Perdão na família

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por Marcela Chianca (Rio de Janeiro-RJ)
*Professora do Centro de Treinamento Bíblico Rhema Brasil

 

Família é o lugar onde enchemos nosso tanque emocional. Onde o ambiente deve ser de paz, de companheirismo e de cooperação. Um ninho onde somos abastecidos para passarmos as aflições da vida com nosso tanque emocional cheio. Mas, por ela ser o lugar onde mais temos intimidade e onde somos nós mesmos, também é o lugar onde mais podemos sofrer decepções e mágoas.

“Ora, Moisés cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus os queria salvar por intermédio dele; eles, porém, não compreenderam” (Atos 7.25)

Moisés estava fazendo algo que acreditava ser o certo e que seria reconhecido pelos seus irmãos. Mas, veio uma grande decepção. Ele foi chamado exatamente para libertar o povo, contudo, a forma como isso foi feito estava errada e causou decepção. Na grande maioria das vezes, nossos familiares querem fazer o certo, porém erram o processo de execução e causam tristeza. Temos visto tantas famílias vivendo em guerra dentro de casa. Pais e filhos cheios de mágoa e falta de perdão.

Viver para justiça

“Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos” (I Pedro 2.21)

Todos nós carregamos um sentimento de justiça que vem do nosso Pai. Porém, nossa justiça não é perfeita. Nem sempre temos todos os dados, somos limitados, temos uma alma que ainda está em um processo e uma carne que tem desejos. Mas, Deus é um justo juiz. Jesus entregou o seu senso de justiça para Deus que é um juiz perfeito. Perdão e Justiça caminham juntos. Perdão é a desistência de fazer justiça. Quando somos ultrajados, humilhados, injustiçados desejamos fazer justiça por conta própria. Quando fazemos isso ficamos na frente de Deus.

Ninguém gosta de se decepcionar, temos expectativas e desejamos que sejam satisfeitas nos relacionamentos. Mas, nem sempre é possível.

“Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la” (Lucas 13.6-9)

O dono da vinha tinha expectativa na colheita, mas foi frustrado. Quantas vezes fazemos planos na nossa casa, com nosso cônjuge e filhos e somos frustrados. Mas, isso não pode nos deter. Vamos permanecer escavando a terra, afofando o solo e colocando adubo. Regando essa planta chamada família.

Perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Não é uma opção para o crente, mas uma ordenança. Não depende de merecimento da outra pessoa envolvida. Não é para abençoar o outro, mas para nos abençoar.

“…Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (Jeremias 31.3b)

Ele nos ama, apesar dos nossos erros, das nossas fragilidades e falhas. Esse tipo de amor é difícil de entender em sua profundidade, mas é essencialmente confiável!

*Texto retirado do Site da Igreja Verbo da Vida em Campo Grande, Rio de Janeiro-RJ 

 

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