Qual o seu incômodo?

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por Aliny Gaudard (Campina Grande-PB)
*Graduada da Escola de Missões Rhema

Hoje quero compartilhar algo sobre a palavra que nosso Apóstolo Guto deu ao final do culto do Dia Verbo da Vida de Missões.

Ele falou sobre os processos que uma planta passa até frutificar. Primeiro, a semente é plantada num saquinho. Em seguida, é transplantada para um local maior, com solo preparado, com mais água… E ainda assim, ela sente um incômodo, suas folhas murcham, ela sente a diferença. Nosso apóstolo fez um paralelo sobre como isso pode acontecer conosco.

Muitas vezes, estaremos no lugar que Deus nos plantou e vamos sentir um incômodo, podemos até pensar que estamos no lugar errado. Queria convidá-lo a pensar no que tem incomodado, chateado e até desanimado você nesses dias.

Você consegue pensar em algo?

Por que identificar a “fonte” do desconforto é tão importante? Porque nos ajuda a criar estratégias para lidar com ele. Muitas vezes, nos perguntamos por que as circunstâncias acontecem conosco (por que uma pandemia no período do meu casamento?) e até mesmo sobre as atitudes de outras pessoas: “Por que fulano é assim?”. E nesse contexto, esquecemos de buscar em nós o porquê de não estarmos conseguindo lidar com o que aconteceu.

Nossas ações e reações comportamentais falam sobre nós, sobre a nossa personalidade, sobre os nossos valores e precisam falar sobre amor e o caráter de Deus. A nossa vida, escolhas, pensamentos, palavras e ações diárias falam mais do que uma oportunidade para pregar e ser ouvido.

O nosso comportamento e a nossa identidade em Cristo Jesus, precisam estar alinhados. Isso é ter domínio próprio e agir como o tipo de pessoa que já acreditamos ser por ter a própria vida de Deus em nós.

Quando a sensação de incômodo, tristeza e até frustração chegar por algo que, aparentemente, não deu certo ou não está funcionando, podemos mudar a direção de nossas perguntas e fazê-las a nós mesmos: Por que isso está me afetando tanto? O que a Palavra de Deus diz a meu respeito que eu estou deixando escapar?

Precisamos dosar a carga emocional que atribuímos às decepções (aos incômodos),pois quando não a dosamos, essa “carga emocional” nos impede de agir, racionalmente, e pode nos impedir de expressar o caráter de Deus.

Precisamos nos lembrar do que Deus diz sobre nós, seus filhos, nós podemos tudo naqu’Ele que nos fortalece (Filipenses 4.13), podemos andar em amor, ser longânimos, bondosos e mansos porque o Espírito Santo de Deus habita em nós (Gálatas 5.22), podemos não sentir ira com facilidade, não procurar nossos próprios interesses, não guardar rancor (ou cultivar o ranço) porque o amor de Deus foi derramado em nosso coração (I Coríntios 13, Romanos 5.5).

Precisamos lembrar de que vivemos por um propósito que é maior do que qualquer pessoa, circunstância, incômodo ou decepção. Viver por um propósito nos fará frutificar, mesmo que o solo pareça desconfortável.

E você pode estar pensando: “Mas eu nem sei, exatamente, o meu propósito”. Eu quero lhe dizer que o nosso maior propósito, como filhos de Deus, é reconciliar a humanidade ao Pai, na nossa casa, no nosso trabalho, na escola, na universidade, no supermercado…

O desejo do meu coração é que Jesus seja conhecido através da vida de cada um, aqui, através do que comunicamos. Sim! Vamos alcançar o Brasil e as nações com a Palavra da Fé e o amor, esse é o nosso legado.

 

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