas surgem), é uma decisão que nos cabe, afinal, lembrando das palavras de Henry Ford, grande empreendedor americano:

Se você pensa que pode (superar o que está vivendo) ou se pensa que não pode, de qualquer forma você está certo”.

Não é difícil de perceber que boa parte das pessoas usa o discurso da vida atribulada no sentido de poder justificar suas poucas (ou quase nenhuma) conquistas; e ainda o fazem atribuindo suas dificuldades de vida como se a mesma fosse a mais perfeita vontade de Deus e como se elas fossem desprovidas de talentos e de capacidade criativa.

Atribulação, conforme já dito, chega para todas as pessoas, e nessas ocasiões é preciso manter o bom ânimo, sem esmorecer ou mesmo murmurar; antes convictos que em Deus somos mais do que vencedores (Romanos 8.37).

Ora, é preciso aceitar a verdade de que a vida que temos é o resultado de nossas ações/omissões e, em boa parte dos casos, é, também, o resultado de nossas crenças limitantes, de achar que não somos capazes e de nos avaliar muito menores e desmerecidos.

O ponto da revolta, o qual queremos provocar, é fazer com que possamos avaliar onde realmente estamos, por nossas escolhas, fazendo com que a responsabilidade do contexto de vida de cada um seja atribuída justamente para o seu personagem principal, ou seja, eu e você. Somos o resultado de nossas ações e, também, o principal responsável pela mudança que desejamos ver em nossas vidas.

A vida abundante é um estilo, e, antes que imaginemos apenas no aspecto da vida financeira, uma vez que existem muitas pessoas de grandes posses sofrendo pela falta de amor, de paz, de sono, de família…, ela, a abundancia, deve ser vista de forma mais ampla pois repercute em cada área de nossa existência, nos fazendo, em qualquer tempo ou circunstância, muito maiores individualmente e nos permitindo enxergar cada situação de cima para baixo, cientes de nossa capacidade pessoal e força em Deus, o Qual nos fez/faz triunfar sobre cada uma delas.

A revolta então dita faz-se necessária quando constatamos uma vida muito menor daquilo que eu e você pode alcançar/usufruir, no potencial de cada um, e, claro, uma vida abaixo do padrão estabelecido pelo Pai celestial.

É preciso, portanto, se posicionar corretamente frente as circunstâncias que se levantam, na certeza de que elas são eventuais, passageiras e vencíveis.

Muitas vezes vai ser preciso um grito de fé, uma postura firme e conduta perseverante.

Nossas palavras pavimentam aquilo que o futuro vai nos revelar; portanto, devemos aprender a usar esse poder criativo em nosso favor, gerando, em fé, aquilo que desejamos ver em nossas vidas.

Palavras como “eu não posso”, “não vai dar certo”, “tudo para mim dá errado”, “Deus não me ama”, “eu mereço essa dor”… internalizam essa mensagem em nossas vidas e paralisam nossa capacidade de reação, materializando assim o sofrimento, a frustração e a derrota.

O ponto da revolta vai nos fazer acordar para o que realmente somos, reascendendo talentos e nos fazendo compreender que somos fortes, capazes e que precisamos desenvolver as habilidades confiadas a nós, por Deus, e para que possamos ser considerados servos bons e fieis naquilo que temos e naquilo que realizamos.

Tem uma cena que me chamou muito a atenção, quando, no filme “Quarto de Guerra”, a personagem Elizabeth toma as rédeas da situação caótica de sua vida familiar, em plena crise, sofrendo com a infidelidade conjugal e o desmonte de seu casamento. Nessa cena, a personagem, numa revolta intensa, decide se posicionar como cristã, em oração (fundamentalmente), e, também, em ações correspondentes, sem aceitar mais aquela condição de sofrimento, estabelecendo assim um novo modelo de vida que alcançou cada um dos seus, resgatou o seu lar e lhe permitiu viver e usufruir da abundância plena em Cristo Jesus.

Revolte-se contra a crise; contra as doenças/enfermidades; contra a separação conjugal e o enfraquecimento dos vínculos familiares; contra a falta constante, inclusive a falta de conhecimento e de capacitação.

Saiba que é possível viver uma vida em plena saúde, ter um bom casamento e boa relação com os filhos, ser próspero em finanças, nos estudos e possuir uma boa capacitação técnica-profissional, sendo também, reconhecido e bem sucedido em sua área de atuação.

Acorde! Saiba que você foi projetado com condições suficientes para realizar muito além de qualquer meta que um dia você estipulou, e que acha tão difícil.

Existe uma pessoa vencedora dentro de cada um de nós e somente quando nos permitirmos, individualmente, realizar uma avaliação sincera de onde estamos e daquilo que temos, nos responsabilizando integralmente pelos resultados do presente, é que liberamos uma condição palpável de modificação de roteiro, de reinvenção, de (r)estabelecimento de metas e de ação correspondente.

O ponto da revolta significa tão somente o início de uma vida abundante e isso depende exclusivamente de nós.

Levante-se e vença!

4 COMENTÁRIOS

  1. Meu Deussssssss!
    Que texto maravilhooooso.
    Como disse o José Carlos Ribas essa leitura me motivou bastante tambem e eu ainda descobri muitas coisas pelas quais eu preciso me levantar em fé e me posicionar. Amei!

  2. Ora, é preciso aceitar a verdade de que a vida que temos é o resultado de nossas ações/omissões e, em boa parte dos casos, é, também, o resultado de nossas crenças limitantes, de achar que não somos capazes e de nos avaliar muito menores e desmerecido
    Muito me alegrou, ao ler esta mensagem, pois me trouxe motivação, e esperança. Sair da mesmice da vida é louvável

  3. Quando recebi no whatsap o link da mensagem no primeiro momento nao compreendi o título e por curiosidade resolvi verificar. Amei o contexto e concordo com a abordagem feita. Também assisti o filme e amei aquela cena citada no texto. parabens!

  4. que palavra profética,estava precisando disso hoje,manheç[i o dia declarando,que sou mais doque vençedora pelas suas pisaduras,o maior habita em mim,aleluía,glória á Deus!

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