Portas abertas

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por Rakeliane Paiva
(Graduada do Centro de Treinamento Bíblico Rhema

Existe uma frase muito valorizada e considerada no mercado de trabalho, principalmente por profissionais zelosos em construir uma carreira sólida e de sucesso que é: “Ao sair, mantenha as portas abertas”.

O que significa isto? Significa que, seja qual for o motivo para se desligar de uma empresa, é importante que este desligamento aconteça de uma maneira positiva, sem desentendimentos, embaraços, cuidando para que sua imagem profissional não seja comprometida. Lembre-se, você está fechando um ciclo, queira você ou não.

A forma como você sai de um emprego poderá ser, na maioria das vezes, a forma como você será lembrado e, as recomendações que você receberá em outros lugares tende a depender desse momento. Além disso, nunca se sabe quando uma oportunidade de voltar surgirá. Isto é essencial para que o seu futuro possa ser beneficiado pelo passado no antigo emprego.

Fiz uma pesquisa básica na internet e encontrei orientações preciosas sobre este assunto. Segue abaixo o link com algumas orientações para fundamentar o que tenho no coração de compartilhar neste post.

Orientações ao sair do emprego.

Segundo Luís Testa, gerente de estratégia, “O profissional deve marcar o ambiente organizacional com comprometimento e competência até o último dia de trabalho e, ainda, ser transparente sobre a sua decisão de saída”, afirma.

Laerte Leite Cordeiro, consultor em Recursos Humanos, afirma que qualquer que seja o motivo para sair, não é bom falar mal da empresa.

Os especialistas indicam que, ao pedir demissão, o profissional seja claro e objetivo, avise com antecedência o desligamento para transferir suas tarefas para outro funcionário e não deixe nenhuma pendência na empresa.

“Todas as empresas onde trabalhamos passam a fazer parte do nosso histórico profissional e tornam-se referência em nossa carreira”.

Ah, mas são orientações para a uma carreira secular, o que pode acrescentar em minha vida ministerial?

Queridos, a palavra também nos fala de uma carreira a cumprir, como está escrito na carta aos Hebreus 12.1-2:

“Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.

Assim como em uma carreira profissional, todos os lugares  onde trabalharmos servindo a Deus, passarão  a fazer parte do nosso histórico e se tornarão  referência em nossa carreira.”

Pessoas estão servindo de qualquer maneira, querendo ser reconhecido como um grande ministro de Deus. Atropelando e na maioria das vezes queimando etapas. Focando apenas no título e não no serviço, na obra, no processo, na caminhada. “Ah mas eu tenho um chamado!”.

A vida ministerial é muito séria; tem que ser com responsabilidade, comprometimento e importância. Sinceramente, por ser tratar da obra de Deus temos que ser muito mais diligentes e excelentes, pois estamos representando nosso Pai que tem um caráter irrepreensível.

Infelizmente, temos visto muita negligencia no Corpo de Cristo. Pessoas entram e saem dos departamentos de qualquer maneira, começam a servir e deixam de servir de uma hora para outra, às vezes simplesmente saem sem dá sequer satisfação, deixando uma lacuna naquela necessidade e a liderança ou até mesmo o pastor que se vire para resolver. Começam a congregar em determinada igreja e de repente acontece algum desentendimento ou uma situação embaraçosa e já é motivo para ir para outra igreja, saindo de qualquer jeito, sem conversar, com raiva do pastor, ou com a liderança, ou com um irmão, falando mal, comprometendo a influência, com rancor, magoado, com o coração contaminado. Elas se esquecem de que a sua conduta irá abrir ou fechar portas.

É certo de que essas atitudes só acontecem porque não existe a direção do Espirito Santo de Deus.  Todos nós (independente se somos ou não chamados nos cinco dons ministeriais), uma vez que nascemos de novo, temos uma carreira em Deus para ser desenvolvida e devemos desenvolvê-la com zelo e dedicação e SEMPRE guiados pelo Espirito Santo. Não compreender isto tem sido motivo para falta de comprometimento e confusão no Corpo de Cristo.

Ser guiado pelo Espirito Santo, é a garantia de que nunca falharemos, desenvolveremos nossa carreira no propósito e  serviremos sempre com EXCELÊNCIA.

Em Romanos 12,11, Paulo nos motiva: “Nunca lhe falte o zelo, sejam fervorosos no espirito, sirvam ao Senhor”. A obra é d’Ele, para Ele, por Ele e com Ele.

Vale uma reflexão: Estou mantendo as portas abertas?

Não podemos esquecer que a forma como sairmos poderá ser na maioria das vezes a forma como seremos lembrados.

Sejamos zelosos com a nossa carreira que está proposta em Deus.

 

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